Débora relata dez anos de controle, humilhações e violência psicológica que causaram desnutrição, síndrome do intestino irritável e início de falência hepática. Após o divórcio, a artista enfrentou perseguição, mensagens ofensivas e campanhas de difamação, levando-a a se mudar para Pernambuco com o filho.
Cantora gospel acusa ex-marido de violência psicológica e obtém medida protetiva
Cantei sentada com uma cara de morta-viva
Como alguém consegue continuar performando, cantando, enquanto está sendo destruído dessa forma?
Porque o controle psicológico não deixa espaço para escolha. Você não decide se vai cantar ou não — você é obrigado a estar ali, e seu corpo responde com o que pode. A enxaqueca, a desnutrição, tudo isso é o corpo gritando, mas a pessoa já aprendeu a ignorar seus próprios gritos.
A medida protetiva é um reconhecimento legal, mas muda algo na vida dela agora?
Muda porque estabelece uma barreira oficial. Não é apenas ela dizendo que sofre — é um juiz dizendo que o risco é real e que há limites que não podem ser cruzados. Mas é também apenas um papel. A reconstrução verdadeira acontece depois, longe, em Pernambuco, onde ela está tentando ser outra pessoa.
Por que ele não responde publicamente?
Os advogados sabem que qualquer palavra pode ser usada contra ele. O silêncio é estratégia. Ele vai responder nos autos do processo, onde tudo é documentado e controlado, não em uma conversa pública onde não consegue gerenciar a narrativa.
Há algo que a história não diz mas que você sente que está lá?
A solidão de estar em um palco com alguém que você deveria confiar, sabendo que aquela pessoa está te machucando. E depois, a coragem de sair, de levar o filho, de recomeçar em outro estado. Isso não aparece nos documentos legais, mas é o coração da história.
Il Polso
- Mais de dez anos de controle, humilhações e violência psicológica
- Medida protetiva concedida pela Justiça de São Paulo em novembro de 2025
- Dupla musical com mais de 100 mil seguidores no YouTube
- Débora se mudou para Pernambuco com o filho após o divórcio
Débora relata dez anos de controle, humilhações e violência psicológica que causaram desnutrição, síndrome do intestino irritável e início de falência hepática. Após o divórcio, a artista enfrentou perseguição, mensagens ofensivas e campanhas de difamação, levando-a a se mudar para Pernambuco com o filho.
A cantora Débora Schmitz obteve medida protetiva após acusar o ex-marido Dilson Castro de mais de dez anos de violência psicológica, controle e humilhações que afetaram sua saúde física e mental.
Débora Schmitz passou mais de dez anos em um relacionamento que a consumiu. Cantora e fonoaudióloga, ela dividiu palco e vida com Dilson Castro, um cantor adventista com quem formou uma dupla musical que chegou a reunir mais de cem mil seguidores em um canal no YouTube. Juntos, moravam em Engenheiro Coelho, no interior de São Paulo. Mas o que parecia ser uma parceria criativa era, segundo ela, um sistema de controle, humilhação e violência psicológica que deixou marcas profundas em seu corpo e mente.
O desgaste foi físico e visível. Débora trabalhou enquanto adoecia — desnutrição, síndrome do intestino irritável, hepatite, e depois o início de uma falência hepática. Tudo isso, ela acredita, resultado direto do estresse crônico e do uso excessivo de medicamentos durante aqueles anos. Havia noites em que subia ao palco com enxaquecas tão fortes que mal conseguia se mover. "Cantei sentada com uma cara de morta-viva", descreveu, capturando em poucas palavras a sensação de estar presente no corpo mas ausente da vida.
Em novembro de 2025, a Justiça de São Paulo reconheceu o que ela denunciava e concedeu uma medida protetiva. Mas o fim do casamento não significou o fim do sofrimento. Após o divórcio, Débora relata ter enfrentado perseguição sistemática: mensagens ofensivas, aparições não desejadas em seus locais de trabalho, campanhas para destruir sua reputação. A pressão foi tanta que ela deixou Engenheiro Coelho, saiu de São Paulo e se mudou para Pernambuco com o filho, tentando reconstruir a vida longe daquele contexto.
Dilson Castro, por orientação de seus advogados, não fez declarações públicas sobre as acusações. A defesa dele informou apenas que apresentará os fatos e as provas nos autos do processo — uma resposta padrão que deixa em aberto o que será argumentado quando o caso chegar aos detalhes legais. O processo segue seu curso, e a medida protetiva permanece em vigor, um documento que reconhece o risco e estabelece limites legais entre os dois.
O caso de Débora Schmitz é um entre muitos que passam pelos tribunais brasileiros, mas ganha contorno particular porque ela e seu ex-marido eram figuras públicas em um nicho específico — a música gospel, um espaço onde narrativas de fé e redenção frequentemente ofuscam conversas sobre abuso e controle. Sua decisão de falar publicamente sobre o que viveu, de nomear a violência psicológica e suas consequências concretas, coloca em evidência uma realidade que não desaparece apenas porque as pessoas envolvidas cantam sobre esperança.
Citazioni salienti
Débora relata ter enfrentado desnutrição, síndrome do intestino irritável, hepatite e início de falência hepática, associados ao estresse e ao uso excessivo de medicamentos durante o relacionamento.— Débora Schmitz, cantora e fonoaudióloga
A defesa declarou que apresentará os fatos e as provas nos autos do processo.— Advogados de Dilson Castro