Anvisa autoriza uso compassivo de polilaminina em jovem paraplégica após acidente

Ana Beatriz Stubinski, 22 anos, perdeu completamente os movimentos das pernas após ser atingida por galho de árvore, sofrendo lesão grave na medula espinhal que exigiu duas cirurgias de alta complexidade.
Agora é um milagre de Deus para ela voltar a andar
O pai de Ana Beatriz reage à aprovação do tratamento experimental após a filha perder os movimentos das pernas.

Em meio à dor de uma jovem de 22 anos que perdeu os movimentos das pernas após ser atingida por um galho de árvore em Curitiba, a ciência brasileira e o Estado se moveram com incomum rapidez. A Anvisa autorizou o uso compassivo da polilaminina — proteína sintética ainda em fase experimental — para Ana Beatriz Stubinski, cujo caso reúne a fragilidade da vida cotidiana, os limites da medicina convencional e a esperança depositada no conhecimento ainda em construção. Quando os caminhos conhecidos se fecham, a humanidade tende a buscar as fronteiras do possível.

  • Um galho caiu sem aviso em plena feira de inverno e transformou um passeio em família numa emergência de alta complexidade, deixando Ana Beatriz sem movimentos nas pernas.
  • Com lesão completa entre as vértebras T5 e T6 e apenas 9% de chance estatística de recuperação natural, o tempo para qualquer intervenção eficaz era brutalmente curto.
  • Médicos acionaram o mecanismo de uso compassivo — reservado a casos sem alternativa convencional — e submeteram documentação à Anvisa para autorizar uma proteína experimental ainda em fase de estudos.
  • A aprovação veio rapidamente, e o governo do Paraná disponibilizou aeronave para transportar a substância e os especialistas ao estado ainda no mesmo dia.
  • A família recebeu a notícia com esperança contida, enquanto a comunidade médica se prepara para acompanhar de perto os resultados deste tratamento inédito.

Na terça-feira 16 de junho, a Anvisa autorizou o uso compassivo da polilaminina para Ana Beatriz Stubinski, 22 anos, moradora de Valinhos, em São Paulo. Quatro dias antes, durante um passeio pela feira de inverno da Praça Osório, em Curitiba, um galho se desprendeu de uma árvore e a atingiu sem qualquer aviso. O impacto causou lesões no pulmão e uma fratura grave na medula espinhal entre as vértebras T5 e T6, levando à perda completa de sensibilidade e movimento nas pernas.

Ana passou por duas cirurgias de alta complexidade no Hospital do Trabalhador — a primeira para tratar um pneumotórax, a segunda para estabilizar a coluna. Com o risco imediato de morte controlado, ficou evidente que os meios convencionais não seriam suficientes: a lesão era completa, e pacientes nessa condição têm apenas 9% de chance de recuperação natural.

Foi então que os médicos recorreram ao uso compassivo, mecanismo previsto para situações em que a doença é considerada incurável e não há perspectiva de tratamento padrão. A polilaminina é uma proteína sintética desenvolvida no Brasil, ainda em fase de estudos, com potencial para estimular a regeneração de nervos e tecidos medulares danificados. A documentação foi encaminhada ao laboratório responsável, que a submeteu à Anvisa, e a aprovação veio rapidamente.

O pai de Ana recebeu a notícia com emoção e esperança: para ele, a autorização representa mais uma chance na vida da filha. O Governo do Paraná disponibilizou uma aeronave para transportar a substância e os especialistas ao estado ainda naquele dia. A Prefeitura de Curitiba, por sua vez, informou que a última revisão das árvores da Praça Osório havia sido feita em abril e que as circunstâncias do acidente seguem sendo apuradas.

Ana aguarda agora um tratamento que pode não funcionar — mas que, neste momento, representa a única chance que ela tem.

Na terça-feira 16 de junho, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária abriu uma porta que parecia fechada. Autorizou o uso compassivo da polilaminina em Ana Beatriz Stubinski, uma jovem de 22 anos que, quatro dias antes, havia perdido toda a sensibilidade e movimento nas pernas.

O acidente aconteceu no sábado anterior, durante um passeio pela feira de inverno da Praça Osório, em Curitiba. Ana estava visitando familiares quando um galho se desprendeu de uma árvore e a atingiu. Não havia chuva nem ventos fortes naquele momento — apenas um ramo que caiu. O impacto foi violento o suficiente para causar lesões graves no pulmão e uma fratura séria na medula espinhal, entre as vértebras T5 e T6. Ela foi levada ao Hospital do Trabalhador, onde os médicos descobriram que o trauma havia danificado não apenas os ossos, mas o tecido nervoso que controla o movimento das pernas.

