No Dia Mundial da Doença de Alzheimer, a ciência oferece ao mundo algo raro: motivos concretos para esperança. Biomarcadores sanguíneos permitem agora identificar a doença antes que a memória comece a falhar, enquanto novos fármacos conseguem, pela primeira vez, atrasar a sua progressão. Para os 57 milhões de pessoas que vivem com demência — e para os que as acompanham —, este momento representa não uma cura, mas uma viragem na longa história de uma doença que a humanidade ainda está a aprender a enfrentar.
Alzheimer: da esperança renovada aos primeiros tratamentos que modificam a doença
Aproximadamente 57 milhões de pessoas vivem com demência globalmente, com projeções de 152,8 milhões em 2050; em Portugal, estimam-se 238.000 pessoas afetadas em 2025, aumentando para 368.000 em 2050, com impacto significativo nas famílias e cuidadores.