Num momento em que as instituições multilaterais enfrentam seu próprio ocaso, o Brasil recorreu à Organização Mundial do Comércio para contestar tarifas americanas que considera injustas — um gesto que seus próprios diplomatas reconhecem como simbólico, mas necessário para preservar princípios e posições no tabuleiro do comércio global. A ação, formalizada em Genebra pelo Itamaraty, reflete a tensão entre a fé nas regras internacionais e a realidade de um sistema arbitral paralisado desde 2019 pela mesma administração que hoje impõe as tarifas contestadas.