Bitcoin sobe e testa suporte de US$ 82 mil à espera do CPI americano

Os compradores ainda não demonstraram convicção real
Chris Beauchamp, da IG, avalia a recuperação do bitcoin após a queda da máxima de US$ 87.315.
Mark

Se o bitcoin subiu quase 1%, por que a notícia é de cautela?

Mimi

Porque a alta é pequena e ocorre depois de uma queda forte desde os US$ 87.315, de 21 de setembro. Os analistas dizem que falta convicção dos compradores.

Mark

E o que a queda dos rendimentos dos Treasuries muda?

Mimi

Reduz o custo de oportunidade de segurar um ativo que não rende juros. Foi o que ajudou o bitcoin hoje, segundo Chris Beauchamp, da IG.

Luke

Mas há um dado contrário, não? Os ETFs de cripto estão com fluxos negativos.

Mimi

Sim. O texto registra isso, mas não traz valores nem o período dessa saída.

Mark

Qual o papel do petróleo nessa história?

Mimi

Pedro Fontes, do Mercado Bitcoin, diz que petróleo caro pressiona combustível, transporte e produção, o que dificulta a queda da inflação e pode manter os juros altos por mais tempo.

Luke

Isso é uma hipótese do analista, não um fato já ocorrido. O Fed não decidiu nada ainda.

Mark

E o CPI de amanhã decide o rumo?

Mimi

Não decide, mas pode inclinar o cenário. Um dado menor alivia, um maior pode testar de novo os US$ 82 mil.

Luke

Convém lembrar que são duas leituras de analistas. O que o CPI realmente trará, ninguém sabe ainda.

  • O bitcoin subiu quase 1%, mas a alta perdeu fôlego logo depois de começar, presa abaixo da máxima de sete meses.
  • Os rendimentos dos Treasuries caíram e aliviaram o custo de manter um ativo que não gera renda, porém os ETFs de cripto registram saídas de capital.
  • Todos os olhos se voltam para o CPI americano de setembro, divulgado na quarta-feira, que pode reacender ou acalmar as apostas sobre os juros do Fed.
  • O petróleo mais caro ameaça manter a inflação alta, e um dado acima do esperado pode testar novamente o suporte de US$ 82 mil.

Numa tarde de terça-feira, o bitcoin se move com cautela entre a esperança trazida pela queda dos juros americanos e o peso de um futuro ainda incerto. Como tantas vezes na história dos mercados, o preço hesita diante de um dado que ainda não chegou, porque o índice de inflação dos Estados Unidos carrega em si a pergunta sobre quanto o dinheiro custará nos próximos meses. Enquanto isso, a moeda digital permanece distante de suas máximas recentes e sem convicção dos compradores, à espera de uma resposta que definirá se o suporte de US$ 82 mil será um chão firme ou apenas uma pausa.

Por volta das 16h14 desta terça-feira, 13, o bitcoin era negociado a US$ 83.114, em alta de 0,97%, enquanto o ethereum recuava levemente. A subida acompanhou a queda dos rendimentos dos Treasuries, os títulos do governo americano, mas o movimento teve pouco fôlego.

O motivo da cautela está na agenda do dia seguinte. O mercado aguarda o índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos referente a setembro, que indicará a pressão inflacionária e, por consequência, os próximos passos do Federal Reserve. Enquanto a resposta não chega, os investidores preferem esperar.

O analista Chris Beauchamp, da IG, lembra que o bitcoin ainda está longe da máxima de sete meses, de US$ 87.315. Após romper para baixo a faixa entre US$ 82.035 e US$ 82.814, o preço voltou a ela, mas os compradores não mostraram convicção. Há ainda um sinal contrário: os fluxos dos ETFs de criptomoedas seguem negativos.

Para Pedro Fontes, do Mercado Bitcoin, a recuperação do suporte de US$ 82 mil é importante, e uma confirmação acima dele ao longo da semana seria um sinal de força. Ele alerta, porém, para o petróleo mais caro, que pode dificultar a queda da inflação e manter os juros elevados por mais tempo.

O cenário se bifurca em dois caminhos. Um CPI abaixo do esperado aliviaria o receio de novas altas de juros e favoreceria o bitcoin. Já uma inflação acima das expectativas reforçaria a pressão sobre os juros e poderia recolocar o suporte de US$ 82 mil à prova. A resposta chega na quarta-feira, com o CPI de setembro.

Por volta das 16h14 desta terça-feira, 13, pelo horário de Brasília, o bitcoin era negociado a US$ 83.114,53, em alta de 0,97%, segundo a plataforma Binance. O ethereum ia na direção contrária: recuava 0,46% e valia US$ 2.498,68. O movimento do bitcoin veio acompanhado da queda nos rendimentos dos Treasuries, os títulos do governo americano, mas a alta teve pouco fôlego.

O motivo da contenção está na agenda do dia seguinte. O mercado espera a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos referente a setembro, que mostrará como anda a pressão inflacionária. A leitura deve servir de indicativo para os próximos passos do Federal Reserve, o banco central americano, e por isso os investidores seguem cautelosos em relação aos juros.

O analista da IG Chris Beauchamp lembra que o bitcoin ainda está bem abaixo da máxima de sete meses, de US$ 87.315, atingida em 21 de setembro, depois de uma queda acentuada. Segundo ele, o preço rompeu para baixo a faixa de suporte entre US$ 82.814 e US$ 82.035 e depois voltou a ela, mas os compradores ainda não demonstraram convicção real. Beauchamp observa que o recuo dos rendimentos dos Treasuries reduz o peso do custo de oportunidade de manter um ativo que não gera rendimentos, caso do bitcoin. Há, porém, um sinal contrário: os fluxos dos fundos negociados em bolsa (ETFs) de criptomoedas ficaram negativos.

Pedro Fontes, analista do Mercado Bitcoin, ressalta que, apesar desse cenário, a criptomoeda recuperou o suporte de US$ 82 mil. Para ele, uma confirmação acima desse patamar ao longo da semana seria um sinal importante de força, ainda que o ambiente exija cautela.

Fontes aponta o petróleo mais caro como um dos fatores de risco. O encarecimento do combustível, do transporte e da produção pode dificultar a queda da inflação e levar o Fed a manter ou elevar os juros por mais tempo. Juros mais altos tornam os títulos americanos mais atraentes e costumam reduzir a disposição dos investidores de comprar ativos de maior volatilidade, como as criptomoedas.

O analista descreve dois caminhos para o dado de amanhã. Um CPI abaixo do esperado pode aliviar o receio de novas altas de juros e ajudar o bitcoin. Já uma inflação acima das expectativas reforçaria a pressão sobre os juros e poderia testar de novo o suporte de US$ 82 mil. A resposta chega com o CPI de setembro, na quarta-feira.

O preço caiu abaixo da faixa de suporte e depois retornou a ela, mas os compradores ainda não demonstraram convicção real.
— Chris Beauchamp, analista da IG
A confirmação acima dos US$ 82 mil ao longo da semana seria um sinal importante de força, mas o ambiente exige cautela.
— Pedro Fontes, analista do Mercado Bitcoin (paráfrase)
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