Na Arena da Baixada, dois times com ambições distintas dividiram um ponto que satisfez pouco a ambos: o Athletico, que dominou sem converter, e o Bragantino, que abriu o placar pela lei do ex antes de ser alcançado. Entre eles, o goleiro Tiago Volpi ergueu-se como figura central, transformando o que poderia ser uma derrota pesada em um empate que, ao menos, preserva a dignidade de quem visitou Curitiba.
Athletico e Bragantino empatam com Volpi em destaque e lei do ex
Volpi fez um milagre em chute dentro da pequena área
Por que Tiago Volpi foi tão importante neste jogo?
Ele estava em uma situação delicada — tinha falhado contra o Corinthians e sido reserva contra o Atlético-MG. Neste sábado, precisava responder, e respondeu. Fez defesas que evitaram um resultado muito pior, especialmente no primeiro tempo quando o Athletico dominou completamente.
O Athletico criou muitas chances e não conseguiu aproveitar. Como isso afeta a campanha?
Perdeu a oportunidade de dormir na vice-liderança. Com 41 pontos em terceiro lugar, agora pode ver o Flamengo abrir quatro pontos de vantagem. Não é uma derrota, mas é um ponto deixado para trás quando a liderança está próxima.
E quanto a Pedro Henrique marcando para o Bragantino contra seu ex-clube?
Ele não comemorou o gol. Há sempre algo de incômodo quando um jogador marca contra um time onde defendeu. Mas o gol foi importante para o Bragantino, mesmo que tenha durado pouco.
Kerwin Vargas fez seu primeiro gol pelo Athletico. Qual é o peso disso?
É o tipo de gol que pode mudar a dinâmica de um jogador. Ele estava em busca dessa marca, e conseguiu em um momento crítico, quando o time precisava empatar. Pode ser o ponto de virada para ele na temporada.
O Bragantino está em sétimo lugar. Esse empate o prejudica?
Não conseguiu entrar no G5, que era o objetivo. Com 32 pontos, pode perder posições dependendo dos outros resultados. Mas tem um jogo importante na quarta-feira pela Sul-Americana que pode compensar.
O Pulso
- O Athletico desperdiçou uma superioridade quase absoluta no primeiro tempo, criando chances claras que pararam no goleiro adversário ou na trave.
- Tiago Volpi, que havia falhado em jogos recentes, ressurgiu com defesas espetaculares — incluindo um milagre dentro da pequena área — e impediu que o placar fosse construído cedo.
- Pedro Henrique, ex-jogador do Furacão, quebrou o equilíbrio aos 21 minutos do segundo tempo ao desviar um escanteio sem comemorar o gol contra seu antigo clube.
- Kerwin Vargas respondeu oito minutos depois com seu primeiro gol pelo Athletico, restabelecendo a igualdade e reacendendo a disputa até o apito final.
- O empate deixa o Athletico estacionado em terceiro lugar com 41 pontos, enquanto o Bragantino, em sétimo, enfrenta pressão imediata com um duelo decisivo na Sul-Americana contra o Atlético-MG.
Na Arena da Baixada, dois times com ambições distintas dividiram um ponto que satisfez pouco a ambos: o Athletico, que dominou sem converter, e o Bragantino, que abriu o placar pela lei do ex antes de ser alcançado. Entre eles, o goleiro Tiago Volpi ergueu-se como figura central, transformando o que poderia ser uma derrota pesada em um empate que, ao menos, preserva a dignidade de quem visitou Curitiba.
Na Arena da Baixada, em Curitiba, Athletico e Bragantino encerraram a 23ª rodada do Brasileirão com um empate de 1 a 1 que deixou os dois lados com a sensação de oportunidade perdida. O Furacão dominou o primeiro tempo de forma avassaladora, criando chances claras e pressionando o adversário desde os primeiros minutos — mas esbarrou repetidamente em Tiago Volpi.
O goleiro do Bragantino, que havia falhado contra o Corinthians e ficado no banco diante do Atlético-MG, viveu uma noite de redenção. Ele fez defesas espetaculares em chutes de Gilberto e João Cruz, além de mandar para escanteio um cruzamento de Leozinho que quase o enganou. O Massa Bruta sobreviveu ao primeiro tempo sem sofrer gols quase que exclusivamente por mérito do arqueiro.
