BC amplia acesso a contas em moeda estrangeira; exportadores e empresas com dívidas no exterior ganham facilidades

Transferências sem necessidade de operação de câmbio
Novas regras permitem que empresas movimentem recursos em moeda estrangeira de forma mais simples e barata.

O Banco Central do Brasil dá mais um passo na modernização de seu mercado cambial ao ampliar, a partir de outubro de 2026, o acesso de empresas a contas em moeda estrangeira no país. A medida, inserida no Marco Legal do Câmbio, reconhece que a economia brasileira está cada vez mais entrelaçada com o mundo e busca reduzir as fricções que tornam as operações internacionais mais custosas. Não se trata de liberalizar o uso cotidiano de moedas estrangeiras, mas de abrir um caminho mais fluido para quem já navega entre fronteiras financeiras.

  • Exportadores e empresas com vínculos financeiros no exterior enfrentam hoje custos e burocracia desnecessários ao movimentar recursos em moeda estrangeira dentro do Brasil.
  • A nova regulamentação cria uma ruptura controlada com o modelo atual, no qual apenas bancos, embaixadas e setores específicos podiam manter contas em dólar ou euro no país.
  • Empresas com dívidas externas, sócios estrangeiros ou operações de exportação poderão abrir essas contas e transferir recursos entre elas sem contratar câmbio a cada transação.
  • O Banco Central mantém supervisão rigorosa: os recursos nessas contas devem estar vinculados às atividades que justificaram sua abertura, evitando usos não autorizados.
  • A medida entra em vigor em 1º de outubro de 2026, dando tempo para que bancos e instituições financeiras adaptem seus sistemas à nova realidade.

O Banco Central anunciou nesta quinta-feira que, a partir de 1º de outubro de 2026, um grupo muito mais amplo de empresas brasileiras poderá manter contas em dólar, euro e outras moedas estrangeiras no país. A mudança integra o Marco Legal do Câmbio e representa um esforço do regulador para modernizar o mercado cambial, reduzir custos operacionais e facilitar transações internacionais — sem alterar a proibição do uso de moedas estrangeiras em pagamentos cotidianos dentro do Brasil.

Atualmente, apenas instituições financeiras, embaixadas e empresas de setores específicos têm essa permissão. Com as novas regras, exportadores, companhias com dívidas contraídas no exterior, negócios com participação de investidores estrangeiros e pessoas jurídicas estrangeiras que operam no Brasil também poderão abrir essas contas. Mais importante: transferências entre elas poderão ser feitas sem a contratação de uma operação de câmbio, tornando o processo mais simples e barato.

O Banco Central destaca que os benefícios incluem melhor gestão das oscilações cambiais, redução de custos em operações internacionais e maior competitividade para empresas que fazem negócios com outros países. Há ainda a expectativa de atrair para o Brasil operações financeiras hoje realizadas no exterior. A abertura, porém, é delimitada: os recursos nessas contas deverão estar vinculados às atividades que justificaram sua criação, mantendo a supervisão do regulador sobre o mercado cambial.

O Banco Central anunciou nesta quinta-feira novas regras que abrem o acesso a contas em moeda estrangeira para um grupo muito mais amplo de empresas brasileiras. A medida, que entra em vigor em 1º de outubro de 2026, permite que exportadores, companhias com dívidas contraídas no exterior e negócios com sócios estrangeiros mantenham recursos em dólar, euro e outras moedas sem precisar recorrer a operações de câmbio em determinadas situações. Até lá, bancos e instituições autorizadas a operar no mercado cambial terão tempo para adaptar seus sistemas.

A regulamentação faz parte do Marco Legal do Câmbio e representa um esforço do Banco Central para modernizar o mercado cambial brasileiro, reduzir custos operacionais e facilitar as transações internacionais. O órgão regulador deixou claro que a mudança não altera a proibição do uso de moedas estrangeiras para pagamentos do dia a dia dentro do Brasil, nem interfere na cotação do câmbio. Trata-se, portanto, de uma abertura controlada e específica para operações ligadas ao comércio e investimento internacional.

Atualmente, apenas alguns grupos têm permissão para manter contas em moeda estrangeira no país: instituições financeiras, embaixadas e empresas de setores específicos. Com as novas regras, esse acesso se expande significativamente. Empresas que exportam produtos, aquelas que contraíram empréstimos ou dívidas no exterior, negócios com participação de investidores estrangeiros e pessoas jurídicas de fora do Brasil que realizam operações de crédito ou investimentos diretos no país poderão abrir essas contas. A ampliação acompanha o crescimento das relações comerciais e financeiras entre o Brasil e outras nações.

Na prática, a mudança simplifica a vida de empresas internacionalizadas. Elas poderão manter recursos em moedas estrangeiras em contas abertas no Brasil e fazer transferências entre essas contas sem contratar uma operação de câmbio, tornando o processo mais simples e barato. O Banco Central aponta que os benefícios incluem maior facilidade para administrar recursos recebidos ou enviados ao exterior, melhor gerenciamento das oscilações cambiais, redução de custos em operações internacionais e aumento da competitividade de empresas que fazem negócios com outros países. Há também a expectativa de atrair para o Brasil operações financeiras que hoje são realizadas no exterior.

O Banco Central, porém, mantém controles sobre o uso dessas contas. Para empresas exportadoras, os recursos mantidos nessas contas deverão estar relacionados às atividades de exportação e a outras movimentações permitidas pela regulamentação. Nas operações de crédito externo e investimento estrangeiro, as transações deverão seguir as regras já exigidas pelo órgão regulador para esse tipo de operação. A abertura, portanto, é estratégica e delimitada, refletindo a intenção do Banco Central de modernizar o mercado cambial sem abrir mão da supervisão.

A mudança não altera a proibição do uso de moedas estrangeiras para pagamentos no dia a dia dentro do Brasil e também não interfere na cotação do câmbio
— Banco Central do Brasil
A ampliação acompanha o crescimento das relações comerciais e financeiras entre o Brasil e outros países
— Banco Central do Brasil
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que o Banco Central decidiu ampliar o acesso a contas em moeda estrangeira agora?

Model

A medida acompanha o crescimento das relações comerciais e financeiras do Brasil com outros países. É uma forma de modernizar o mercado cambial e torná-lo mais competitivo, reduzindo custos para empresas que operam internacionalmente.

Inventor

Isso significa que qualquer empresa pode abrir uma conta em dólar a partir de outubro?

Model

Não. A abertura é específica. Apenas exportadores, empresas com dívidas no exterior, negócios com sócios estrangeiros e pessoas jurídicas de fora do Brasil que fazem crédito ou investimento direto poderão ter essas contas. É uma expansão, mas dentro de critérios bem definidos.

Inventor

E quanto ao risco de desestabilizar o câmbio? Não há preocupação com isso?

Model

O Banco Central deixou claro que a medida não interfere na cotação do câmbio. Além disso, o uso dessas contas continua sujeito a regras e controles. Para exportadores, por exemplo, os recursos devem estar relacionados às atividades de exportação.

Inventor

Qual é o ganho real para uma empresa exportadora?

Model

Ela pode receber dólares do exterior, mantê-los em uma conta no Brasil e fazer transferências sem contratar uma operação de câmbio. Isso simplifica o processo, reduz custos e permite melhor gerenciamento das oscilações cambiais.

Inventor

E para o Brasil como um todo?

Model

A expectativa é atrair operações financeiras que hoje são realizadas no exterior, aumentando a competitividade das empresas brasileiras que fazem negócios internacionais. É um movimento de modernização do mercado cambial.

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