Os dias seguintes foram de cirurgias. A primeira tratou um pneumotórax — ar escapando para a cavidade torácica — causado pelo trauma. A segunda tentou estabilizar a coluna vertebral. Ambas foram procedimentos de alta complexidade. Conforme o quadro clínico evoluía e o risco imediato de morte diminuía, ficou claro que Ana não recuperaria os movimentos por meios convencionais. A lesão era completa. Os médicos então iniciaram um processo diferente: solicitar autorização para um tratamento experimental.

A polilaminina é uma proteína sintética desenvolvida no Brasil que ainda está em fase de estudos. Seu mecanismo é promissor — estimular a regeneração de nervos e tecidos danificados na medula espinhal. Mas é importante entender o contexto: pacientes com lesão medular completa têm, segundo a literatura médica, apenas 9% de chance de recuperar algum movimento ou sensibilidade por processos naturais. Mitter Mayer, coordenador do programa de uso compassivo, explicou que este tipo de autorização existe justamente para situações excepcionais, quando a doença é considerada incurável e não há perspectiva de tratamento convencional. Nessas circunstâncias, os benefícios potenciais superam os riscos de um medicamento ainda em desenvolvimento.

A documentação foi encaminhada ao laboratório responsável pela polilaminina, que a submeteu à Anvisa. A aprovação veio rápido. O pai de Ana recebeu a notícia com emoção contida e esperança: "A Ana vai ter mais uma chance na vida dela. Agora é um milagre de Deus para ela voltar a andar". A mãe, Vanessa Stubinski, e a irmã, Andressa Tozato Gonçalves, também acompanharam cada passo do processo desde aquele sábado quando Ana relatou imediatamente a perda de sensibilidade nas pernas.

Para viabilizar a aplicação, o Governo do Paraná disponibilizou uma aeronave para transportar a substância e os especialistas envolvidos no programa. A polilaminina deveria chegar ao estado ainda naquele dia de terça-feira. Enquanto isso, a Prefeitura de Curitiba informou que a Secretaria Municipal do Meio Ambiente mantém monitoramento permanente da arborização urbana e que a última revisão geral das árvores da Praça Osório havia sido realizada em abril. O município também comunicou que continuava apurando as circunstâncias do acidente.

Ana Stubinski, moradora de Valinhos em São Paulo, agora aguarda um tratamento que pode não funcionar. Mas é a chance que tinha. E essa chance, neste momento, é tudo.

Quem tem uma lesão completa na medula, segundo a medicina e os históricos da ciência, tem a possibilidade de, no máximo, 9% de chance de voltar a ter algum movimento ou alguma sensibilidade
— Mitter Mayer, coordenador do programa de uso compassivo
A Ana vai ter mais uma chance na vida dela. Vamos continuar orando pela Ana, porque agora é um milagre de Deus para ela voltar a andar, se reabilitar e voltar a ter a vida dela
— Pai de Ana Beatriz Stubinski
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que a Anvisa levou apenas alguns dias para autorizar um medicamento ainda em estudos?

Model

Porque o uso compassivo é uma categoria diferente. Não é aprovação para venda em farmácia. É uma exceção para quando o paciente não tem nenhuma outra opção — a medicina convencional já fez tudo que podia fazer.

Inventor

E se não funcionar? Qual é o risco para Ana?

Model

Honestamente, ninguém sabe ao certo. A polilaminina ainda está em fase de estudos. Mas quando você tem 9% de chance natural de recuperação, o cálculo muda. Os riscos de tentar algo experimental ficam menores que os riscos de não fazer nada.

Inventor

A família dela parece estar colocando muita esperança nisso.

Model

Estão. Mas também entendem que é experimental. O pai dela disse que agora é um milagre de Deus. Ele não está dizendo que é garantido — está dizendo que é uma chance que não existia antes.

Inventor

Como uma árvore em uma praça pública causa um acidente assim?

Model

Um galho caiu. Não havia chuva nem vento forte. Às vezes a árvore envelhece, o galho fica fraco. A prefeitura diz que fez revisão em abril. Mas um galho caiu mesmo assim, e uma jovem de 22 anos perdeu a capacidade de caminhar.

Inventor

O que acontece agora?

Model

Agora a substância chega ao Paraná, é aplicada em Ana, e a comunidade médica acompanha. Ninguém sabe o resultado. Mas pela primeira vez desde o acidente, há algo além de espera.

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