O Brasil mantém um pacto silencioso com o passado energético: enquanto o sol e o vento oferecem abundância renovável, o país continua pagando bilhões para manter usinas fósseis em espera — uma apólice de seguro cujo prêmio supera em muito qualquer sinistro que ela poderia cobrir. Com um saldo social negativo de R$ 116,9 bilhões e emissões que corroem o próprio ciclo hídrico do qual o país depende, a escolha revela menos uma estratégia de segurança do que uma inércia institucional disfarçada de prudência. A alternativa — baterias com retorno social positivo e capacidade de absorver o excedente
Brasil paga R$ 116,9 bi por matriz energética insustentável, aponta análise
Custos sociais e ambientais recaem sobre consumidores de energia e população brasileira através de subsídios invisíveis mantendo infraestrutura fóssil obsoleta.