ANAC aprova RBAC 100, nova regulamentação para operações com drones no Brasil

Exigências proporcionais ao risco, não iguais para todos
O RBAC 100 diferencia operações por complexidade, oferecendo menos burocracia para voos de baixo risco e requisitos mais rigorosos para operações complexas.

Quando uma tecnologia amadurece mais rápido do que as regras que a governam, o equilíbrio entre liberdade e responsabilidade torna-se urgente. A ANAC respondeu a esse desafio ao aprovar, em 12 de junho de 2026, o RBAC 100 — um novo marco regulatório para drones que substitui normas de 2017 e foi construído em diálogo com o mercado. A medida busca criar no Brasil um ambiente mais previsível para operações com aeronaves não tripuladas, reconhecendo que inovação e segurança não precisam ser forças opostas.

  • O setor de drones brasileiro operava há quase uma década sob regras criadas antes de muitas das tecnologias e modelos de negócio que hoje dominam o mercado.
  • A aprovação do RBAC 100 encerra um ciclo de consulta pública e análise técnica e jurídica, mas abre imediatamente outro: o da adaptação prática de operadores, pilotos e empresas.
  • Custos administrativos menores, habilitações específicas por tipo de operação e mecanismos para simplificar aprovações futuras são os alívios concretos prometidos pela nova norma.
  • Apenas dias após a decisão, reguladores da ANAC, DECEA, MAPA e Ministério da Defesa estarão reunidos na DroneShow Robotics 2026 para esclarecer dúvidas do setor em tempo real.
  • A expectativa do mercado é que o novo marco desbloqueie investimentos e acelere aplicações em logística, agronegócio, energia, infraestrutura e monitoramento ambiental.

A Agência Nacional de Aviação Civil aprovou, na sexta-feira 12 de junho, o Regulamento Brasileiro da Aviação Civil nº 100, substituindo o RBAC 94 que regia as operações com drones desde 2017. A nova norma chega após meses de análise técnica e jurídica que se seguiram a uma consulta pública, e representa uma tentativa de alinhar a regulação ao ritmo acelerado da aviação não tripulada no país.

O RBAC 100 foi desenhado a partir de um diálogo entre reguladores e agentes do mercado, com o objetivo de equilibrar inovação, eficiência operacional e segurança. A norma estabelece exigências proporcionais ao risco de cada tipo de operação, cria habilitações específicas para atividades comerciais e oferece prazos de adaptação. Os benefícios esperados incluem redução de custos administrativos, maior flexibilidade para modelos de negócio e mecanismos que simplificarão aprovações regulatórias futuras.

O timing da aprovação não é casual: a regulamentação será apresentada em destaque na DroneShow Robotics 2026, entre 16 e 18 de junho no Expo Center Norte, em São Paulo. Representantes da ANAC, do DECEA, do Ministério da Agricultura e do Ministério da Defesa estarão presentes para esclarecer dúvidas. O seminário central do evento abordará mudanças na certificação de projetos, controle do espaço aéreo, requisitos agrícolas e impactos no mapeamento urbano.

Emerson Granemann, CEO da MundoGEO, avalia que o RBAC 100 traz segurança jurídica e alinhamento com padrões internacionais, com potencial para impulsionar investimentos em áreas como logística, agronegócio, energia e segurança pública. Os próximos meses dirão se a flexibilidade prometida pela norma se traduz, de fato, em menos burocracia e mais inovação nas operações com drones no Brasil.

A Agência Nacional de Aviação Civil aprovou nesta sexta-feira, 12 de junho, o Regulamento Brasileiro da Aviação Civil nº 100, marcando um ponto de inflexão para o setor de drones do país. A nova norma substitui o RBAC 94, que havia orientado as operações de aeronaves não tripuladas desde 2017, e chega após meses de análise técnica e jurídica que se seguiram à consulta pública realizada no ano anterior.

O timing da aprovação não é casual. A regulamentação será apresentada em destaque na DroneShow Robotics 2026, que ocorre de 16 a 18 de junho no Expo Center Norte, em São Paulo — apenas dias após a decisão da ANAC. Durante os três dias de evento, equipes da agência reguladora estarão presentes ao lado de representantes do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), do Ministério da Agricultura (MAPA) e do Ministério da Defesa (MD), disponíveis para esclarecer dúvidas de profissionais do setor.

