Anvisa suspende importação de colírios e géis oftalmológicos por falhas de fabricação

Potencial risco à saúde de consumidores que utilizam os colírios e géis oftalmológicos com falhas de fabricação.
Não usar os produtos, verificar a rotulagem e descartar
Orientação da Anvisa aos consumidores que possuem colírios e géis oftalmológicos da Excelvision em casa.
Mark

Por que a Anvisa agiu de forma preventiva em vez de esperar por um problema concreto?

Mimi

Porque a inspeção francesa já havia documentado as falhas. Não era questão de se algo poderia dar errado — era de evitar que produtos já identificados como problemáticos chegassem aos olhos das pessoas.

Mark

E quanto aos lotes anteriores a 5 de junho? Por que eles não foram suspensos também?

Mimi

A data marca quando as não conformidades foram detectadas. Lotes anteriores podem ter sido produzidos sob condições diferentes, mas a Anvisa provavelmente está avaliando caso a caso. É um equilíbrio entre precaução e não criar pânico desnecessário.

Mark

O que significa exatamente "boas práticas de fabricação"?

Mimi

São protocolos internacionais que cobrem tudo — desde a limpeza das máquinas até o controle de temperatura, a rastreabilidade dos ingredientes, a documentação de cada lote. Se uma empresa não segue isso, você não pode garantir que o medicamento é seguro ou eficaz.

Mark

A Excelvision nunca respondeu. O que isso sugere?

Mimi

Pode significar várias coisas. Talvez estejam avaliando a situação internamente, ou talvez não tenham uma resposta pronta. Mas o silêncio, nesse contexto, deixa os consumidores sem informação sobre o que fazer além das orientações básicas.

Mark

Alguém foi prejudicado até agora?

Mimi

Não há relato de danos à saúde. É por isso que a medida é preventiva — a Anvisa agiu antes que houvesse vítimas. Mas quem usa esses colírios regularmente agora precisa encontrar alternativas.

  • Uma inspeção francesa revelou falhas graves nos processos da Excelvision, disparando um alerta sanitário internacional que chegou até o Brasil.
  • A Anvisa suspendeu imediatamente a importação de todos os lotes dos produtos Hyabak e Thealiz Duo fabricados a partir de 5 de junho, além de vetar completamente o Zonidra.
  • Consumidores que têm esses colírios ou géis em casa estão em situação de incerteza, precisando verificar rótulos e buscar alternativas para o cuidado ocular.
  • A fabricante Excelvision permanece em silêncio, sem explicar como pretende corrigir as não conformidades identificadas.
  • A Anvisa segue monitorando o caso, mas a ausência de resposta da empresa deixa aberto o horizonte de resolução.

Quando os sistemas internacionais de vigilância sanitária funcionam como deveriam, uma falha detectada na França pode proteger olhos no Brasil. A Anvisa agiu preventivamente ao suspender a importação de colírios e géis oftalmológicos da fabricante Excelvision, depois que a agência regulatória francesa ANSM identificou descumprimento das boas práticas de fabricação em inspeção realizada em junho de 2026. A medida, publicada no Diário Oficial da União, reflete a lógica da precaução: diante da dúvida sobre a segurança de um produto, o ônus recai sobre quem fabrica, não sobre quem usa.

Na última sexta-feira, a Anvisa publicou no Diário Oficial da União uma medida preventiva suspendendo a importação de colírios e géis oftalmológicos da fabricante francesa Excelvision. A decisão foi motivada por uma inspeção realizada em junho pela agência regulatória da França, a ANSM, que constatou que a empresa não seguia as boas práticas internacionais de fabricação de medicamentos — normas que asseguram qualidade, segurança e eficácia. O alerta sanitário emitido pela ANSM serviu de base para a ação brasileira.

A Anvisa foi além da suspensão de novos embarques: vetou completamente a importação do Zonidra, produto que tinha registro no Brasil mas nunca havia sido comercializado aqui. Para o Hyabak e o Thealiz Duo, suspendeu todos os lotes fabricados a partir de 5 de junho de 2026, data a partir da qual as não conformidades foram identificadas — o que deixa em aberto a situação dos lotes anteriores.

A orientação aos consumidores é direta: verificar a rotulagem dos produtos para identificar a origem da fabricação e, caso os itens sejam da Excelvision, evitar o uso e entrar em contato com a fabricante. Quem depende desses medicamentos para a saúde ocular precisa buscar alternativas enquanto a situação não é resolvida. A empresa, procurada para comentar, não respondeu até o fechamento da reportagem, deixando sem resposta como pretende corrigir as falhas identificadas.

A Anvisa tomou uma medida preventiva na sexta-feira passada para bloquear a entrada no Brasil de colírios e géis oftalmológicos fabricados pela empresa Excelvision. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União e responde a achados de uma inspeção realizada em junho pela agência regulatória francesa, a ANSM, que identificou falhas graves nos processos de fabricação dos produtos.

A inspeção francesa constatou que a Excelvision não estava seguindo as boas práticas de fabricação de medicamentos — um conjunto de normas internacionais que garantem a qualidade, segurança e eficácia dos remédios. Diante dessa descoberta, a ANSM emitiu um alerta sanitário internacional, que serviu como base para a ação da agência brasileira. A Anvisa respondeu de forma rápida, suspendendo não apenas novos embarques, mas também vetando completamente a importação de um medicamento específico: o Zonidra, na concentração de 20 miligramas por mililitro em frascos de 5 mililitros. Esse produto, embora tivesse registro no Brasil, nunca havia sido comercializado no país.

Para dois outros produtos — o Hyabak e o Thealiz Duo — a agência suspendeu todos os lotes fabricados pela Excelvision a partir de 5 de junho de 2026. Essa data marca o ponto a partir do qual as não conformidades foram identificadas. A medida deixa em aberto a possibilidade de que lotes anteriores a essa data possam continuar circulando, dependendo de análises adicionais.

A orientação da Anvisa aos consumidores é clara: não usar os produtos, verificar a rotulagem para identificar o local de fabricação e, caso possuam os itens suspeitos, entrar em contato com a fabricante. Quem tem esses colírios ou géis em casa precisa conferir se foram produzidos na fábrica da Excelvision e, se for o caso, descartá-los ou devolvê-los.

A empresa fabricante foi procurada para comentar a suspensão, mas até o momento do fechamento da reportagem não havia respondido. O silêncio deixa em aberto questões sobre como a Excelvision pretende resolver as não conformidades identificadas e se há planos para adequação dos processos de fabricação. Enquanto isso, consumidores que dependem desses medicamentos para cuidar da saúde ocular precisam buscar alternativas, e a Anvisa continua monitorando a situação para determinar os próximos passos.

A orientação aos consumidores é que não façam uso dos produtos, verifiquem a rotulagem para checar o local de fabricação e entrem em contato com a empresa
— Anvisa
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