Em Tóquio, sob as luzes de um estádio esgotado, Brasil e Japão se encontram não apenas como adversários em campo, mas como nações em diferentes momentos de construção — uma buscando afinar sua identidade sob novo comando, a outra perseguindo uma vitória histórica que nunca conquistou em casa. O amistoso de 14 de outubro encerra a Data Fifa de outubro e serve de ensaio para ambas as seleções rumo à Copa do Mundo de 2026, lembrando que os grandes torneios se constroem nas margens silenciosas do calendário.
Brasil enfrenta Japão em amistoso com oito mudanças; transmissão ao vivo na TV Globo
Ancelotti testa equilíbrio tático com oito mudanças após goleada
Por que Ancelotti faz oito mudanças se o Brasil acabou de golear a Coreia do Sul por 5 a 0?
É uma oportunidade de testar equilíbrio tático e dar ritmo a jogadores que não estão tendo minutos. Fabrício Bruno, por exemplo, faz sua estreia como titular. Casemiro e Bruno Guimarães continuam para manter estabilidade.
Mas mantém Vinicius Júnior. Por quê?
Ele é o único atacante repetido. Ancelotti quer protagonismo dele nos dribles e na criatividade ofensiva.
E o Japão? Qual é a estratégia deles?
Moriyasu prioriza velocidade nos contra-ataques e solidez defensiva. Sem três lesionados, ele reforça a defesa com Watanabe justamente para conter as transições rápidas brasileiras.
O Japão nunca venceu o Brasil em casa em 14 duelos. Isso não torna o jogo um pouco previsível?
Historicamente sim, mas o Japão está invicto em casa há 20 jogos. É uma chance real de quebrar esse tabu.
Qual é a importância deste amistoso para as duas seleções?
Encerra a Data Fifa de outubro e prepara ambas para a Copa do Mundo de 2026. O Brasil busca seu terceiro triunfo consecutivo em amistosos.
Os ingressos esgotaram. Isso reflete o interesse real ou apenas a capacidade limitada do estádio?
Provavelmente os dois. O Ajinomoto tem 50 mil lugares e o Brasil sempre atrai público em Tóquio.
O Pulso
- Carlo Ancelotti promove oito mudanças na escalação brasileira, transformando o amistoso em laboratório tático com formação 4-3-3 e a estreia de Fabrício Bruno como titular na zaga.
- O Japão entra em campo desfalcado por três lesionados e com sequência irregular nos últimos cinco jogos, tornando a pressão por uma vitória histórica ainda mais delicada.
- O histórico pesa contra os donos da casa: em 14 confrontos, o Brasil nunca perdeu — 11 vitórias, dois empates e 35 gols marcados contra apenas cinco sofridos.
- Com ingressos esgotados no Ajinomoto Stadium e transmissão ao vivo pela TV Globo, SporTV e ge.tv, o jogo movimenta torcedores dos dois países em busca de respostas táticas antes de 2026.
Em Tóquio, sob as luzes de um estádio esgotado, Brasil e Japão se encontram não apenas como adversários em campo, mas como nações em diferentes momentos de construção — uma buscando afinar sua identidade sob novo comando, a outra perseguindo uma vitória histórica que nunca conquistou em casa. O amistoso de 14 de outubro encerra a Data Fifa de outubro e serve de ensaio para ambas as seleções rumo à Copa do Mundo de 2026, lembrando que os grandes torneios se constroem nas margens silenciosas do calendário.
A seleção brasileira desembarca em Tóquio nesta terça-feira, 14 de outubro, para enfrentar o Japão em amistoso que encerra a Data Fifa de outubro. A partida começa às 7h30 (horário de Brasília) no Ajinomoto Stadium, com capacidade para 50 mil pessoas — e todos os ingressos já vendidos. A transmissão é ao vivo pela TV Globo, SporTV e ge.tv.
Carlo Ancelotti aproveita o amistoso para experimentar. Após a goleada de 5 a 0 sobre a Coreia do Sul, o técnico italiano promove oito mudanças, mantendo apenas três jogadores da partida anterior. A formação é um 4-3-3: Hugo Souza no gol; defesa com Paulo Henrique, Fabrício Bruno — em sua estreia como titular —, Lucas Beraldo e Carlos Augusto; meio com Casemiro, Bruno Guimarães e Paquetá; ataque com Luiz Henrique, Vinicius Júnior e Martinelli. A dupla de zaga formada por Fabrício Bruno e Beraldo, de apenas 21 anos, é uma das novidades mais observadas.
Do outro lado, Hajime Moriyasu escala o Japão em 4-2-3-1, sem os lesionados Endo, Maeda e Itakura. A estratégia japonesa aposta em velocidade nos contra-ataques e solidez defensiva, com Minamino e Doan como referências ofensivas. Moriyasu reforça a zaga para conter as transições rápidas que marcam o futebol brasileiro.
O histórico favorece amplamente o Brasil: em 14 duelos, são 11 vitórias, dois empates e nenhuma derrota, com saldo de 35 gols a favor e apenas cinco contra. O Japão nunca venceu o Brasil em casa — e é exatamente esse feito inédito que os anfitriões perseguem nesta noite. O último encontro, em 2022, terminou 1 a 0 para os brasileiros, com gol de Neymar.
