Binance sofre ataque hacker, perde cerca de R$ 570 milhões e suspende parte das operações

Criar a moeda é uma coisa; retirá-la da plataforma é outra
O hacker criou 2 milhões de BNB, mas a Binance diz que só US$ 110 milhões saíram da plataforma.
Mark

Por que uma ponte entre blockchains é um alvo tão atraente?

Mimi

Porque é ali que os ativos passam de uma rede para outra. É um dos pontos mais vulneráveis do setor, e o ataque à Binance explorou um bug no contrato inteligente do BSC Token Hub.

Mark

O hacker criou 2 milhões de BNB, cerca de US$ 586 milhões. Foi isso que ele levou?

Mimi

Não. Criar a moeda é uma coisa, retirá-la da plataforma é outra. A Binance fala em US$ 110 milhões retirados, e US$ 7 milhões foram congelados por especialistas de segurança.

Luke

Vale notar que esses números vêm da própria Binance. O texto não traz verificação independente do valor retirado.

Mark

E a contenção? Foi rápida?

Mimi

Segundo o relato, quase imediata: desligaram o sistema de troca e os validadores atuaram juntos. A Binance interrompeu a cadeia BSC, e o BNB perdeu 5%.

Luke

A afirmação de que a grande maioria dos fundos segue sob controle também é da empresa. Não há como confirmá-la a partir do que foi publicado.

Mark

A Forbes diz que foi um ataque isolado. Isso tranquiliza?

Luke

Só em parte. É a conclusão de um levantamento, e o próprio texto lembra que, se alguém conseguiu agora, outros podem tentar. Nomad e Harmony mostram que não é caso único no setor.

Mimi

E ainda há o que decidir: a votação sobre congelar os fundos roubados e oferecer recompensa pela captura dos hackers.

Luke

Ainda não se sabe quem é o hacker, nem quando as transações serão totalmente retomadas.

  • Um bug em um contrato inteligente permitiu que um invasor forjasse transações e criasse 2 milhões de BNB, de valor estimado em US$ 586 milhões.
  • Cerca de US$ 110 milhões já haviam saído da plataforma antes que a rede fosse contida, e a cotação do BNB chegou a cair 5%.
  • A Binance suspendeu a cadeia BSC e o sistema de trocas, enquanto validadores e especialistas em segurança tentavam bloquear novas saídas.
  • Cerca de US$ 7 milhões foram congelados, e a exchange prepara uma votação sobre congelar fundos roubados e oferecer recompensa pela captura dos hackers.

Numa sexta-feira de outubro de 2022, a Binance, a maior corretora de criptomoedas do mundo, viu parte de suas operações congelada depois que um invasor explorou uma falha no BSC Token Hub, a ponte que move ativos entre duas de suas cadeias de blockchain. Como tantas vezes acontece na história das finanças, a confiança depositada em um mecanismo automático revelou-se frágil, e o episódio lembra que, nesse universo, pontes entre redes costumam ser os elos mais expostos. A empresa conteve o dano, mas o caso acrescenta mais uma página a uma longa trajetória de incertezas que cercam a adoção das criptomoedas.

Na sexta-feira (7), a Binance, maior exchange de criptomoedas do mundo, foi alvo de um ataque hacker que lhe custou mais de R$ 570 milhões. Parte de suas transações segue suspensa desde então.

Segundo a própria empresa, a invasão atingiu o BSC Token Hub, a ponte que liga a BNB Beacon Chain e a BNB Smart Chain. Pontes desse tipo estão entre os pontos mais vulneráveis do universo cripto, pois por elas os usuários movimentam ativos de uma blockchain para outra.

O invasor explorou um bug no contrato inteligente, o código que executa acordos automaticamente, forjou transações e desviou fundos para a própria carteira. Assim criou 2 milhões de BNB, estimados em US$ 586 milhões. Ele conseguiu retirar cerca de US$ 110 milhões, e outros US$ 7 milhões foram congelados por especialistas em segurança.

