Há mais de mil anos, quando o céu fechou sobre as ilhas do Pacífico e as chuvas rarearam por séculos, povos polinésios de Samoa e Tonga se viram diante de uma escolha existencial. Pesquisadores identificaram, por meio de isótopos de hidrogênio preservados em sedimentos antigos, que uma seca severa entre 850 e 1200 d.C. coincidiu com o pico populacional nessas ilhas — e com o início da maior expansão marítima da história humana pré-moderna. O que a tradição celebra como ousadia e engenho navegatório teve, ao fundo, a pressão silenciosa da escassez.
Seca severa pode explicar por que polinésios navegaram pelo Pacífico
A seca severa e prolongada entre 850-1200 d.C. comprometeu recursos críticos (água doce e alimento) nas ilhas do Pacífico, forçando populações a empreender perigosas migrações oceânicas.