Em maio deste ano, Peter Thiel — cofundador da Palantir, arquiteto de fortunas e influenciador de presidentes — desembarcou silenciosamente em São Paulo com uma comitiva de quinze pessoas para selar um investimento em uma startup brasileira de inteligência artificial avaliada em mais de um bilhão de dólares. A visita, revelada por registros internos de hotel, não foi anunciada, mas carrega o peso de uma presença que raramente é apenas comercial: Thiel é o tipo de figura cuja chegada a uma capital sugere que algo maior está sendo construído. Sua trajetória pela América Latina — de Buenos Aires