O adjuvante amplifica a resposta imunológica justamente onde ela mais fraqueja
Enquanto o Brasil contabiliza mais de treze mil mortes por síndrome respiratória grave em 2025 — muitas entre idosos —, o Instituto Butantan avança em Natal com um ensaio clínico que testa uma vacina contra gripe reforçada por adjuvante, substância capaz de amplificar a resposta imunológica. A busca por dois mil voluntários na capital potiguar integra um esforço nacional que atravessa quinze municípios e nove estados, na esperança de que a ciência possa oferecer proteção mais robusta a quem mais precisa dela.
- A influenza mata de forma desproporcional entre idosos: em 2025, mais de 13,6 mil brasileiros morreram por síndrome respiratória aguda grave, com concentração significativa nessa faixa etária.
- O Instituto Butantan ainda precisa de cerca de dois mil voluntários em Natal para completar a meta de 7.200 participantes distribuídos por todo o país.
- A vacina em teste carrega um adjuvante inédito na formulação, projetado para ampliar a resposta imunológica e reduzir hospitalizações e mortes entre pessoas acima de 60 anos.
- Metade dos participantes receberá a nova vacina adjuvada; a outra metade, uma vacina de alta dose já disponível no mercado privado — todos acompanhados por seis meses.
- O recrutamento em Natal ocorre no Instituto Atena de Pesquisa Clínica, no Tirol, aberto a idosos saudáveis ou com condições como diabetes e hipertensão sob controle.
O Instituto Butantan está recrutando voluntários em Natal para um ensaio clínico que testa uma nova vacina contra gripe destinada a idosos. A instituição já reuniu mais de cinco mil participantes em todo o país, mas precisa de aproximadamente dois mil a mais para atingir a meta de 7.200 voluntários em 15 municípios de 9 estados brasileiros.
A novidade da vacina está em seu adjuvante — uma substância que amplifica a resposta imunológica. A urgência do estudo é respaldada por números duros: em 2025, o Brasil registrou mais de 13,6 mil mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave, com parcela significativa entre pessoas acima de 60 anos infectadas pelo influenza A.
Em Natal, o recrutamento acontece pelo Instituto Atena de Pesquisa Clínica, no Tirol. Podem participar homens e mulheres com 60 anos ou mais em bom estado de saúde, ou com condições como diabetes e hipertensão controladas. Ficam excluídos quem tem imunodeficiência, doenças não estabilizadas ou tomou vacina contra gripe nos últimos 180 dias.
No ensaio, metade dos voluntários receberá a vacina adjuvada em desenvolvimento; a outra metade, uma vacina de alta dose já comercializada. Todos serão monitorados por seis meses. A médica Carolina Barbieri, responsável pelo estudo no Butantan, destaca que os voluntários são essenciais para validar segurança e eficácia da nova formulação.
A rede de pesquisa se estende por cidades como São Paulo, Porto Alegre, Salvador, Recife, Belo Horizonte e outras. O Instituto Butantan fornece cerca de 80 milhões de doses de vacina contra gripe ao Programa Nacional de Imunizações anualmente desde 2013 — e este estudo representa mais um passo na proteção de quem historicamente mais sofre com a doença.
O Instituto Butantan está em busca de voluntários em Natal para um ensaio clínico que pode mudar a forma como protegemos os idosos contra a gripe. A instituição já reuniu mais de cinco mil participantes em todo o país, mas precisa de aproximadamente dois mil a mais para completar sua meta de sete mil e duzentos voluntários distribuídos por quinze municípios em nove estados brasileiros.
A vacina em questão traz uma inovação: um adjuvante, substância que amplifica a resposta imunológica do corpo. O propósito é claro e urgente. Os idosos enfrentam risco desproporcional quando contraem influenza — hospitalizações e mortes são muito mais frequentes nessa faixa etária. Em 2025, o Brasil registrou mais de treze mil e seiscentas mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave, com uma parcela significativa delas ocorrendo entre pessoas acima de sessenta anos infectadas pelo vírus influenza A.
