Na Arena da Baixada, o Athletico acionou pela primeira vez uma arquibancada retrátil — a primeira de um estádio de futebol brasileiro — pouco antes de receber o Palmeiras pelo Brasileirão. A iniciativa, fruto de uma parceria com a produtora 30e, responde a uma tensão antiga entre o calendário esportivo e a demanda por grandes eventos: como um mesmo espaço pode servir a dois mundos sem sacrificar nenhum deles. O teste, ainda parcial, aponta para um modelo de estádio mais versátil — e para a pergunta que toda arena moderna precisa responder sobre seu próprio propósito.
Athletico testa arquibancada retrátil na Arena da Baixada
O palco sai do gramado, o espaço vira plateia
Por que o Athletico precisava de uma arquibancada retrátil? Não era mais simples deixar o setor vazio durante os shows?
Tecnicamente era, mas financeiramente não. Quando há um show, aquele setor fica inutilizado. Com a estrutura retrátil, o palco sai do gramado e o espaço vira parte da plateia do evento. Ganha-se 20% de capacidade.
Mas isso só funciona se a retração for rápida e confiável. Um teste durante um jogo é diferente de fazer isso toda semana. Ainda não sabemos como vai se comportar na prática.
Quando fica pronta?
Ninguém sabe. Começou em abril, deveria estar pronta em agosto, mas atrasou. Não há data nova.
Exatamente. A parte central foi testada, mas as laterais ainda estão sendo construídas. É um projeto incompleto sendo testado.
E o Iron Maiden em outubro?
É o próximo grande teste. Se funcionar bem, o modelo prova que funciona. Se não, eles terão que resolver os problemas antes de outros eventos.
Importante notar: essa é a primeira arquibancada retrátil em um estádio de futebol brasileiro. Não há referência local. Estão inventando enquanto constroem.
A parceria com a produtora 30e foi importante?
Fundamental. Eles trouxeram a expertise em eventos. O Athletico sozinho não teria desenvolvido isso.
Mas a responsabilidade pela conclusão segue sendo do clube. Se atrasar mais, quem responde é o Athletico, não a produtora.
Le Pouls
- A Arena da Baixada ativou pela primeira vez sua arquibancada retrátil durante uma partida oficial do Brasileirão, marcando um momento inédito no futebol brasileiro.
- Apenas a seção central foi testada com sucesso — cinco fileiras retráteis —, enquanto as laterais ainda estão em montagem, revelando uma obra que avança mais devagar do que o planejado.
- A estrutura resolve um problema concreto: antes, o setor ficava vazio durante jogos após receber shows, gerando perda de receita e de experiência para os torcedores.
- Com a arquibancada operacional, o clube projeta aumento de 20% na capacidade para eventos, transformando o estádio em um espaço comercialmente mais competitivo.
- O próximo grande teste será o show do Iron Maiden em 28 de outubro, quando a montagem do palco começará na quarta-feira anterior ao evento.
- Iniciada em abril com previsão de conclusão em agosto, a obra não tem nova data definida — os atrasos na entrega dos módulos deixam o horizonte final ainda em aberto.
Na Arena da Baixada, o Athletico acionou pela primeira vez uma arquibancada retrátil — a primeira de um estádio de futebol brasileiro — pouco antes de receber o Palmeiras pelo Brasileirão. A iniciativa, fruto de uma parceria com a produtora 30e, responde a uma tensão antiga entre o calendário esportivo e a demanda por grandes eventos: como um mesmo espaço pode servir a dois mundos sem sacrificar nenhum deles. O teste, ainda parcial, aponta para um modelo de estádio mais versátil — e para a pergunta que toda arena moderna precisa responder sobre seu próprio propósito.
Pouco antes do apito inicial entre Athletico e Palmeiras pela 31ª rodada do Brasileirão, o clube paranaense acionou pela primeira vez a arquibancada retrátil da Arena da Baixada. A seção central — cinco fileiras de assentos que se retraem para liberar o piso do estádio — foi testada com sucesso. As laterais ainda estão em montagem, mas o momento marca um passo sem precedentes no futebol brasileiro.
