Em um momento em que a aviação global busca eficiência e novas formas de mobilidade aérea, o Brasil se prepara para ocupar um lugar inédito na história da certificação aeronáutica. A Anac deve homologar, entre setembro e outubro, o E2TS — sistema de decolagem automática da Embraer que otimiza consumo de combustível em tempo real —, tornando-se a primeira autoridade do mundo a validar essa tecnologia. Mais do que um ato regulatório, trata-se de um gesto estratégico: ao integrar o grupo internacional CMT ao lado de Estados Unidos, Canadá e França, o Brasil aspira a transformar seus padrões em re
Anac certificará tecnologia de decolagem automática da Embraer em setembro ou outubro
O Brasil será protagonista nessa tecnologia; estamos nessa corrida mundial
Por que o Brasil certificar essa tecnologia primeiro importa tanto?
Porque quando uma autoridade respeitada certifica algo, outras tendem a aceitar. O Brasil faz parte de um grupo com EUA, Canadá e França. Se a Anac disser que o E2TS é seguro, esses países provavelmente concordam. Isso economiza tempo para a Embraer e para as companhias aéreas que querem usar a tecnologia.
E quanto ao eVTOL? Por que a Anac quer ser a primeira a certificar?
Porque quem certifica primeiro estabelece o padrão. Se o Brasil fizer uma regulação bem pensada para esses táxis aéreos elétricos, outros países podem copiar. Isso dá ao Brasil influência tecnológica e à Embraer, através da Eve, uma vantagem competitiva enorme.
Mas o eVTOL ainda não existe comercialmente. Como certificar algo que não está pronto?
Exatamente. Por isso a Anac está sendo cuidadosa. Eles estão conversando com outras agências agora, preparando a regulação, mas não vão certificar até que o equipamento esteja realmente seguro. A meta é 2028, quando a Eve espera ter seu primeiro voo comercial.
Três mil cartas de intenção de compra parecem muitas. Isso é real?
Cartas de intenção não são vendas. São promessas de interesse. Mas mostram que há mercado. Alguém acredita que vai querer comprar esses aparelhos quando estiverem prontos e certificados.
O que muda para o passageiro comum com essas tecnologias?
Com o E2TS, talvez nada visível. Mas a conta de passagem pode cair porque o combustível custa menos. Com o eVTOL, muda tudo: em vez de ônibus ou táxi na rua, você pega um táxi aéreo elétrico. Menos trânsito, menos poluição, mais rápido.
Il Polso
- A corrida para certificar tecnologias aeronáuticas de próxima geração é global, e o Brasil acaba de assumir a dianteira ao se preparar para homologar o E2TS antes de qualquer outra autoridade do mundo.
- O sistema automatiza a decolagem calculando em tempo real o ângulo e o perfil de subida ideais, reduzindo o consumo de combustível justamente na fase do voo que mais exige energia — um alívio direto nos custos das companhias aéreas.
- A certificação brasileira não ficará restrita ao país: por meio do CMT, o padrão definido pela Anac tende a ser reconhecido pelos EUA, Canadá e França, acelerando a adoção mundial da tecnologia.
- Além do E2TS, a Anac mira ser a primeira agência do mundo a certificar aeronaves elétricas eVTOL, com o primeiro voo comercial previsto para o Brasil até 2028 — cronograma que inclui a subsidiária Eve, da Embraer, com cerca de três mil cartas de intenção de compra já em mãos.
- O desafio agora é garantir que equipamentos estejam seguros e que as regulações sejam harmonizadas internacionalmente, evitando padrões incompatíveis que fragmentariam o mercado global.
Em um momento em que a aviação global busca eficiência e novas formas de mobilidade aérea, o Brasil se prepara para ocupar um lugar inédito na história da certificação aeronáutica. A Anac deve homologar, entre setembro e outubro, o E2TS — sistema de decolagem automática da Embraer que otimiza consumo de combustível em tempo real —, tornando-se a primeira autoridade do mundo a validar essa tecnologia. Mais do que um ato regulatório, trata-se de um gesto estratégico: ao integrar o grupo internacional CMT ao lado de Estados Unidos, Canadá e França, o Brasil aspira a transformar seus padrões em referência global para a aviação do futuro.
A Agência Nacional de Aviação Civil deve conceder, entre setembro e outubro, a certificação para o E2TS — sistema de decolagem automática desenvolvido internamente pela Embraer. Será um marco duplo: a primeira vez que uma fabricante recebe essa tecnologia certificada e a primeira vez que uma autoridade aeronáutica global a valida. O Brasil chega antes de todos.
