Campanha de Flávio diz que acusação contra vice é leviana e visa desviar foco de Lulinha

Uma acusação jogada ao ar para tumultuar o momento
A campanha de Flávio Bolsonaro descreve a denúncia contra Gaspar como manobra para desviar atenção de investigações contra Lulinha.
Mark

Por que a campanha de Flávio acredita que essa denúncia contra Gaspar é uma manobra política?

Mimi

Porque ela foi lançada no exato momento em que o relatório da CPMI apontava indiciamento contra Lulinha. A campanha vê isso como timing demais para ser coincidência — uma tentativa de roubar as manchetes.

Mark

Mas a denúncia partiu de dois parlamentares da oposição. Não é possível que eles tivessem informações legítimas?

Mimi

A campanha diz que não há provas, nem vítima identificada, nem qualquer indício mínimo. Para eles, é uma acusação vazia feita com propósito político.

Mark

Gaspar já tinha alguma vulnerabilidade que tornasse essa acusação mais credível?

Mimi

Ele era o relator da CPMI do INSS, então estava em posição de poder. Mas a campanha argumenta que justamente por isso a acusação é suspeita — é uma forma de neutralizá-lo no momento em que seu trabalho estava apontando para Lulinha.

Mark

O que Gaspar fez em resposta?

Mimi

Acionou a Polícia Federal, a PGR e o STF contra Lindbergh e Thronicke por calúnia, denunciação caluniosa, injúria e coação. Está tentando virar o jogo juridicamente.

Mark

E o Supremo? Já se pronunciou?

Mimi

Gilmar Mendes é o relator do caso, mas ainda não decidiu se abre investigação. Tudo está em suspenso, esperando por ele.

  • Uma denúncia de estupro de vulnerável contra o deputado Alfredo Gaspar, vice de Flávio Bolsonaro, irrompe publicamente durante o encerramento da CPMI do INSS, sacudindo a campanha presidencial.
  • A acusação partiu do deputado Lindbergh Farias e da senadora Soraya Thronicke no exato momento em que o relatório da comissão pedia o indiciamento de Lulinha, filho do presidente Lula.
  • A campanha de Bolsonaro contra-ataca com nota oficial, classificando a denúncia de mentirosa e sem vítima identificada, e acusando os parlamentares de usar o caso como cortina de fumaça.
  • Gaspar acionou a Polícia Federal, a PGR e o STF contra seus acusadores por calúnia, denunciação caluniosa, injúria e coação no curso do processo.
  • A Polícia Federal já pediu ao STF a abertura de investigação contra Gaspar, mas o ministro Gilmar Mendes ainda não se pronunciou sobre o pedido.

No calor de uma campanha presidencial marcada por acusações cruzadas, a chapa de Flávio Bolsonaro enfrenta uma denúncia grave contra seu vice, Alfredo Gaspar, lançada por parlamentares da oposição durante os trabalhos finais de uma comissão parlamentar. A campanha rejeita a acusação como infundada e politicamente motivada, argumentando que ela serve para encobrir investigações que atingem o governo Lula. O episódio revela como, em tempos de polarização extrema, a fronteira entre o jurídico e o político se torna cada vez mais difícil de discernir.

A campanha presidencial de Flávio Bolsonaro respondeu com negativa categórica e contra-ataque a uma acusação de estupro de vulnerável lançada contra seu vice, o deputado Alfredo Gaspar. Segundo a campanha, a denúncia é infundada, sem provas e sem sequer a identificação de uma vítima — uma cortina de fumaça para desviar atenção de investigações que atingem o governo atual.

A acusação partiu do deputado Lindbergh Farias e da senadora Soraya Thronicke durante os trabalhos finais da CPMI do INSS, onde Gaspar atuava como relator. O timing não passou despercebido: no mesmo momento em que a denúncia ganhava manchetes, o relatório da comissão apontava o indiciamento e pedia a prisão de Lulinha, filho do presidente Lula, por suspeitas de descontos criminosos em aposentadorias.

