A partir de agosto de 2026, o Brasil elevou de 30% para 32% o teor de etanol obrigatório na gasolina, uma alteração discreta em números, mas carregada de consequências para uma parcela da frota nacional. Cerca de 15% dos veículos em circulação não possuem motores flex, e os importados — calibrados para combustíveis com muito menos etanol — enfrentam perspectivas de desempenho reduzido e custos maiores. A decisão, tomada sem a conclusão de testes técnicos, coloca em tensão os interesses da política energética nacional e a realidade cotidiana de milhões de motoristas.