Quando uma nação recorre às instituições multilaterais para contestar o poder unilateral de outra, está afirmando que as regras ainda importam — mesmo quando os árbitros estão ausentes. O Brasil formalizou perante a OMC, em 27 de julho de 2026, uma queixa contra tarifas americanas que somam 37,5% sobre produtos brasileiros, impostas sob alegações que vão do comércio digital ao trabalho forçado. O gesto de Brasília é tanto jurídico quanto simbólico: um país de peso médio apostando que a ordem comercial internacional ainda oferece alavancagem contra a força bruta tarifária de Washington.