Benfica enfrenta polêmica após vídeo retratar jogador negro como 'ladrão'

Vinicius Junior sofreu racismo durante partida, sendo hostilizado pela torcida do Benfica e recebendo cartão amarelo após denunciar insultos racistas.
Quando você coloca um jogador negro no papel de ladrão naquele momento, deixa de ser brincadeira
A escolha do Benfica de retratar Lukebakio como criminoso dias após acusação de racismo gerou indignação.
Mark

Por que um vídeo de uniforme se tornou tão problemático? Parecia ser apenas uma campanha de marketing.

Mimi

Porque o timing não foi acidental — foi dias depois que um jogador do Benfica foi acusado de chamar Vinicius Junior de macaco. Quando você coloca um jogador negro no papel de ladrão naquele momento, deixa de ser uma brincadeira e vira uma mensagem.

Mark

Mas a série Lupin é sobre roubo sofisticado, não é uma coisa racista em si.

Mimi

Verdade, mas o contexto importa. Se você acabou de ser acusado de racismo, você não escolhe um ator negro para interpretar um criminoso. Ou você escolhe, e isso diz algo sobre o que você realmente pensa.

Mark

Vinicius Junior foi hostilizado durante toda a partida, certo?

Mimi

Sim. Ele marcou, comemorou, foi insultado racialmente, denunciou, e ainda assim levou cartão amarelo. A torcida continuou hostilizando ele e os companheiros dele até o final. Foi uma noite brutal.

Mark

E agora a UEFA está investigando?

Mimi

Sim, nomeou um inspetor de ética e disciplina. Mas enquanto isso, o Benfica lança um vídeo que parece confirmar exatamente o que as pessoas estão acusando o clube de ser. É uma falta de julgamento extraordinária.

  • Vinicius Junior denunciou ter sido chamado de 'mono' por Gianluca Prestianni durante a partida, levando o árbitro a acionar o protocolo de racismo e paralisar o jogo por dez minutos.
  • O atacante brasileiro foi hostilizado pela torcida do Benfica até o apito final e ainda recebeu cartão amarelo ao reagir aos insultos — uma dupla punição que inflamou ainda mais o debate.
  • Dias depois, o Benfica lançou um vídeo em que seu jogador negro Lukebakio aparece no papel de ladrão, numa referência à série Lupin, sem qualquer sinal de que o clube reconhecia o peso do momento.
  • A indignação se espalhou pelas redes sociais, com torcedores e observadores apontando a insensibilidade do clube ao escolher exatamente aquele contexto e aquele ator para retratar um crime.
  • A UEFA abriu investigação formal e nomeou inspetor de ética e disciplina, enquanto o Benfica permanecia em silêncio e mantinha o vídeo no ar.

Em meio a uma investigação da UEFA por racismo envolvendo um de seus jogadores, o Benfica lançou um vídeo promocional que retratava seu atacante negro Dodi Lukebakio como ladrão — uma escolha que, independentemente da intenção, revelou a distância entre o discurso de inclusão e a sensibilidade institucional. O episódio, ocorrido dias após Vinicius Junior denunciar insultos racistas durante partida pela Liga dos Campeões em Lisboa, reacendeu um debate antigo sobre representação, responsabilidade e o que os clubes de futebol europeu comunicam quando acreditam não estar sendo observados.

O Benfica se viu no centro de uma dupla controvérsia em poucos dias. Durante uma partida pela Liga dos Campeões contra o Real Madrid, o atacante Vinicius Junior denunciou ter recebido insultos racistas de Gianluca Prestianni, jogador do clube português. O árbitro François Letexier presenciou a situação, ativou o protocolo de racismo e paralisou o jogo por cerca de dez minutos. Vinicius foi hostilizado pela torcida até o fim da partida e ainda levou cartão amarelo ao reagir aos insultos.

