Um país que um dia proibiu toda religião agora considera abrigar a menor nação soberana do mundo: a Albânia propõe ceder 27 hectares de sua capital à Ordem Bektashi, uma corrente liberal do islã conhecida pelo diálogo e pela abertura mística. O gesto, idealizado pelo primeiro-ministro Edi Rama, transcende a geografia — é uma declaração sobre identidade, tolerância e o papel que uma pequena nação pode desempenhar no equilíbrio espiritual da Europa. Se aprovado, o projeto não apenas superaria o Vaticano em singularidade simbólica, mas reescreveria a própria trajetória histórica albanesa.