Ana Coutinho assume CEO da Galeria em reestruturação estratégica

É impossível fazer as duas coisas ao mesmo tempo
Eduardo Simon explicando por que deixou o comando da Galeria para se dedicar à holding.
Mark

Por que Simon decidiu sair do comando da Galeria agora, quando a agência está crescendo?

Mimi

Ele fundou a Galeria Holding há dois anos e percebeu que não conseguia dar atenção adequada aos dois negócios simultaneamente. A holding reúne 13 empresas e exige governança clara — era uma questão de prioridade e realismo.

Mark

Ana Coutinho foi preparada especificamente para isso?

Mimi

Sim, durante mais de um ano. Simon a colocou à frente de clientes, a expandiu para áreas além de negócios — criação, estratégia, mídia — para que a transição fosse natural tanto para ela quanto para os clientes.

Mark

E por que trazer Rafael Ziggy agora, vindo de fora?

Mimi

A Galeria cresceu e precisa de renovação criativa. Ziggy traz uma perspectiva diferente, especialmente em storytelling. Ao lado de Daijó, que é mais forte em direção de arte, formam uma dupla complementar.

Mark

Daijó não sentia que merecia ser o único CCO?

Mimi

Daijó estava focado em clientes específicos. A escolha por dois CCOs não é um rebaixamento — é reconhecer que a escala da agência exige mais de uma visão criativa, e que a complementaridade deles é mais valiosa que uma hierarquia única.

Mark

Como Ziggy se sente saindo da Droga5 para uma agência menor?

Mimi

Ele viu a ambição criativa da Galeria como atrativa. Não é sobre tamanho — é sobre o que você pode fazer. A Galeria projeta R$ 2,8 bilhões em faturamento este ano, então não é exatamente pequena.

Mark

Isso é uma reestruturação ou uma sucessão planejada?

Mimi

É ambas as coisas. Simon não saiu — mudou de papel. Todos os sócios-fundadores continuam no conselho. É mais uma clarificação de quem faz o quê, com a agência em mãos mais jovens enquanto a holding fica com os fundadores.

  • A Galeria chega perto dos cinco anos com uma estrutura de 13 empresas e quase R$ 3 bilhões em faturamento projetado, escala que tornou insustentável a gestão simultânea da agência e da holding por uma só pessoa.
  • Eduardo Simon, fundador e até então CEO da agência, migra integralmente para a Galeria Holding, enquanto Rafael Urenha deixa o cargo de CCO para atuar nas oportunidades criativas de todo o portfólio do grupo.
  • Ana Coutinho, preparada para o papel ao longo de mais de um ano com exposição crescente a criação, estratégia, mídia e operação, assume o comando com o desafio de equilibrar continuidade e renovação.
  • A dupla de co-CCOs Phil Daijó e Rafael Ziggy — este último recém-saído da Droga5 São Paulo — combina expertise em direção de arte e storytelling para sustentar a ambição criativa da agência em sua nova fase.
  • A reestruturação formaliza também o Conselho da Galeria Holding, com Simon, Urenha e Paulo Ilha, sinalizando uma governança mais clara para um grupo em expansão acelerada.

Toda estrutura que cresce precisa, em algum momento, redistribuir o peso de suas responsabilidades. Na Galeria, agência que se aproxima de cinco anos de existência e projeta R$ 2,8 bilhões em faturamento para 2026, esse momento chegou: Ana Coutinho assume a cadeira de CEO, enquanto o fundador Eduardo Simon volta sua atenção à holding que reúne 13 empresas do grupo. É uma transição que não nasce da crise, mas da maturidade — o reconhecimento de que liderar bem exige escolher onde estar.

Ana Coutinho assume a CEO da Galeria em um momento em que a agência se aproxima de cinco anos de operação e o grupo que a abriga projeta R$ 2,8 bilhões em faturamento para 2026. A mudança foi motivada por uma decisão tomada dois anos atrás, quando o fundador Eduardo Simon criou a Galeria Holding para reunir as 13 empresas do grupo e percebeu que não era possível conduzir os dois negócios ao mesmo tempo. Com Simon dedicado integralmente à holding, Rafael Urenha, co-fundador e até então CCO da agência, também migra para atuar nas frentes criativas de todo o portfólio.

