Em Tóquio, sob as luzes do Ajinomoto Stadium, o Brasil de Carlo Ancelotti encontra no Japão não apenas um adversário de amistoso, mas um espelho onde testar identidade e profundidade de elenco na longa jornada rumo à Copa do Mundo de 2026. O histórico favorece amplamente os brasileiros — onze vitórias em treze duelos, oito delas em solo japonês —, mas o futebol, como a história, raramente se repete sem surpresas. Esta terça-feira, 14 de outubro de 2025, é menos sobre resultado e mais sobre o processo silencioso de construção de uma seleção.
Brasil enfrenta Japão em amistoso preparatório para Copa 2026 às 7h30
Ancelotti rotaciona para avaliar opções, testando jovens como Beraldo
Por que um amistoso contra o Japão importa tanto se o Brasil já venceu 11 das 13 vezes que se enfrentaram?
Porque Ancelotti está construindo uma equipe para 2026, não apenas ganhando jogos. Ele precisa testar formações, rodar o elenco e ver como diferentes combinações funcionam. O Japão oferece um adversário respeitável que mantém invencibilidade em casa há 20 jogos.
Mas é importante notar que o Japão vem de empate com o Paraguai e oscila em amistosos — duas derrotas nos últimos cinco jogos. Então a qualidade do teste é relativa.
Ancelotti está trocando quase toda a escalação em relação ao jogo anterior. Isso é risco ou estratégia?
É estratégia deliberada. Apenas três jogadores repetem a titularidade da goleada sobre a Coreia do Sul. Ele quer avaliar opções no meio-campo e ataque, especialmente com jovens como Beraldo, que tem 21 anos e está em sua terceira convocação.
Verdade, mas também significa que o Brasil entra com uma equipe menos testada contra um adversário que, historicamente, é inferior. Se a performance cair, fica difícil saber se é pela rotação ou pela qualidade do teste.
O que o histórico 11 vitórias e 2 empates em 13 jogos realmente diz sobre este jogo?
Diz que o Brasil tem domínio técnico consolidado. No solo japonês especificamente, são oito vitórias em oito duelos, com goleadas de 5 a 1 e 4 a 0. Isso cria uma pressão psicológica.
Mas o último encontro foi em 2022, há três anos. O Japão evoluiu, tem jogadores como Minamino e Mitoma que são ameaças reais. O histórico é confortável, mas não garante nada neste jogo específico.
Bruno Guimarães disse que a seleção vive seu "melhor momento" sob Ancelotti. Cinco jogos é tempo suficiente para avaliar isso?
Cinco jogos mostram uma tendência: três vitórias nos últimos cinco, com foco em transições rápidas. A goleada de 5 a 0 sobre a Coreia do Sul é um sinal forte de que a equipe está encontrando ritmo.
Mas há também uma derrota para a Argentina em casa, em setembro. Então o "melhor momento" é relativo — há progresso, mas ainda há inconsistência contra adversários de elite.
Il Polso
- Com apenas três titulares mantidos em relação ao jogo anterior, Ancelotti transforma o amistoso em laboratório aberto, testando combinações no meio-campo e no ataque que podem definir o Brasil de 2026.
- O Japão chega com 20 jogos de invencibilidade em casa e a ambição de surpreender uma potência sul-americana com contra-ataques velozes liderados por Minamino e Mitoma.
- A goleada de 5 a 0 sobre a Coreia do Sul ainda ressoa no vestiário brasileiro, e Bruno Guimarães já fala no 'melhor momento' da seleção sob o novo comando — a confiança é alta, mas precisa ser confirmada.
- O estádio com 50 mil lugares está esgotado, a transmissão ao vivo na TV Globo garante audiência massiva, e as condições climáticas ideais em Tóquio prometem um espetáculo sem desculpas para nenhum dos lados.
Em Tóquio, sob as luzes do Ajinomoto Stadium, o Brasil de Carlo Ancelotti encontra no Japão não apenas um adversário de amistoso, mas um espelho onde testar identidade e profundidade de elenco na longa jornada rumo à Copa do Mundo de 2026. O histórico favorece amplamente os brasileiros — onze vitórias em treze duelos, oito delas em solo japonês —, mas o futebol, como a história, raramente se repete sem surpresas. Esta terça-feira, 14 de outubro de 2025, é menos sobre resultado e mais sobre o processo silencioso de construção de uma seleção.
A seleção brasileira desembarca em Tóquio nesta terça-feira, 14 de outubro de 2025, para o segundo amistoso da Data Fifa de outubro, desta vez diante do Japão no Ajinomoto Stadium. O jogo começa às 7h30 no horário de Brasília e será transmitido pela TV Globo, SporTV e ge.tv. O estádio, com capacidade para 50 mil pessoas, já tem ingressos esgotados.
Carlo Ancelotti aproveita a partida para girar o elenco e avaliar opções. Apenas três jogadores repetem a titularidade da goleada de 5 a 0 sobre a Coreia do Sul. A provável escalação traz Hugo Souza no gol, uma linha defensiva com Paulo Henrique, Fabrício Bruno, Lucas Beraldo e Carlos Augusto, meio-campo com Casemiro, Bruno Guimarães e Paquetá, e ataque formado por Luiz Henrique, Vinicius Júnior e Gabriel Martinelli. O jovem Beraldo, de 21 anos, vive sua terceira convocação e simboliza a aposta do técnico em novos talentos.