Em Natal, o recrutamento acontece através do Instituto Atena de Pesquisa Clínica, localizado no bairro do Tirol. Os critérios de participação são relativamente abertos: homens e mulheres com sessenta anos ou mais em bom estado de saúde, ou que tenham condições como diabetes e hipertensão sob controle. Há restrições importantes — quem tem imunodeficiência, doenças não estabilizadas ou tomou vacina contra gripe nos últimos cento e oitenta dias fica de fora do estudo.
O desenho do ensaio é simples mas rigoroso. Metade dos voluntários receberá a vacina adjuvada que está em desenvolvimento. A outra metade receberá uma vacina de alta dose já comercializada na rede privada. Todos serão acompanhados durante seis meses, período em que os pesquisadores coletarão dados sobre segurança e resposta imunológica. Carolina Barbieri, médica gestora de Desenvolvimento Clínico do Instituto Butantan e responsável pelo estudo, enfatiza que os voluntários são absolutamente essenciais para validar tanto a segurança quanto a eficácia imunológica da nova formulação.
O trabalho se estende por uma rede ampla. Além de Natal, centros de pesquisa em oito outros estados conduzem o mesmo estudo: em São Paulo há participação de Campinas, Valinhos, Ribeirão Preto, Serrana, São José do Rio Preto, São Caetano do Sul e a capital; também estão envolvidos Porto Alegre no Rio Grande do Sul, Campo Grande em Mato Grosso do Sul, Vitória no Espírito Santo, Salvador na Bahia, Recife em Pernambuco, Laranjeiras em Sergipe e Belo Horizonte em Minas Gerais.
O Instituto Butantan não é novo nessa missão. Desde 2013, a instituição fornece a vacina contra gripe utilizada no Programa Nacional de Imunizações, produzindo cerca de oitenta milhões de doses anualmente. Essa nova pesquisa representa um passo adiante na proteção de um grupo populacional que historicamente sofre mais com as complicações da influenza. Quem se interessa em participar em Natal pode procurar o Instituto Atena de Pesquisa Clínica na Avenida Floriano Peixoto, número trezentos e oitenta e cinco, no Tirol.
Notable Quotes
Os voluntários são de extrema importância para garantir a avaliação de segurança e eficácia imunológica da vacina— Carolina Barbieri, gestora de Desenvolvimento Clínico do Instituto Butantan
The Hearth Conversation Another angle on the story
Por que especificamente um adjuvante? O que muda na resposta do corpo?
O adjuvante é uma substância que funciona como um amplificador. Quando você envvelheceu, seu sistema imunológico não responde tão vigorosamente a estímulos quanto antes. O adjuvante força uma resposta mais forte, mais duradoura. É especialmente importante para idosos porque eles precisam dessa proteção extra.
E por que a gripe mata tanto nessa faixa etária?
Porque o corpo envelhecido tem dificuldade em combater o vírus rapidamente. A inflamação que se segue pode danificar os pulmões, levar a pneumonia, falência de órgãos. Em 2025, vimos mais de treze mil mortes por síndrome respiratória aguda grave. Muitas eram idosos com influenza.
Qual é o risco de participar?
Mínimo, na verdade. Você recebe uma vacina — ou a nova, ou uma de alta dose já usada há anos. Depois é acompanhado por seis meses. Os pesquisadores querem saber se há reações adversas e se o corpo realmente monta uma defesa melhor. Não é invasivo.
Por que precisam de dois mil voluntários ainda?
Porque números importam em ciência. Sete mil e duzentos participantes espalhados por nove estados dão confiança estatística. Se apenas cem pessoas recebessem a vacina e nenhuma tivesse problema, você não saberia se foi sorte ou se é realmente segura. Dois mil a mais ajuda a responder perguntas que ainda estão em aberto.
E se a vacina funcionar?
Então o Butantan pode pedir aprovação regulatória e começar a produzir em larga escala. Oitenta milhões de doses por ano já é bastante, mas uma vacina melhor para idosos mudaria o cenário de mortalidade no país.