'Asterisco que ninguém vai apagar': Abel reacende polêmica Palmeiras x Flamengo

Um asterisco que ninguém vai apagar
Abel Ferreira promete continuar falando sobre a polêmica da final da Libertadores enquanto for técnico do Palmeiras.
Mark

Por que Abel continua trazendo a final da Libertadores à tona? Não seria melhor deixar para trás?

Mimi

Para ele, não é sobre remoer. É sobre registro. Aquele lance com Pulgar é, na visão de Abel, uma injustiça que define o resultado de uma final. Enquanto ele estiver no Palmeiras, isso não vai ser esquecido.

Mark

Mas o Flamengo também tem razão em reclamar de arbitragem? Ou isso é só retórica?

Mimi

Abel não nega que todos os clubes sofrem erros. O que ele quer dizer é que nem toda crítica é legítima, e nem toda situação é equivalente. Uma final é diferente de um jogo de oitavas.

Mark

A resposta de Leila Pereira — "Será que a carapuça serviu?" — foi calculada?

Mimi

Absolutamente. Foi uma forma de dizer: vocês sabem que estão falando de nós, então por que não falam abertamente? É uma tática de desconforto.

Mark

Abel está criando um problema ou apenas nomeando um que já existe?

Mimi

Ele está nomeando. Mas ao nomear repetidamente, ele também o mantém vivo. É uma escolha consciente de não deixar aquela final morrer.

Mark

O que muda se o Palmeiras vencer a próxima Libertadores?

Mimi

Talvez nada. Porque para Abel, aquele asterisco de 2025 não desaparece com novos títulos. É uma cicatriz permanente.

  • O Flamengo publicou nota oficial acusando um 'determinado clube' de ser reiteradamente favorecido pela arbitragem, acendendo a disputa sem nomear o adversário diretamente.
  • A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, respondeu com ironia antes mesmo da bola rolar, e Abel Ferreira transformou a coletiva pós-jogo em um pronunciamento político-esportivo.
  • O técnico português voltou a invocar a final da Libertadores de 2025, quando o VAR não expulsou Erick Pulgar por falta sobre Bruno Fuchs — um episódio que ele prometeu nunca deixar ser esquecido.
  • Abel pediu que os torcedores resistam a narrativas externas e lembrou que erros arbitrais afetam todos os clubes, mas insistiu que certos 'asteriscos' não podem ser apagados pelo tempo.
  • A escalada retórica entre os dois maiores clubes do Brasil ameaça deslocar o foco do desempenho esportivo para uma batalha de percepções que pode se prolongar pela temporada.

No futebol brasileiro, onde vitórias dentro de campo raramente bastam para encerrar os debates fora dele, o técnico Abel Ferreira voltou a erguer a voz após uma goleada do Palmeiras sobre o Fortaleza — não para celebrar o placar, mas para responder a uma guerra de narrativas iniciada pelo Flamengo sobre benefícios arbitrais. O episódio revela algo mais profundo do que uma rivalidade esportiva: é o eterno embate entre o que acontece no gramado e o que se constrói na memória coletiva, especialmente quando uma final de Libertadores ainda carrega, para alguns, a marca de uma injustiça não resolvida.

Depois de um 3 a 0 sobre o Fortaleza nas oitavas da Copa do Brasil, Abel Ferreira poderia ter falado sobre futebol. Em vez disso, a coletiva de imprensa virou um tribunal. O estopim havia sido aceso no dia anterior, quando o Flamengo publicou uma nota criticando um 'determinado clube' beneficiado pela arbitragem — recado endereçado ao Palmeiras sem que o nome fosse dito. Leila Pereira respondeu com uma ironia afiada antes do apito inicial, mas coube ao técnico português dar o tom mais contundente da noite.

Abel começou dizendo que preferia não se alongar no assunto. Não se conteve. Relembrou um episódio do ano anterior envolvendo o São Paulo, que atraiu vozes externas desnecessárias para a discussão, e reafirmou que seu papel é vencer dentro das quatro linhas. Mas o que realmente o move é a final da Libertadores de 2025: a falta de Erick Pulgar sobre Bruno Fuchs, ignorada pelo VAR, permanece como uma ferida aberta. 'Enquanto eu for treinador do Palmeiras, vou falar sobre isso', declarou. 'É um asterisco que ninguém vai apagar.'

O treinador reconheceu que todos os clubes convivem com acertos e erros da arbitragem, e defendeu que a goleada sobre o Vitória foi uma partida entre dois times — não entre narrativas concorrentes. Sua mensagem final foi um alerta: que os torcedores não se deixem capturar pelas mesmas armadilhas do ano anterior. Para Abel, enquanto aquele asterisco existir na memória do futebol brasileiro, ele seguirá lembrando a todos que algumas feridas precisam mais do que tempo para cicatrizar.

No domingo à noite, após o Palmeiras desmontar o Fortaleza com um 3 a 0 nas oitavas da Copa do Brasil, Abel Ferreira transformou a coletiva de imprensa em tribunal. A questão não era o placar avassalador ou a performance em campo. Era, novamente, a arbitragem — e desta vez, o técnico português não se conteve.

Tudo começou no sábado, quando o Flamengo publicou uma nota oficial disparando contra um "determinado clube que vem sendo reiteradamente beneficiado" pelas decisões arbitrais. A mensagem era clara, mesmo sem nomear o Palmeiras. Leila Pereira, presidente do clube paulista, respondeu antes do jogo com uma ironia cortante: "Será que a carapuça serviu?". Mas foi Abel, na entrevista coletiva, quem deu o tom definitivo à escalada.

O treinador começou com cautela, dizendo que não queria falar muito sobre o assunto. Depois, porém, abriu a comporta. Citou o que aconteceu no ano anterior após o jogo contra o São Paulo — um episódio que, segundo ele, atraiu terceiros e quartos para a discussão. Explicou que sua função era vencer dentro das quatro linhas, não gerenciar narrativas externas. E então, quase de passagem, tocou no ponto que não sai de sua mente: a final da Libertadores de 2025.

Aquela decisão da CONMEBOL ainda queima. Erick Pulgar, volante do Flamengo, cometeu uma falta clara sobre Bruno Fuchs, zagueiro do Palmeiras, mas o VAR não expulsou o jogador. Para Abel, aquilo é um ferimento aberto. "Enquanto eu for treinador do Palmeiras, vou falar sobre isso. É um asterisco que ninguém vai apagar", disse, com a voz carregada de convicção. Não é uma ameaça. É uma promessa.

O técnico também se defendeu das críticas sobre a goleada recente do Palmeiras diante do Vitória. Reconheceu que vivemos num mundo de homens imperfeitos, onde todos os clubes — Palmeiras, Corinthians, São Paulo, Flamengo — sofrem erros e acertos arbitrais. Mas insistiu que aquele jogo foi entre dois times, não entre três ou quatro narrativas conflitantes. "Não A, B e C", disse, com precisão.

Sua mensagem final foi um aviso aos torcedores: não se deixem enganar por narrativas que repetem o que aconteceu no ano anterior. As imagens falam, a nota do Palmeiras é clara. Mas enquanto aquele asterisco da Libertadores existir — e, segundo Abel, sempre existirá — ele seguirá lembrando o futebol brasileiro de que algumas feridas não cicatrizam apenas com o tempo.

Enquanto eu for treinador do Palmeiras, vou falar sobre isso. É um asterisco que ninguém vai apagar
— Abel Ferreira, técnico do Palmeiras
Não se deixem enganar por narrativas para não voltar a acontecer como foi no ano passado
— Abel Ferreira, em mensagem aos torcedores
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