Hospital Márcio Cunha realiza primeira ablação de fibrilação atrial com mapeamento eletroanatômico

Um mapa tridimensional que orienta o médico com muito mais precisão
Como o mapeamento eletroanatômico transforma a forma como os cardiologistas guiam o procedimento de ablação.

No coração do Vale do Aço, o Hospital Márcio Cunha abriu um novo horizonte terapêutico ao realizar, pela primeira vez, ablações de fibrilação atrial guiadas por mapeamento eletroanatômico tridimensional. Quatro pacientes foram tratados com uma técnica que une precisão digital e mínima invasividade, reduzindo riscos e ampliando as chances de cura de uma das arritmias mais silenciosamente perigosas da medicina moderna. O gesto clínico é também um gesto social: uma região de 1,6 milhão de pessoas passa a ter acesso local a um cuidado que antes exigia deslocamentos e distâncias.

  • A fibrilação atrial afeta silenciosamente milhões de pessoas, elevando o risco de AVC e comprometendo a qualidade de vida com sintomas que vão de palpitações a tontura.
  • Quatro pacientes foram submetidos com sucesso a um procedimento que, sem abrir o tórax, elimina os focos elétricos responsáveis pela arritmia usando cateteres guiados por imagem 3D em tempo real.
  • A tecnologia de mapeamento eletroanatômico reduz significativamente a exposição à radiação e oferece ao médico uma precisão cirúrgica que os métodos convencionais não alcançam.
  • Uma equipe multidisciplinar — dois eletrofisiologistas, anestesiologista, residente, cinco técnicos de enfermagem e especialistas externos — consolidou o domínio da técnica sob supervisão de um preceptor experiente.
  • O HMC, referência regional há mais de 60 anos, reafirma seu papel como porta de entrada para terapias cardiovasculares de ponta para 87 municípios mineiros.

O Hospital Márcio Cunha escreveu um novo capítulo em sua história ao realizar, pela primeira vez, ablações de fibrilação atrial com mapeamento eletroanatômico — tecnologia que constrói uma representação tridimensional do coração em tempo real, integrando anatomia e sinais elétricos numa única imagem computadorizada. Quatro pacientes passaram pelo procedimento minimamente invasivo com sucesso.

A fibrilação atrial é a arritmia sustentada mais comum, e seus riscos vão além dos sintomas visíveis: a doença aumenta significativamente a probabilidade de acidente vascular cerebral. A ablação por cateter já era uma alternativa aos medicamentos, mas o mapeamento eletroanatômico eleva o procedimento a outro patamar — mais preciso, mais seguro e com menor exposição à radiação, conforme explicaram os cardiologistas eletrofisiologistas Dr. Raphael Diniz e Dra. Thatiane Olivier Ticom, que conduziram as intervenções.

A capacitação da equipe contou com a presença do Dr. Marcos França, do Centro de Tratamento de Arritmias, que atuou como preceptor durante os procedimentos. Ao lado dos dois especialistas, participaram anestesiologista, residente, técnicos de enfermagem e profissionais da empresa Syncrony Heart, responsável pelo sistema de mapeamento.

Com mais de 60 anos de atuação, 558 leitos e atendimento a 87 municípios de Minas Gerais, o HMC é o primeiro hospital do país a receber acreditação ONA III e figura há sete anos consecutivos entre os melhores do Brasil. A incorporação dessa tecnologia reforça seu compromisso com a inovação e amplia o acesso da população do Vale do Aço a tratamentos cardiovasculares modernos sem precisar sair da região.

O Hospital Márcio Cunha marcou um novo capítulo em sua trajetória de inovação cardiovascular ao executar, pela primeira vez em sua história, uma série de procedimentos de ablação para fibrilação atrial usando tecnologia de mapeamento eletroanatômico. Quatro pacientes passaram pela intervenção minimamente invasiva, que representa um salto qualitativo no arsenal terapêutico disponível para tratar as arritmias cardíacas mais comuns.

A fibrilação atrial é a alteração do ritmo cardíaco sustentada mais frequente na população. Seus sintomas — palpitações, falta de ar, cansaço, tontura — afetam a qualidade de vida dos pacientes, mas o risco maior é silencioso: a doença aumenta significativamente a probabilidade de acidente vascular cerebral. A ablação oferece uma alternativa aos medicamentos convencionais. O procedimento funciona introduzindo cateteres pela circulação sanguínea para eliminar os focos elétricos responsáveis pela arritmia, sem necessidade de abrir o tórax.

O que torna essa série de procedimentos especial é a tecnologia que os guiou. O mapeamento eletroanatômico cria uma representação tridimensional do coração em tempo real, integrando imagens anatômicas com os sinais elétricos capturados durante a intervenção. Essa visualização em três dimensões no computador oferece ao médico uma precisão muito maior do que os métodos convencionais, permitindo identificar com exatidão os circuitos elétricos defeituosos e eliminá-los com segurança aumentada.