No segundo tempo, o Bragantino ganhou mais espaço e Volpi seguiu decisivo, defendendo uma grande chance de Jadson com a mão esquerda. Mas foi o Athletico quem desperdiçou duas oportunidades antes de sofrer o gol. Aos 21 minutos, Pedro Henrique — ex-jogador do Furacão — desviou um escanteio de Sant'Anna e abriu o placar sem comemorar, respeitando a camisa que um dia vestiu.
A vantagem durou pouco. Aos 29 minutos, Mendoza acionou Viveros, que cruzou rasteiro para Kerwin Vargas dominar e superar Volpi — seu primeiro gol com a camisa rubro-negra. A partida ficou aberta, com o Athletico chegando mais perto da virada, parando novamente no goleiro e acertando a trave em chute de Mendoza.
Com o resultado, o Athletico permanece em terceiro lugar com 41 pontos, perdendo a chance de dormir na vice-liderança. O Bragantino, com 32 pontos em sétimo, não entrou no G5 e ainda tem pela frente um duelo decisivo na Sul-Americana contra o Atlético-MG — que venceu por 1 a 0 no jogo de ida — antes de encarar o Grêmio no Brasileirão.
Na Arena da Baixada, em Curitiba, Athletico e Bragantino dividiram pontos em um empate de 1 a 1 na 23ª rodada do Campeonato Brasileiro, neste sábado. O resultado deixou o time paranaense fora do pódio e impediu o Bragantino de entrar no G5, mas colocou em evidência a atuação do goleiro Tiago Volpi, que fez defesas decisivas para evitar uma derrota maior.
O primeiro tempo foi de domínio absoluto do Athletico. Desde os primeiros minutos, o Furacão pressionou o Bragantino e criou oportunidades claras. Volpi, que havia falhado contra o Corinthians e sido reserva diante do Atlético-MG, respondeu com segurança. Antes do primeiro minuto, ele saiu para interceptar um cruzamento, mas Pedro Henrique cortou e a bola chegou aos pés de Mendoza, que acertou a trave com o gol vazio. Gilberto apareceu duas vezes na área e parou em boas defesas do goleiro visitante. O momento mais espetacular veio com um milagre de Volpi em chute de João Cruz dentro da pequena área. Leozinho tentou um cruzamento pela direita que quase enganou o goleiro, que mandou para escanteio. O Bragantino conseguiu diminuir o ritmo, mas o Athletico seguiu levando perigo.
No segundo tempo, o cenário mudou. O Bragantino saiu mais solto e passou a ter mais posse de bola no ataque. Volpi continuou aparecendo. Após um vacilo na saída de bola do Massa Bruta, Jadson teve grande oportunidade dentro da área e o goleiro fez uma defesa espetacular com a mão esquerda. O Furacão desperdiçou outras duas chances com Viveros e Vargas antes de o Bragantino abrir o placar com a chamada lei do ex. Aos 21 minutos do segundo tempo, Sant'Anna cobrou escanteio na pequena área e Pedro Henrique, que já havia defendido o Athletico, desviou à queima-roupa, sem chance para Santos. O zagueiro não comemorou.
A vantagem do Bragantino durou apenas oito minutos. Aos 29, Mendoza acionou Viveros dentro da área, o centroavante fez o pivô e cruzou rasteiro para Kerwin Vargas, que dominou e superou Volpi para fazer seu primeiro gol com a camisa do Furacão. Pouco depois, Santos fez outra defesaça na chance de Isidro Pitta. A partida ficou aberta após o empate, com as duas equipes buscando a vitória. O Athletico chegou mais perto, parando novamente em Volpi e acertando a trave no chute de Mendoza.
O empate deixou o Athletico com 41 pontos, em terceiro lugar, mas perdeu a chance de dormir na vice-liderança. O time não diminuiu a distância para o líder Palmeiras e pode ver o Flamengo abrir quatro pontos de vantagem. O Furacão terá um longo descanso e volta a campo apenas no dia 24, contra o Botafogo. O Bragantino, com 32 pontos em sétimo lugar, não conseguiu entrar no G5 e pode perder posições conforme os resultados da rodada. O Massa Bruta tem um duelo decisivo na quarta-feira contra o Atlético-MG, pelo jogo de volta das oitavas de final da Sul-Americana — na ida, o Galo venceu por 1 a 0 — antes de enfrentar o Grêmio no domingo pelo Brasileirão.
Citações Notáveis
Tiago Volpi fez grandes defesas para evitar a derrota, sendo essencial principalmente no primeiro tempo quando o Athletico teve amplo domínio— Análise da partida