Adolescente de 13 anos recicla 1,5 milhão de latinhas e arrecada £18 mil para caridade

Uma criança que começou sozinho criou uma operação que move dezenas de milhares de unidades por semana
Ryan Hulance expandiu seu projeto de reciclagem de um hobby aos dez anos para uma estrutura comunitária formalizada em três anos.
Mark

Como um garoto de dez anos chega à ideia de recolher latinhas?

Mimi

Ryan viu uma oportunidade de fazer duas coisas ao mesmo tempo — ajudar pessoas que precisavam e dar um destino melhor ao material que seria descartado. Começou pequeno, conversando com vizinhos e estabelecimentos locais.

Mark

E quando percebeu que aquilo poderia crescer?

Mimi

Provavelmente quando começou a receber mais material do que conseguia armazenar em casa. Os pais tiveram que ajudar a compactar as latas. Depois precisaram de equipamento. Isso mostra quando a escala muda de verdade.

Mark

Vinte horas por semana é muito tempo para um adolescente que ainda estuda.

Mimi

É. Mas ele continuou na escola. O trabalho acontecia depois das aulas e nos fins de semana. Não era uma escolha entre estudar ou reciclar — era ambos, ao mesmo tempo.

Mark

Por que a formalização como Community Interest Company importa?

Mimi

Porque transforma uma iniciativa pessoal em uma estrutura que pode durar além de Ryan. Deixa claro que não é um hobby, é uma operação comunitária legítima com objetivos sociais e ambientais.

Mark

Duzentos colaboradores regulares é um número surpreendente.

Mimi

É. Significa que a ideia ressoou com as pessoas. Empresas, organizações, vizinhos — todos viram valor em participar. Não era só Ryan fazendo tudo sozinho.

Mark

E o dinheiro arrecadado — dezoito mil libras — para onde vai?

Mimi

Para instituições de caridade. Desde o início, esse era o objetivo. Não era sobre Ryan ganhar dinheiro. Era sobre transformar algo que seria lixo em recursos para quem precisa.

  • Um menino de dez anos começou a bater de porta em porta recolhendo latinhas sozinho, sem estrutura, sem recursos e sem garantia de que alguém se importaria.
  • O crescimento foi tão rápido que as latas transbordaram a sala de casa, forçando a família a adquirir equipamentos industriais de compactação para dar conta do volume.
  • Em novembro de 2023, a iniciativa foi formalizada como Community Interest Company — a We Can Community CIC —, conferindo legitimidade jurídica ao que nasceu como projeto escolar.
  • Em menos de três anos, o projeto saltou de algumas centenas de latas semanais para vinte mil por semana, com duzentos colaboradores regulares e dezoito mil libras doadas a instituições de caridade.
  • Aos treze anos, Ryan dedica vinte horas semanais à operação fora do horário escolar, sustentando uma estrutura comunitária que continua crescendo.

Em Solihull, na Inglaterra, um menino de dez anos enxergou nas latinhas descartadas não apenas alumínio, mas uma ponte entre o desperdício e a necessidade humana. Ryan Hulance transformou um gesto solitário em uma operação comunitária que, três anos depois, envolve duzentos colaboradores, processou um milhão e meio de unidades e arrecadou dezoito mil libras para caridade. A história de Ryan lembra que a escala de um impacto raramente corresponde à idade de quem o inicia — e que comunidades respondem quando alguém dá o primeiro passo.

Ryan Hulance tinha dez anos quando decidiu que as latinhas descartadas em Solihull, na região de West Midlands, poderiam servir a algo maior. Começou sozinho, visitando estabelecimentos locais em busca de alumínio usado. No início, recolhia algumas centenas de unidades por semana, e sua família ajudava a achatar as latas em casa para economizar espaço. A ideia era direta: vender o material reciclado e destinar o dinheiro a quem precisava.

Três anos depois, a operação havia se transformado completamente. Ryan passou a receber cerca de vinte mil latas por semana, com duzentos colaboradores regulares — pessoas, empresas e organizações comunitárias — alimentando o fluxo contínuo. O total acumulado chegou a uma estimativa de um milhão e meio de unidades recicladas, e os recursos arrecadados atingiram dezoito mil libras esterlinas, integralmente doadas a instituições de caridade.