As condições em Tóquio são favoráveis: céu nublado, temperaturas entre 18°C e 22°C e gramado em estado ideal. A arbitragem é sul-coreana, sem uso de VAR. O jogo serve de preparação para ambas as seleções rumo à Copa do Mundo de 2026, e o Brasil busca seu terceiro triunfo consecutivo em amistosos.
A seleção brasileira chega a Tóquio nesta terça-feira, 14 de outubro, para um amistoso contra o Japão que marca o encerramento da Data Fifa de outubro na Ásia. O jogo acontece às 7h30 (horário de Brasília) — 19h30 no horário local — no Ajinomoto Stadium, estádio com capacidade para 50 mil pessoas cujos ingressos já se esgotaram. A transmissão sai ao vivo pela TV Globo, SporTV e pelo canal ge.tv no YouTube.
Carlo Ancelotti promove uma reformulação significativa na escalação brasileira. Após a goleada de 5 a 0 sobre a Coreia do Sul no último sábado, o técnico italiano faz oito mudanças no time, mantendo apenas três titulares em campo. A formação escolhida é um 4-3-3, com Hugo Souza no gol; Paulo Henrique, Fabrício Bruno, Lucas Beraldo e Carlos Augusto na defesa; Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá no meio; e Luiz Henrique, Vinicius Júnior e Gabriel Martinelli no ataque. Fabrício Bruno faz sua estreia como titular na zaga, formando dupla com Beraldo, que tem apenas 21 anos. Vinicius Júnior é o único atacante que se repete da partida anterior, assumindo papel de destaque nos dribles e na criatividade ofensiva. A manutenção de Casemiro e Bruno Guimarães garante estabilidade no setor defensivo, enquanto Paquetá entra para adicionar criatividade na construção do jogo.
O Japão, sob comando de Hajime Moriyasu, se apresenta sem três jogadores lesionados — Wataru Endo, Daizen Maeda e Ko Itakura — e alinha em 4-2-3-1. A escalação nipônica conta com Zion Suzuki no gol; Ayumu Seko, Tsuyoshi Watanabe, Junnosuke Suzuki na defesa; Junya Ito e Kaishu Sano no meio defensivo; Ao Tanaka e Keito Nakamura na criação; e Ritsu Doan, Takumi Minamino e Koki Ogawa no ataque. A estratégia japonesa prioriza velocidade nos contra-ataques e solidez defensiva, com Minamino e Doan liderando o setor ofensivo pela mobilidade. Moriyasu reforça a defesa com Watanabe justamente para conter as transições rápidas que caracterizam o futebol brasileiro.
O histórico entre as seleções é amplamente favorável ao Brasil. Em 14 duelos, a seleção canarinha venceu 11 vezes, empatou duas e nunca perdeu. O saldo de gols é de 35 marcados contra apenas cinco sofridos. O Brasil também possui oito vitórias especificamente em Tóquio. O último encontro, em 2022, terminou 1 a 0 para os brasileiros, com gol de Neymar. Os dois empates ocorreram em 2001 e 2005. O Japão, portanto, busca sua primeira vitória em casa contra a seleção sul-americana — um feito que nunca conseguiu em toda a série.
O desempenho recente do Brasil mostra três vitórias nos últimos cinco jogos, com ênfase na posse de bola e eficiência ofensiva. Além da goleada sobre a Coreia do Sul, a seleção venceu a Bolívia por 1 a 0 em junho e o Peru por 3 a 2, com virada nos minutos finais. Houve também uma derrota para a Argentina por 1 a 0 nas eliminatórias em setembro e um triunfo sobre a Colômbia por 2 a 1, com gol decisivo de Paquetá. O Japão, por sua vez, acumula um recorde de 20 jogos sem derrota em casa, mas nos últimos cinco compromissos registra dois empates e duas derrotas. Recentemente empatou 2 a 2 com o Paraguai, perdeu para os Estados Unidos por 2 a 0 e ficou no 0 a 0 contra o México. Antes disso, venceu a China por 3 a 1 nas eliminatórias asiáticas e perdeu para a Coreia do Sul por 1 a 0.
As condições climáticas em Tóquio são favoráveis. Previsão de céu nublado com temperaturas entre 18°C e 22°C, sem precipitação esperada. O gramado do Ajinomoto Stadium, casa do FC Tokyo, está em condições ideais para o jogo. A arbitragem fica a cargo de Jong Hyeok Kim, da Coreia do Sul, auxiliado por Kyunyong Park e Jongpil Jang. Não há aplicação de VAR em amistosos. A delegação brasileira viajou em voo fretado e realizará treinamento final no local. O público que lotou as arquibancadas promete elevar a atmosfera do confronto. Este amistoso encerra a Data Fifa de outubro e serve como preparação para ambas as seleções rumo à Copa do Mundo de 2026. O Brasil busca seu terceiro triunfo consecutivo em amistosos.
Citações Notáveis
O jogo encerra a Data Fifa de outubro na Ásia e prepara as equipes para a Copa do Mundo de 2026— Contexto do amistoso