A resposta foi rápida: o sistema de trocas foi desligado e os validadores atuaram em conjunto para impedir novas saídas, o que, segundo o relato, evitou o colapso completo da blockchain. A cadeia BSC foi interrompida, e o BNB perdeu 5% do valor. Na nota oficial, a Binance afirmou que a maior parte dos fundos permanece sob controle.

A Forbes concluiu que se tratou de um ataque isolado, de um hacker oportunista. Ainda assim, no domingo (9), o BNB caiu para US$ 278,14, queda de 46,3% no ano. O caso se soma a invasões recentes, como a do Nomad, que causou prejuízo de US$ 200 milhões, e a do Harmony, com perda de quase US$ 100 milhões, episódios que alimentam a desconfiança em relação às criptomoedas.

No ano passado, a Binance defendeu a regulação do setor e a obrigação de as plataformas protegerem os usuários. Agora, a empresa prepara uma votação sobre os próximos passos, incluindo congelar os fundos roubados e oferecer recompensa pela captura dos hackers. É esse resultado que merece atenção nos próximos dias.

Na sexta-feira (7), a Binance, maior exchange de criptomoedas do mundo, foi alvo de um ataque hacker que lhe custou mais de R$ 570 milhões. Desde então, parte das transações da empresa continua suspensa.

Segundo comunicado da própria exchange, a invasão aconteceu no BSC Token Hub, a ponte de cadeia cruzada que liga duas blockchains: a BNB Beacon Chain (BEP2) e a BNB Smart Chain (BSC). Pontes como essa são consideradas um dos pontos mais vulneráveis do universo cripto, porque é por elas que os usuários movem ativos digitais de uma blockchain para outra.

O método foi a exploração de um bug no contrato inteligente da plataforma, o trecho de código que executa acordos automaticamente, sem intervenção humana. A falha permitiu que o invasor forjasse transações e enviasse fundos para a própria carteira. Com isso, ele criou 2 milhões de BNB, a moeda da Binance, o equivalente a US$ 586 milhões.

O hacker, porém, não conseguiu levar tudo. De acordo com a exchange, ele retirou da plataforma cerca de US$ 110 milhões. Outros US$ 7 milhões foram congelados por especialistas em segurança.

A reação foi quase imediata. As equipes desligaram o sistema de troca de criptomoedas, e os validadores, responsáveis por confirmar as transações de ativos digitais, atuaram em conjunto para impedir a saída de mais moedas. Foi isso, segundo o relato, que evitou o colapso completo da blockchain. Para estancar o vazamento, a Binance interrompeu a cadeia BSC, incluindo transações e depósitos, e o BNB perdeu 5% do valor. Na nota oficial, a empresa afirmou que, graças à ajuda dos especialistas em segurança e dos validadores, a grande maioria dos fundos permanece sob controle.

Um levantamento da revista Forbes concluiu que o ataque foi isolado, obra de um hacker oportunista que aproveitou uma vulnerabilidade no sistema. Ainda assim, houve estrago: no domingo (9), o BNB, quinta maior criptomoeda do mercado em valor, caiu para US$ 278,14, uma queda de 46,3% em 2022.

O caso se soma a outros. Em agosto, uma invasão ao Nomad, serviço que permite enviar tokens entre blockchains, causou prejuízo de US$ 200 milhões. Em junho, o Harmony, outro serviço de transferência, perdeu quase US$ 100 milhões em um hack. Segundo a Forbes, esses episódios alimentam a incerteza e levantam barreiras para a adoção em massa das criptomoedas.

No ano passado, a Binance apoiou a regulação dos mercados de cripto e concordou que as plataformas têm obrigação de proteger os usuários e de prevenir crimes financeiros. Agora, a empresa diz que fará uma votação para decidir os próximos passos. Entre as opções estão congelar os fundos roubados e oferecer recompensa pela captura dos hackers. O resultado dessa votação é o que vale acompanhar a seguir.

Graças à assistência de todos os especialistas em segurança e validadores, a grande maioria dos fundos permanece sob controle.
— Comunicado oficial da Binance
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