Coutinho foi preparada para o cargo ao longo de pouco mais de um ano, expandindo sua atuação para além de negócios e passando a transitar por criação, estratégia, mídia e operação. Simon foi colocando-a progressivamente à frente dos clientes para garantir uma transição sem rupturas. Sua prioridade declarada é manter o que funciona enquanto traz frescor para a agência.

No campo criativo, Phil Daijó — presente na Galeria desde o início e com passagens por contas como McDonald's, Vivo, Havaianas e Itaú — é promovido a CCO. Ao seu lado chega Rafael Ziggy, ex-Droga5 São Paulo, reconhecido por sua força em storytelling. A complementaridade entre os dois, Daijó na direção de arte e Ziggy na narrativa, foi considerada estratégica por Urenha para esta nova fase. Os dois já trabalharam com Urenha em períodos distintos na DPZ&T, o que facilita a dinâmica. 'Mesmo onde discordamos, é positivo, pois vira um debate criativo produtivo', disse Daijó.

A reestruturação também formalizou o Conselho da Galeria Holding, composto por Simon, Urenha e Paulo Ilha, terceiro sócio-fundador que permanece como chief media officer da agência. O movimento marca uma nova fase de governança para o grupo, com papéis definidos e liderança executiva renovada.

Ana Coutinho assume o comando da Galeria em momento de transição estratégica para a agência, que se aproxima de completar cinco anos de operação. Ela substitui Eduardo Simon, sócio-fundador que agora dedica sua atenção integral à Galeria Holding, a estrutura que reúne as 13 empresas do grupo e projeta faturamento de R$ 2,8 bilhões para este ano.

A reestruturação reflete uma decisão tomada há dois anos, quando Simon fundou a holding e começou a perceber que não era possível conduzir simultaneamente os negócios da agência e da estrutura maior. "É impossível fazer as duas coisas ao mesmo tempo", explicou Simon sobre a mudança. Com a saída de Simon do dia a dia da Galeria, Rafael Urenha, também sócio-fundador, deixa sua posição como chief creative officer para se concentrar nas oportunidades criativas em todo o portfólio do grupo.

Coutinho vinha sendo preparada para a posição de CEO há pouco mais de um ano, período em que ampliou sua atuação para além da área de negócios, passando a atuar também em criação, estratégia, mídia e operação. Simon, segundo ela, foi generosamente a colocando à frente de clientes para garantir uma transição fluida. Sua prioridade agora é equilibrar continuidade com renovação — manter o que funciona enquanto traz frescor para a agência.

No lado criativo, Phil Daijó é promovido a chief creative officer. Daijó está na Galeria desde o início e trabalhou com praticamente todas as contas da agência, de McDonald's e Vivo a Havaianas, além de clientes mais recentes como Itaú, JHSF e Betfair. Ao seu lado, no mesmo cargo, chega Rafael Ziggy, cuja saída da Droga5 São Paulo foi comunicada na semana anterior. A escolha por uma dupla de CCOs responde ao crescimento de escala da agência. Daijó traz expertise em direção de arte, enquanto Ziggy é conhecido por sua força em storytelling — uma complementaridade que Urenha considera estratégica para esta nova fase.

Ziggy afirmou que a ambição criativa da Galeria foi determinante para sua decisão de aceitar o desafio. Ele e Daijó já vêm trocando ideias sobre as particularidades de cada cliente. "Temos uma sinergia muito boa. Mesmo onde discordamos, é positivo, pois vira um debate criativo produtivo", disse Daijó. Ambos trabalharam com Urenha em períodos diferentes na DPZ&T, o que facilita a dinâmica entre eles.

A reestruturação também formalizou o Conselho da Galeria Holding, composto por Simon, Urenha e Paulo Ilha, o terceiro sócio-fundador que permanece à frente da área de mídia da agência como chief media officer. A mudança marca um momento de clareza governamental para o grupo, com papéis definidos e uma liderança executiva renovada na agência.

Comecei a sentir que era necessário um papel mais claro nos negócios da holding. É impossível fazer as duas coisas ao mesmo tempo.
— Eduardo Simon, sócio-fundador
Temos uma sinergia muito boa. Mesmo onde discordamos, é positivo, pois vira um debate criativo produtivo.
— Phil Daijó, chief creative officer
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