Pela segunda vez em menos de um ano, milhares de águas-vivas bloquearam os filtros de captação de água do mar da usina nuclear de Gravelines, no norte da França, forçando o desligamento preventivo de três reatores. O episódio, quase idêntico ao de agosto de 2025, revela uma tensão silenciosa entre as grandes infraestruturas energéticas da modernidade e os ritmos imprevisíveis do mundo natural. A EDF garantiu que não houve risco à segurança, mas a repetição do evento — na mesma estação, no mesmo lugar — sugere que a natureza pode estar impondo um calendário próprio às ambições humanas.