Em nota oficial, a campanha descreveu a acusação como 'mentirosa e de extrema gravidade', afirmando que foi lançada com o propósito exclusivo de tumultuar o encerramento da CPMI e desviar o foco das conclusões sobre Lulinha. Gaspar, por sua vez, acionou a Polícia Federal, a Procuradoria-Geral da República e o STF contra seus acusadores, pelos crimes de calúnia, denunciação caluniosa, injúria e coação.

Enquanto isso, a PF já havia solicitado ao STF a abertura de investigação contra Gaspar, pedido que aguarda pronunciamento do ministro Gilmar Mendes. A campanha exigiu que Farias e Thronicke revelem a identidade de quem teria feito a acusação original e pediu o arquivamento de todos os pedidos relacionados ao caso. O episódio condensa, em um único embate, a lógica da polarização que define esta corrida presidencial: cada acusação é respondida com outra, e a disputa sobre qual investigação merece prioridade na agenda pública se torna, ela mesma, um campo de batalha.

A campanha presidencial de Flávio Bolsonaro respondeu nesta quarta-feira a uma acusação grave contra seu companheiro de chapa, o deputado Alfredo Gaspar, com uma negativa categórica e um contra-ataque. Segundo a campanha, a denúncia de estupro de vulnerável contra Gaspar é infundada, apresentada sem provas ou sequer a identificação de uma vítima, e funciona como uma cortina de fumaça para desviar a atenção de investigações que atingem o governo atual.

A acusação contra Gaspar partiu do deputado federal Lindbergh Farias, do PT do Rio de Janeiro, e da senadora Soraya Thronicke, do PSB do Mato Grosso do Sul. Ela foi lançada publicamente durante os trabalhos finais da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS, onde Gaspar atuava como relator. A campanha de Bolsonaro afirma que o timing não é coincidência: no mesmo momento em que a denúncia contra Gaspar ganhava as manchetes, o relatório da CPMI apontava o indiciamento e pedia a prisão de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente, além de outros integrantes do governo Lula, por suspeitas de descontos criminosos em aposentadorias.

Em nota oficial, a campanha descreveu a acusação como "mentirosa e de extrema gravidade", argumentando que ela foi "jogada ao ar" com o propósito exclusivo de tumultuar o encerramento dos trabalhos da CPMI e desviar o foco das conclusões sobre Lulinha. A campanha sustenta que Gaspar é inocente e que a denúncia carece de qualquer fundamento factual.

A Polícia Federal já havia solicitado ao Supremo Tribunal Federal a abertura de uma investigação contra Gaspar com base na denúncia. O ministro Gilmar Mendes, designado como relator do caso, ainda não se pronunciou sobre o pedido do órgão. Enquanto isso, Gaspar acionou a Polícia Federal, a Procuradoria-Geral da República e o próprio Supremo contra Lindbergh Farias e Soraya Thronicke, acusando-os dos crimes de calúnia, denunciação caluniosa, injúria e coação no curso do processo.

A campanha exigiu que Farias e Thronicke divulguem a identidade de quem teria feito a acusação original e pediu que as três instituições — Polícia Federal, PGR e STF — arquivem todos os pedidos relacionados ao caso. Segundo a nota, esses pedidos servem apenas para que "oposicionistas ataquem a reputação" de Gaspar, que, na visão da campanha, já demonstrou não ter qualquer envolvimento com a denúncia que chamou de leviana.

O episódio ilustra o clima de polarização que marca a campanha presidencial, com acusações cruzadas e disputas sobre qual investigação merece prioridade na agenda pública. A campanha de Bolsonaro aposta na estratégia de deslegitimar a denúncia contra seu vice enquanto procura manter o foco nas acusações contra Lulinha, sugerindo que a denúncia contra Gaspar é um artifício político para obscurecer questões que considera mais graves.

A acusação foi jogada ao ar com o intuito único de tumultuar o momento em que o relatório da CPMI apontava o indiciamento de Lulinha
— Campanha de Flávio Bolsonaro
Uma acusação mentirosa e de extrema gravidade contra o deputado Alfredo Gaspar sem apresentar qualquer prova, indício mínimo e nem sequer existência de vítima
— Campanha de Flávio Bolsonaro
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