Dias depois, o clube lançou um vídeo promocional do novo uniforme que mostrava o atacante negro Dodi Lukebakio no papel de um auxiliar de limpeza que invade uma sala, rouba a camisa do clube e foge de carro para exibi-la aos companheiros. A referência era à série Lupin, da Netflix. Mas o timing e a escolha de um jogador negro para o papel de criminoso transformaram a campanha em um novo episódio de indignação nas redes sociais.

Muitos torcedores e observadores apontaram a falta de consciência institucional do clube ao escolher exatamente aquele momento para veicular aquela imagem. O Benfica não respondeu às críticas e manteve o vídeo no ar enquanto a controvérsia crescia. A UEFA, por sua vez, abriu investigação formal sobre o caso de racismo, nomeando um inspetor de ética e disciplina para apurar as acusações de Vinicius Junior.

O episódio expôs uma tensão recorrente no futebol europeu: a contradição entre os discursos públicos de inclusão e as escolhas concretas que revelam o quanto a sensibilidade racial ainda é superficial dentro das instituições.

O Benfica enfrentou uma onda de críticas nas redes sociais após lançar um vídeo promocional do novo uniforme do clube. A produção, divulgada poucos dias depois que um de seus jogadores foi acusado de racismo contra o brasileiro Vinicius Junior, mostrava o atacante negro Dodi Lukebakio no papel de um ladrão. A escolha gerou indignação imediata entre torcedores e observadores, que viram na cena uma insensibilidade gritante diante do contexto recente.

No vídeo, Lukebakio aparecia como um auxiliar de limpeza que invade uma sala, rouba a nova camisa do clube e sai em um carro para exibir a peça aos companheiros de equipe. A sequência era uma referência à série Lupin, da Netflix, conhecida por suas tramas de roubo sofisticado. Mas o timing e a escolha do ator negro para o papel de criminoso transformaram o que deveria ser uma campanha descontraída em um episódio que reacendeu discussões sobre representação e racismo no futebol europeu.

O contexto que cercava o lançamento era explosivo. Dias antes, durante uma partida entre Benfica e Real Madrid pela Liga dos Campeões, Vinicius Junior havia denunciado um ataque racista. O atacante brasileiro marcou um gol e corria para comemorar perto da torcida do Benfica quando uma confusão eclodiu. Vinicius alegou que Gianluca Prestianni, jogador do Benfica, o chamou de "mono" — macaco em espanhol — cobrindo a boca com a camisa para não ser visto. O árbitro francês François Letexier, que presenciou a situação, ativou o protocolo de racismo e paralisou a partida.

O jogo ficou parado por cerca de dez minutos enquanto a confusão se alastrava pelo gramado. Jogadores e comissões técnicas dos dois times se envolveram em discussões acaloradas. Vinicius recebeu um cartão amarelo pela sua reação, enquanto era hostilizado pela torcida do Benfica até o apito final. A cena deixou claro o peso emocional e físico que o jogador suportou naquela noite.

A UEFA abriu uma investigação formal sobre o incidente na quarta-feira seguinte, nomeando um inspetor de ética e disciplina para apurar as acusações. A entidade anunciou que divulgaria mais informações em momento oportuno, mas o processo estava em andamento. Enquanto isso, o vídeo do Benfica circulava pelas redes sociais, com torcedores deixando comentários críticos no post oficial do clube. Muitos apontavam a falta de consciência da instituição em escolher exatamente aquele momento e aquele ator para uma campanha que retratava um crime.

O episódio ilustrou uma tensão persistente no futebol europeu: a distância entre o que os clubes dizem publicamente sobre inclusão e o que suas ações revelam. O Benfica não respondeu imediatamente às críticas, deixando o vídeo no ar enquanto a controvérsia crescia. A situação permanecia em aberto, com a investigação da UEFA avançando e a opinião pública dividida sobre se o clube havia cometido um erro genuíno ou se havia revelado algo mais profundo sobre sua cultura institucional.

Gianluca Prestianni chamou Vinicius Junior de 'mono' (macaco em espanhol), cobrindo a boca com a camisa
— Denúncia de Vinicius Junior ao árbitro François Letexier
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