O RBAC 100 foi construído a partir de um diálogo direto entre reguladores e agentes do mercado, buscando equilibrar três forças que frequentemente entram em tensão: inovação, eficiência operacional e segurança. O resultado é uma regulamentação que estabelece exigências proporcionais ao risco de cada tipo de operação, cria habilitações específicas para atividades comerciais e oferece prazos para que operadores e pilotos se adaptem às novas regras. O objetivo declarado é criar um ambiente mais previsível e preparado para acompanhar a evolução rápida das tecnologias de aviação não tripulada.

Os benefícios esperados são concretos: redução de custos administrativos para empresas e operadores, maior flexibilidade para diferentes modelos de negócio e mecanismos que simplificarão futuras aprovações regulatórias. Especialistas veem a nova norma como um catalisador para a inovação e para a competitividade do mercado brasileiro de drones. A expectativa é que o marco regulatório abra caminho para aplicações em áreas estratégicas — logística, infraestrutura, energia, agronegócio, mineração, segurança pública e monitoramento ambiental.

A DroneShow Robotics 2026 reunirá mais de 170 empresas e oferecerá 12 cursos, 9 seminários e 3 fóruns. O seminário central, intitulado "Desafios e oportunidades com a nova Regulamentação de Drones", contará com apresentações de Antônio Mathias Nogueira Moreira, diretor da ANAC, e de especialistas de órgãos reguladores e do setor privado. Tópicos incluem mudanças na certificação de projetos, alterações no controle do espaço aéreo, requisitos para operações agrícolas e impactos nas atividades de mapeamento urbano. Fabricantes de drones como AL Drones, Global Drones e Speedbird Aero também participarão, discutindo como se adaptarão à nova regulamentação.

Emerson Granemann, CEO da MundoGEO, organizadora da feira, avalia que o RBAC 100 traz mais segurança jurídica, alinhamento com padrões internacionais e deve impulsionar investimentos e acelerar o crescimento do mercado. A aprovação da regulamentação marca o encerramento de um ciclo de consulta e análise, mas abre outro: o da implementação prática e da adaptação do setor às novas exigências. Os próximos meses dirão se a flexibilidade prometida pela norma realmente se traduz em menos burocracia e mais inovação nas operações com drones no Brasil.

A nova norma cria exigências proporcionais ao risco de cada operação, estabelece habilitação para determinadas atividades comerciais e dá prazo para adaptação dos operadores e pilotos. O RBAC 100 traz mais segurança jurídica, alinhamento com padrões internacionais e deve impulsionar a inovação, os investimentos e acelerar o crescimento do mercado de drones no Brasil
— Emerson Granemann, CEO da MundoGEO
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que a ANAC esperou até 2026 para revisar uma regulamentação de 2017? O setor mudou tanto assim?

Model

Completamente. Em 2017, os drones eram ainda uma novidade. Hoje, estão em operações reais de logística, agricultura de precisão, inspeção de infraestrutura. A tecnologia evoluiu, os riscos ficaram mais claros, e as empresas começaram a bater na porta pedindo regras que fizessem sentido com o que eles realmente fazem.

Inventor

Então o RBAC 100 é basicamente "deixa a gente trabalhar"?

Model

Não é tão simples. É mais "deixa a gente trabalhar de forma segura e previsível". A norma estabelece exigências proporcionais ao risco. Um drone pequeno voando em área rural tem requisitos diferentes de um grande voando sobre cidade. Isso é flexibilidade inteligente, não desregulamentação.

Inventor

Quem pediu essa mudança? As empresas de drone, ou a ANAC viu que era necessário?

Model

Os dois. A ANAC ouviu o mercado, mas também viu que a regulamentação antiga estava criando gargalos. Custos administrativos altos, processos lentos. Isso afastava investimento. A nova norma foi construída com diálogo, não imposta.

Inventor

E quanto à segurança? Não tem risco de liberar demais?

Model

A segurança continua sendo o piso, não o teto. O que muda é como você demonstra que é seguro. Antes era tudo igual. Agora, operações de baixo risco têm menos burocracia, mas operações complexas têm exigências mais rigorosas. É mais justo.

Inventor

Qual é o setor que mais vai ganhar com isso?

Model

Provavelmente a agricultura. Pulverização de precisão com drones é uma tecnologia que já funciona, mas estava presa em processos regulatórios lentos. Com o RBAC 100, esses processos devem ficar mais ágeis. Logística também vai ganhar muito.

Inventor

E as startups de drone? Elas conseguem se adaptar a uma regulamentação nova?

Model

Esse é o ponto. A norma dá prazos para adaptação. Não é "mude hoje". É "vocês têm tempo". Isso é crucial para startups que não têm recursos para mudanças da noite para o dia.

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