Campanha de Flávio Bolsonaro pede ao TSE investigação sobre rede de perfis falsos

Queremos identificar quem financia esses interesses criminosos
Senador Rogério Marinho pediu ao TSE que investigue a origem do financiamento da rede de contas falsas.
Mark

Por que a campanha de Bolsonaro foi ao TSE em vez de ir direto à polícia?

Mimi

O TSE tem jurisdição sobre questões eleitorais e pode agir mais rapidamente com medidas liminares. Além disso, a operação está claramente ligada às eleições de 2026, então é competência do tribunal.

Luke

Mas isso pressupõe que o TSE vai concordar que é uma questão eleitoral e não apenas um crime comum. Não sabemos ainda se o ministro vai conceder a liminar.

Mark

Vinte mil perfis falsos é muito? Como se compara com outras operações conhecidas?

Mimi

É um número significativo. Sugere coordenação e recursos. Mas sem contexto histórico de outras campanhas, é difícil dizer se é extraordinário ou se é o padrão agora.

Luke

Exatamente. A campanha diz que identificou isso, mas não sabemos se é a ponta de um iceberg maior ou se foi bem-sucedida em encontrar a maioria da operação.

Mark

E quanto ao dinheiro? R$ 20 milhões é muito para propaganda negativa?

Mimi

Para impulsionamentos em redes sociais, é bastante. Mostra que alguém com recursos sérios está investindo nisso.

Luke

Mas novamente, é a estimativa da campanha. Não temos confirmação independente. E pesos colombianos e dólares — isso sugere origem internacional, mas não prova quem está financiando.

Mark

O que acontece agora?

Mimi

Depende se o TSE concede a liminar. Se conceder, o tribunal pode investigar, congelar contas, pedir dados à Meta e tentar rastrear o dinheiro.

Luke

E se não conceder? Então a campanha terá que buscar outras vias, talvez a polícia federal. Mas por enquanto, tudo está em aberto.

  • Campanha identificou cerca de 20 mil perfis falsos
  • Volume estimado de R$ 20 milhões em impulsionamentos
  • Aproximadamente 270 milhões de visualizações geradas
  • Anúncios pagos em pesos colombianos e dólares com documentos falsos
  • Pedido feito ao TSE em 20 de julho de 2026

Campanha identificou cerca de 20 mil perfis falsos com volume estimado de R$ 20 milhões em impulsionamentos e 270 milhões de visualizações. Anúncios teriam sido pagos em pesos colombianos e dólares usando CPFs e linhas telefônicas falsas antes de os perfis serem apagados.

A campanha de Flávio Bolsonaro pediu ao TSE investigação sobre suposta rede de 20 mil perfis falsos que impulsionariam propaganda negativa contra pré-candidatos de direita nas eleições de 2026.

Na segunda-feira, 20 de julho, integrantes da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) procuraram o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, com um pedido urgente: que o tribunal abrisse investigação sobre uma rede de contas falsas que, segundo eles, estaria financiando ataques coordenados contra pré-candidatos de direita nas eleições deste ano. O coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RJ), e a advogada Maria Claudia Bucchianeri apresentaram o caso em reunião com o ministro, solicitando uma medida liminar que permitisse preservar provas e identificar quem estava por trás da operação.

Segundo Marinho, uma ação protocolada na sexta-feira anterior já havia documentado achados preliminares: aproximadamente 20 mil perfis falsos responsáveis por impulsionamentos que somavam mais de R$ 20 milhões. O material analisado pela campanha teria gerado cerca de 270 milhões de visualizações. Marinho deixou claro o objetivo da investigação: descobrir não apenas quem financiava a operação, mas também quais interesses políticos ou comerciais estavam por trás daquilo que ele caracterizou como comportamento criminoso nas redes sociais. "Queremos identificar quem financia e quais são os interesses que estão por trás desse tipo de comportamento criminoso nas redes sociais", disse ele após o encontro em Brasília.

A advogada Bucchianeri detalhou como a campanha havia chegado a essas conclusões. A investigação começou quando a equipe identificou, na biblioteca de anúncios da Meta, contas recém-criadas com poucos seguidores contratando impulsionamentos de até R$ 200 mil cada uma. O padrão era suspeito: os anúncios estavam sendo pagos em pesos colombianos e dólares, utilizando CPFs, números de telefone e métodos de pagamento que aparentavam ser falsos. Depois que os impulsionamentos terminavam, os perfis eram deletados, deixando pouco rastro.

O pedido de investigação ao TSE busca que o tribunal use seus poderes para congelar evidências digitais e rastrear os responsáveis pelo financiamento. A campanha argumenta que a operação não é apenas um problema de propaganda política — é potencialmente um crime que envolve fraude, uso de documentos falsos e possível lavagem de dinheiro internacional. O que começou como uma observação sobre contas suspeitas na plataforma de anúncios evoluiu para uma denúncia formal de uma operação coordenada de desinformação, com números que sugerem escala e sofisticação consideráveis.

Queremos identificar quem financia e quais são os interesses que estão por trás desse tipo de comportamento criminoso nas redes sociais
— Senador Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro
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