O histórico entre as seleções é de domínio brasileiro: 11 vitórias e 2 empates em 13 confrontos, com 35 gols marcados e apenas 5 sofridos. Em solo japonês, o aproveitamento é perfeito — oito jogos, oito vitórias. O último duelo em Tóquio, em junho de 2022, terminou 1 a 0 com gol de Neymar de pênalti. Ainda assim, o Japão evoluiu e chega invicto em casa há 20 jogos, com armas ofensivas reais em Minamino e Mitoma.
Fora de campo, as condições favorecem o espetáculo: céu parcialmente nublado, temperaturas entre 18°C e 22°C e gramado seco. Para o Brasil, o amistoso é mais do que um teste — é mais um passo no processo de construção da equipe que Ancelotti quer levar ao Mundial de 2026.
A seleção brasileira viaja a Tóquio nesta terça-feira, 14 de outubro de 2025, para enfrentar o Japão em partida amistosa que marca o segundo teste da equipe na Ásia durante a Data Fifa de outubro. O jogo acontece no Ajinomoto Stadium às 7h30 no horário de Brasília — 19h30 no horário local — e será transmitido ao vivo pela TV Globo, SporTV e ge.tv no YouTube. O estádio, com capacidade para 50 mil torcedores, já tem ingressos esgotados.
Carlo Ancelotti comanda o Brasil em sua preparação para a Copa do Mundo de 2026, enquanto o técnico Hajime Moriyasu busca ajustes na equipe asiática já classificada ao Mundial. A partida chega em momento de confiança para os brasileiros, que golearam a Coreia do Sul por 5 a 0 na sexta-feira anterior, com gols de Estevão (duas vezes), Rodrygo (duas vezes) e Vinicius Júnior. O Japão vem de empate em 2 a 2 com o Paraguai e mantém invencibilidade em casa há 20 jogos consecutivos.
Ancelotti promove alterações significativas na escalação brasileira para avaliar opções no meio-campo e ataque. Apenas três jogadores repetem a titularidade da vitória sobre a Coreia do Sul. O Brasil deve alinhar em 4-3-3 com Hugo Souza no gol; Paulo Henrique, Fabrício Bruno, Lucas Beraldo e Carlos Augusto na defesa; Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá no meio; e Luiz Henrique, Vinicius Júnior e Gabriel Martinelli no ataque. Beraldo, com 21 anos, participa de sua terceira convocação e representa a aposta em jovens talentos que Ancelotti testa nesta janela internacional.
O histórico entre as seleções favorece amplamente o Brasil. Em 13 duelos anteriores, a equipe sul-americana venceu 11 e empatou duas, marcando 35 gols contra apenas cinco sofridos. Os dois empates ocorreram em 2001, na Copa das Confederações, e em 2005, em amistoso nos Emirados Árabes. No solo japonês, o retrospecto é perfeito: oito vitórias em oito confrontos, incluindo goleadas como 5 a 1 em 1995 e 4 a 0 em 2012. O último encontro, em junho de 2022 em Tóquio, terminou 1 a 0 para o Brasil com gol de Neymar de pênalti. Apesar dessa superioridade técnica consolidada, o Japão evoluiu e busca surpreender com velocidade nos contra-ataques, contando com Takumi Minamino e Kaoru Mitoma como ameaças ofensivas.
O desempenho recente do Brasil soma três vitórias nos últimos cinco jogos, com foco em transições rápidas. Além da goleada sobre a Coreia do Sul, a equipe venceu a Colômbia por 2 a 1 nas eliminatórias e virou contra o Peru por 3 a 2. A derrota para a Argentina por 1 a 0 em casa, em setembro, marca o único revés recente. Bruno Guimarães destacou o "melhor momento" da seleção após cinco jogos sob comando de Ancelotti, sinalizando evolução tática e confiança no grupo.
As condições climáticas em Tóquio favorecem o espetáculo. A previsão indica céu parcialmente nublado, com temperaturas entre 18°C e 22°C ao longo do dia, sem previsão de chuva. Isso garante um gramado seco no Ajinomoto Stadium e condições ideais para o futebol. A arbitragem fica a cargo do sul-coreano Jong Hyeok Kim, auxiliado por Kyunyong Park e Jongpil Jang — um trio asiático experiente em jogos internacionais que prioriza fluidez no apito.
Vinicius Júnior lidera o ataque brasileiro com mobilidade e dribles, enquanto Gabriel Martinelli traz intensidade pelas pontas. A partida funciona como laboratório para Ancelotti testar formações e avaliar opções antes do Mundial de 2026, permitindo que o técnico observe como a equipe se comporta contra um adversário que, embora historicamente inferior, mantém solidez defensiva e capacidade de criar problemas em transições rápidas.
Citazioni salienti
Bruno Guimarães destacou o melhor momento da seleção após cinco jogos sob comando de Ancelotti— Bruno Guimarães, meio-campista da seleção brasileira