Em um momento em que a medicina neurológica avança para além do simples alívio sintomático, a Anvisa aprovou o Aquipta — um medicamento oral que age preventivamente contra a enxaqueca ao bloquear o receptor CGRP, proteína central nos mecanismos que desencadeiam as crises. A decisão, publicada no Diário Oficial, beneficia potencialmente os milhões de brasileiros que convivem com uma condição que afeta 15% da população mundial e compromete profundamente a qualidade de vida. Antes de chegar às farmácias, o fármaco ainda aguarda a regulação de preços pela CMED — um passo burocrático que separa a a
Anvisa aprova Aquipta, novo medicamento oral para prevenção de enxaqueca
Bloqueia a dor antes dela começar, não depois
Por que essa aprovação importa agora? Já existem medicamentos para enxaqueca.
A diferença está no mecanismo. Os medicamentos tradicionais aliviam a dor depois que ela começa. O Aquipta previne a crise inteira bloqueando uma proteína chamada CGRP que causa a inflamação.
Mas é importante notar que o medicamento só é indicado para quem tem pelo menos quatro crises por mês. Não é para qualquer pessoa com enxaqueca ocasional.
E quanto ao preço? Quando as pessoas vão poder comprar?
A Anvisa aprovou, mas agora precisa passar pela CMED, que define os preços. Não há data prevista para chegar às farmácias.
E aqui está o ponto: aprovação não é o mesmo que disponibilidade. O medicamento já está em farmácias na Europa e nos EUA há tempos, mas no Brasil ainda é uma incógnita.
Quantas pessoas no Brasil poderiam se beneficiar disso?
Se 15% da população mundial tem enxaqueca, estamos falando de milhões de brasileiros. Mas nem todos têm enxaqueca crônica o suficiente para se qualificar.
Exatamente. Os estudos que comprovaram a eficácia foram mencionados, mas não temos os números específicos de quantos pacientes responderam bem ao tratamento.
Então é uma vitória, mas com ressalvas?
É uma vitória real para quem sofre com enxaqueca crônica. Amplia as opções terapêuticas. Mas sim, há ressalvas sobre acesso e preço.
E vale lembrar que a Pfizer já tinha aprovado um medicamento similar em maio. Então o mercado está se movimentando, mas lentamente.
El Pulso
- A enxaqueca crônica afeta cerca de 15% da população mundial e permanecia sem opções preventivas orais modernas no Brasil — uma lacuna terapêutica significativa para milhões de pacientes.
- O Aquipta representa uma ruptura com a abordagem tradicional: em vez de apenas aliviar a dor já instalada, bloqueia o receptor CGRP e interrompe o processo que desencadeia as crises antes que elas comecem.
- A Anvisa publicou a aprovação na Resolução nº 3.458, autorizando duas dosagens do atogepanto, após estudos clínicos comprovarem eficácia em adultos com ao menos quatro episódios mensais de enxaqueca.
- Apesar de já ser comercializado na Europa e nos Estados Unidos, o medicamento ainda depende da análise da CMED para definição de preços — sem previsão de data para chegar às farmácias brasileiras.
- Esta é a segunda aprovação brasileira de um medicamento da classe dos antagonistas do CGRP em 2026, sinalizando uma transformação estrutural na forma como o país trata a enxaqueca.
Em um momento em que a medicina neurológica avança para além do simples alívio sintomático, a Anvisa aprovou o Aquipta — um medicamento oral que age preventivamente contra a enxaqueca ao bloquear o receptor CGRP, proteína central nos mecanismos que desencadeiam as crises. A decisão, publicada no Diário Oficial, beneficia potencialmente os milhões de brasileiros que convivem com uma condição que afeta 15% da população mundial e compromete profundamente a qualidade de vida. Antes de chegar às farmácias, o fármaco ainda aguarda a regulação de preços pela CMED — um passo burocrático que separa a aprovação científica do acesso real ao tratamento.
A Anvisa aprovou o Aquipta, medicamento oral com princípio ativo atogepanto hidratado, desenvolvido para prevenir enxaquecas episódicas e crônicas. Diferente dos tratamentos convencionais, ele não age apenas após o início da dor: bloqueia o receptor do peptídeo CGRP, proteína diretamente envolvida na transmissão da dor e na ativação das crises. O fármaco é indicado preventivamente para adultos com pelo menos quatro episódios mensais de enxaqueca e foi autorizado em duas apresentações — 10 mg e 60 mg — em caixas com 28 unidades.