O Dr. Raphael Diniz, um dos cardiologistas eletrofisiologistas que conduziram os procedimentos, explicou que a tecnologia reduz significativamente a exposição à radiação — uma preocupação importante em procedimentos cardíacos — enquanto melhora a eficiência e a resolutividade da ablação. A Dra. Thatiane Olivier Ticom, também eletrofisiologista do hospital, reforçou que a inovação não apenas torna o procedimento mais preciso e seguro, mas também aumenta as chances de sucesso do tratamento, proporcionando aos pacientes uma qualidade de vida melhor.

A implementação dessa tecnologia no HMC contou com o apoio do Dr. Marcos França, do Centro de Tratamento de Arritmias, que atuou como preceptor, treinando e acompanhando a equipe durante os procedimentos. Essa capacitação foi essencial para consolidar o domínio da nova técnica entre os profissionais. A operação envolveu uma equipe multidisciplinar: além dos dois cardiologistas, participaram o anestesiologista Dr. Lucas Etiene, o residente Igor Melo, cinco técnicos de enfermagem e especialistas da empresa Syncrony Heart, que forneceu o sistema de mapeamento.

O Hospital Márcio Cunha, instituição de alta complexidade com mais de 60 anos de atuação, atende a uma população de 1,6 milhão de habitantes em 87 municípios de Minas Gerais. Com 558 leitos distribuídos em três unidades — incluindo uma exclusiva para oncologia — o hospital realiza anualmente cerca de 5.580 partos, 35 mil internações e mais de 17 mil cirurgias. Foi o primeiro hospital do país a receber acreditação de excelência (ONA III) da Organização Nacional de Acreditação e figura há sete anos consecutivos entre as melhores unidades hospitalares do Brasil segundo a revista Newsweek, ocupando a sexta posição em Minas Gerais.

Com esses primeiros procedimentos de ablação com mapeamento eletroanatômico, o HMC reafirma seu compromisso com a inovação tecnológica e a qualificação contínua de suas equipes. A iniciativa amplia o acesso da população do Vale do Aço a terapias cardiovasculares modernas e cada vez mais seguras, consolidando a instituição como referência regional em cardiologia de alta complexidade.

Essa tecnologia veio para auxiliar na realização da ablação de diversas arritmias, utilizando um mapeamento tridimensional em tempo real do coração que orienta o médico com muito mais precisão
— Dr. Raphael Diniz, cardiologista eletrofisiologista do HMC
A tecnologia permite uma visualização muito mais detalhada da anatomia cardíaca e dos circuitos elétricos responsáveis pelas arritmias, tornando o procedimento mais preciso e seguro, além de reduzir a exposição à radiação
— Dra. Thatiane Olivier Ticom, cardiologista eletrofisiologista do HMC
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que essa tecnologia de mapeamento eletroanatômico é tão diferente do que o hospital fazia antes?

Model

Antes, os médicos tinham que se guiar principalmente por fluoroscopia — basicamente raios-X em tempo real — para navegar os cateteres dentro do coração. Era como dirigir de olhos meio fechados. Agora eles têm um mapa tridimensional preciso que mostra tanto a anatomia quanto os sinais elétricos. É a diferença entre um mapa de papel e um GPS.

Inventor

E isso muda o resultado para o paciente?

Model

Muda bastante. Primeiro, menos radiação — isso importa porque alguns pacientes precisam de múltiplos procedimentos. Segundo, o médico consegue ser muito mais preciso ao eliminar os focos da arritmia, aumentando as chances de sucesso. Terceiro, procedimento mais rápido e seguro. Tudo isso junto significa melhor qualidade de vida pós-tratamento.

Inventor

Quatro pacientes é um número pequeno. Como o hospital vai expandir isso?

Model

É verdade que começaram com quatro, mas o importante é que a equipe foi treinada. O Dr. Marcos França veio de um centro de referência especificamente para capacitar os profissionais do HMC. Agora eles dominam a técnica e podem oferecer isso rotineiramente.

Inventor

Qual é o risco da fibrilação atrial que as pessoas não veem?

Model

O risco silencioso é o AVC. A arritmia causa turbulência no fluxo sanguíneo dentro do coração, o que favorece a formação de coágulos. Esses coágulos podem viajar para o cérebro. Muita gente sente palpitações e cansaço, mas subestima o perigo real.

Inventor

Por que um hospital do Vale do Aço está investindo em tecnologia tão sofisticada?

Model

Porque serve 1,6 milhão de pessoas em 87 municípios. A fibrilação atrial é comum — é a arritmia mais frequente na população. Se você quer ser um hospital de referência regional, precisa oferecer o melhor tratamento disponível, não apenas o básico.

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