O E2TS automatiza a fase de decolagem calculando em tempo real o melhor ângulo de subida e o perfil de voo ideal, considerando condições meteorológicas do momento. O resultado é uma operação mais eficiente, com menos combustível consumido justamente quando o voo mais exige energia — o que representa redução concreta nos custos operacionais das companhias aéreas.
A posição estratégica do Brasil se amplifica pelo fato de o país integrar o CMT, grupo internacional de harmonização que inclui também Estados Unidos, Canadá e França. Quando uma dessas autoridades certifica uma inovação, as demais tendem a reconhecer o padrão, acelerando sua adoção mundial. A certificação brasileira do E2TS pode, portanto, se tornar a referência global.
Mas a Anac não para por aí. A agência também se prepara para ser a primeira do mundo a certificar aeronaves elétricas de pouso e decolagem verticais, os eVTOL. O cronograma prevê o primeiro voo comercial no Brasil até 2028. A Embraer controla a Eve, subsidiária que desenvolve um eVTOL com operação prevista no Brasil e nos Estados Unidos nesse mesmo período — e que já acumula cerca de três mil cartas de intenção de compra.
O processo regulatório avança em diálogo com agências de outros países, com o objetivo de construir um marco global coerente. O que está em jogo é a consolidação do Brasil como referência mundial em tecnologias aeronáuticas de próxima geração — uma liderança que, se confirmada nos prazos previstos, promete redefinir o papel do país na aviação dos próximos anos.
A Agência Nacional de Aviação Civil espera conceder, entre setembro e outubro, a certificação para uma tecnologia de decolagem automática desenvolvida pela Embraer. O sistema, batizado de E2TS (Embraer Enhanced Take-Off System), representa um marco: será a primeira vez que uma autoridade aeronáutica global certifica essa capacidade, e o Brasil será quem fará isso em primeiro lugar.
O presidente da Anac destacou a importância do momento. A Embraer desenvolveu a tecnologia internamente, será a primeira fabricante a recebê-la certificada, e o Brasil será o primeiro país a validá-la. Isso coloca o país em posição estratégica no cenário aeronáutico global. A certificação brasileira poderá servir como modelo para outras nações porque o Brasil integra o CMT (Certification Management Team), um grupo internacional de harmonização que inclui também Estados Unidos, Canadá e França. Quando uma dessas autoridades certifica uma inovação, as outras tendem a reconhecer o padrão, acelerando a adoção mundial.
O E2TS funciona automatizando a fase de decolagem das aeronaves. O sistema calcula em tempo real o melhor ângulo de subida e o perfil de voo ideal, levando em conta variáveis como as condições meteorológicas do momento. O resultado é uma operação mais eficiente: menos combustível consumido em um dos momentos do voo que mais demanda energia. Para as companhias aéreas, isso significa redução significativa nos custos operacionais.
Mas a Anac não está focada apenas no E2TS. A agência também se prepara para ser a primeira autoridade aeronáutica do mundo a certificar aeronaves elétricas de pouso e decolagem verticais, conhecidas como eVTOL. O presidente da Anac afirmou que o Brasil quer ser protagonista nessa corrida tecnológica global. O cronograma prevê que o primeiro voo comercial de um eVTOL no Brasil aconteça até 2028, e a certificação também deve sair nesse ano.
O processo já está em andamento dentro da autarquia. A prioridade agora é garantir que os equipamentos estejam prontos e seguros antes de qualquer certificação ser emitida. A Anac está em diálogo com outras agências de aviação de diferentes países para harmonizar as regulações, evitando que cada nação crie seus próprios padrões incompatíveis. O objetivo é estabelecer um marco regulatório global que o Brasil ajude a liderar.
A Embraer controla a Eve, uma subsidiária que está desenvolvendo um eVTOL com previsão de operação comercial no Brasil e nos Estados Unidos a partir de 2028. Em agosto, executivos da Embraer informaram que a Eve já havia recebido cerca de três mil cartas de intenção de compra de potenciais clientes. Isso sugere demanda real pelo produto, ainda que a tecnologia ainda não tenha sido certificada.
O que está em jogo é mais do que uma certificação técnica. O Brasil está tentando se posicionar como referência mundial em tecnologias aeronáuticas de próxima geração. Se conseguir certificar tanto o E2TS quanto o eVTOL nos prazos previstos, consolidará sua liderança em um setor que promete transformar a aviação nos próximos anos.
Citazioni salienti
É uma tecnologia que temos que nasceu aqui e pode ir para o mundo. A Embraer foi a primeira a desenvolver essa tecnologia, será a primeira a ter a certificação e a Anac será a primeira autoridade certificadora do mundo— Presidente da Anac
O Brasil será protagonista nessa tecnologia; estamos nessa corrida mundial e trabalhando muito forte para sermos líderes na tecnologia e referência mundial— Presidente da Anac