A decisão foi publicada no Diário Oficial da União e representa um avanço concreto para os pacientes brasileiros, embora a chegada do produto às farmácias ainda dependa da análise da CMED, câmara responsável por definir os preços dos medicamentos no país. A AbbVie Farmacêutica, responsável pela comercialização, não informou previsão para o início das vendas. Fernando Mos, diretor médico da empresa no Brasil, destacou que viver com enxaqueca pode ser debilitante e que o objetivo do tratamento é oferecer às pessoas mais dias livres de crises e maior controle sobre suas próprias vidas.
O Aquipta não chega sozinho a esse território: em maio deste ano, a Anvisa já havia aprovado o Nurtec ODT, da Pfizer, que também atua no bloqueio do CGRP. Juntas, as duas aprovações marcam uma virada na abordagem terapêutica da enxaqueca no Brasil — condição neurológica que afeta cerca de 15% da população mundial e que, segundo o Ministério da Saúde, representa um problema de saúde pública de grande magnitude.
A Anvisa aprovou nesta terça-feira o Aquipta, um medicamento oral desenvolvido para prevenir enxaquecas episódicas e crônicas. O fármaco, cujo princípio ativo é o atogepanto hidratado, será comercializado pela AbbVie Farmacêutica e representa uma mudança significativa na abordagem terapêutica da doença: em vez de agir apenas após o início da dor, o medicamento bloqueia uma via fundamental envolvida na transmissão da dor e nos mecanismos que desencadeiam as crises.
O atogepanto funciona como um antagonista seletivo do receptor do peptídeo relacionado ao gene da calcitonina, conhecido como CGRP. Ao bloquear a ligação dessa proteína ao seu receptor, o medicamento interfere em um dos principais processos envolvidos na fisiopatologia da enxaqueca. O CGRP participa ativamente da transmissão da dor e da ativação das vias que causam as crises, tornando-o um alvo estratégico para a prevenção. A aprovação da Anvisa ocorreu após estudos comprovarem a eficácia do fármaco, que é indicado de forma preventiva para adultos que apresentam pelo menos quatro episódios de enxaqueca por mês.
A agência autorizou o medicamento em duas apresentações: 10 miligramas e 60 miligramas, ambas em caixas com 28 unidades. A decisão foi publicada na Resolução nº 3.458 no Diário Oficial da União. Embora o Aquipta já seja comercializado em países europeus e nos Estados Unidos, sua chegada às farmácias brasileiras ainda depende de uma etapa adicional: a análise da CMED, a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, que estabelece os preços dos fármacos no país com base em diversos critérios e referências internacionais. Segundo comunicado da AbbVie Brasil, não há previsão definida para o início da comercialização.
Fernando Mos, diretor médico da AbbVie Brasil, afirmou que a aprovação reforça o compromisso da empresa com o avanço científico e a ampliação das alternativas terapêuticas disponíveis. Ele destacou que viver com enxaqueca pode ser debilitante e que as pessoas continuam enfrentando uma necessidade médica significativa ainda não totalmente atendida, ressaltando que o objetivo é ajudar os pacientes a terem menos dias de enxaqueca e maior controle sobre suas vidas.
Esta não é a primeira aprovação de um medicamento dessa classe no Brasil. Em maio deste ano, a Anvisa já havia autorizado o Nurtec ODT, da Pfizer, que também atua no bloqueio da ação do CGRP. O hemisulfato de rimegepanto sesqui-hidratado, princípio ativo do Nurtec, pertence à mesma nova classe de medicamentos voltados ao tratamento direto da doença, marcando uma transformação na forma como a enxaqueca é abordada terapeuticamente.
A enxaqueca é uma doença neurológica caracterizada por crises recorrentes de dor de cabeça de intensidade moderada a grave, frequentemente acompanhada de náuseas, vômitos e sensibilidade à luz e ao som. Segundo o Ministério da Saúde, a condição atinge cerca de 15% da população mundial, tornando-a um problema de saúde pública significativo. A aprovação do Aquipta amplia as opções disponíveis para os milhões de brasileiros que sofrem com essa condição crônica e debilitante.
Citas Notables
Viver com enxaqueca pode ser debilitante e as pessoas continuam enfrentando uma necessidade médica significativa ainda não atendida— Fernando Mos, diretor médico da AbbVie Brasil