A inovação nasceu de uma parceria com a produtora de eventos 30e, ativa desde junho de 2025. O objetivo é permitir que o estádio receba shows de grande porte sem comprometer o calendário de partidas. Até então, quando o espaço sediava um espetáculo, o setor permanecia vazio nos jogos seguintes — uma perda dupla, de receita e de experiência para os torcedores.
Com a estrutura operacional, o palco pode ser montado fora do gramado durante eventos, ampliando a capacidade em aproximadamente 20%. A Arena da Baixada passa a funcionar como um espaço verdadeiramente versátil, alternando entre casa de futebol e arena de shows sem conflitos de agenda.
O próximo desafio será o show do Iron Maiden em 28 de outubro. A montagem começa na quarta-feira anterior, e será a primeira demonstração em escala real da nova estrutura. A obra, iniciada em abril com previsão de conclusão em agosto, acumulou atrasos na entrega dos módulos e ainda não tem data definida para o término. Enquanto isso, o setor permanece vazio durante as partidas — à espera de um horizonte que, por ora, segue indefinido.
Pouco antes do apito inicial entre Athletico e Palmeiras, pela 31ª rodada do Brasileirão neste sábado, o clube paranaense acionou pela primeira vez a arquibancada retrátil da Arena da Baixada. A estrutura, ainda em fase de conclusão, teve sua seção central testada com sucesso — cinco fileiras de assentos que se retraem para liberar espaço no piso do estádio. As laterais continuam em processo de montagem, mas o que já está pronto marca um passo significativo em um projeto que não tem precedentes no futebol brasileiro.
A inovação nasceu de uma parceria entre o Athletico e a produtora de eventos 30e, que trabalha com o clube desde junho de 2025. O objetivo é simples e ambicioso: permitir que a Arena da Baixada receba shows e eventos de grande porte sem sacrificar o calendário de partidas. Até agora, quando o estádio hospedava um espetáculo — como ocorreu no mês anterior com o show "Xuxa - o último voo da Nave" e o Leilão Arena do Nelore — o setor permanecia vazio durante os jogos, uma perda de receita e de experiência para os torcedores.
Com a arquibancada retrátil operacional, o palco pode ser montado fora do gramado durante eventos, ampliando significativamente a capacidade de público. O clube projeta um aumento de aproximadamente 20% na lotação para espetáculos realizados no estádio. Isso abre uma janela comercial importante: a Arena da Baixada pode agora funcionar como um espaço versátil, alternando entre casa de futebol e arena de shows sem conflitos de agenda.
O próximo teste dessa versatilidade acontecerá em 28 de outubro, quando o Iron Maiden se apresentará no estádio. A montagem do palco começa na quarta-feira anterior, e o clube terá a oportunidade de demonstrar que a estrutura retrátil funciona de verdade em um evento de grande escala. A obra começou em abril de 2026, com previsão inicial de conclusão em agosto — um prazo que não foi cumprido devido a atrasos na entrega dos módulos da arquibancada. Até agora, o clube não divulgou uma nova data para o término completo da instalação.
Enquanto isso, o setor onde a arquibancada será instalada permanece vazio durante as partidas. Quando a estrutura estiver totalmente operacional — um horizonte ainda indefinido — os torcedores voltarão a ocupar esse espaço. O teste de sábado, discreto e técnico, foi o primeiro sinal de que essa transformação está saindo do papel. Para um estádio que precisa diversificar sua receita e maximizar seu uso, a arquibancada retrátil representa uma resposta criativa a um problema real: como ser, simultaneamente, um bom estádio de futebol e um bom espaço para eventos.
Citations marquantes
A estrutura permite que o clube receba eventos e shows sem impactar o calendário de partidas— Athletico (comunicado oficial)