O crescimento exigiu adaptações. As latas deixaram de caber em casa, e a família precisou investir em equipamentos de compactação industrial. Em novembro de 2023, a iniciativa foi formalizada como We Can Community CIC, registrada oficialmente como Community Interest Company — modalidade britânica voltada a organizações que atuam em benefício da comunidade. Em dezembro de 2024, a Aluminium Federation documentou que o projeto já havia processado mais de oito toneladas de alumínio e contribuído com mais de quatro mil e quinhentas libras em doações de alimentos para bancos alimentares, operando por vinte e três pontos de coleta na região.

Apesar da escala alcançada, Ryan seguia sendo um estudante. Aos treze anos, dedicava cerca de vinte horas semanais ao projeto, conciliando coleta, organização e preparação do material com as obrigações escolares. O que começou com algumas centenas de latas guardadas numa sala de estar havia se tornado uma operação comunitária formalizada, em expansão contínua — conduzida por uma criança que simplesmente decidiu que o descarte poderia ter um destino melhor.

Ryan Hulance tinha dez anos quando decidiu que as latinhas descartadas em Solihull, na região de West Midlands, na Inglaterra, poderiam servir a um propósito maior. Começou sozinho, batendo nas portas de estabelecimentos e organizações locais, perguntando se separavam alumínio usado. No início, recolhia apenas algumas centenas de unidades por semana. Sua mãe e seu pai ajudavam a achatar as latas na sala de casa para economizar espaço. A ideia era simples: vender o material reciclado e usar o dinheiro para ajudar quem precisava.

Três anos depois, em março de 2026, Ryan tinha treze anos e a operação havia se transformado em algo que nenhum garoto sozinho poderia ter imaginado. Recebia aproximadamente vinte mil latas por semana. Duzentos colaboradores regulares — pessoas, empresas, organizações comunitárias — alimentavam o fluxo contínuo de material. Ele havia reciclado uma estimativa de um milhão e meio de unidades acumuladas. O dinheiro arrecadado chegava a dezoito mil libras esterlinas, destinado integralmente a instituições de caridade.

O crescimento trouxe desafios práticos. As latas não cabiam mais na casa. A família precisou adquirir equipamento capaz de compactar grandes quantidades em blocos densos, facilitando armazenamento e transporte. O que começou como um projeto de criança ganhou estrutura formal: em novembro de 2023, a We Can Community CIC foi registrada na Companies House, o órgão oficial britânico responsável pelo cadastro de empresas. A organização foi classificada como Community Interest Company, uma modalidade voltada a empresas que desenvolvem atividades em benefício da comunidade. No registro público, constam atividades de coleta de resíduos não perigosos e outros serviços comunitários.

Em dezembro de 2024, quando Ryan tinha onze anos, a Aluminium Federation — ALFED, a entidade que representa a indústria de alumínio no Reino Unido — documentou o progresso. Naquele momento, a iniciativa havia processado mais de oito toneladas de latas, o equivalente a aproximadamente trezentas e cinquenta mil unidades. A ALFED também registrou que o projeto havia contribuído com mais de quatro mil e quinhentas libras em doações de alimentos para bancos de alimentos apenas em 2023, operando através de vinte e três pontos de coleta espalhados pela região.

Ao explicar a origem do projeto para a ALFED, Ryan deixou claro que buscava unir dois objetivos: ajudar sua comunidade e contribuir para uma atividade ambientalmente mais sustentável. O que começou como ações pequenas e locais ganhou participação crescente de moradores e organizações. Os números revelam a dimensão dessa expansão: entre dezembro de 2024 e março de 2026, o projeto avançou de trezentas e cinquenta mil latas para uma estimativa de um milhão e meio acumuladas em três anos.

Apesar da escala alcançada, Ryan continuava sendo um estudante. Aos treze anos, dedicava aproximadamente vinte horas por semana à atividade — tempo que vinha principalmente depois das aulas e durante os fins de semana. Conciliava recolhimento, organização e preparação do alumínio para reciclagem com suas obrigações escolares. A diferença entre a idade do responsável pela iniciativa e o tamanho da operação é talvez o aspecto mais notável do caso. Uma criança que aos dez anos começou a procurar empresas para recolher material havia, em três anos, criado uma estrutura capaz de movimentar dezenas de milhares de unidades por semana, envolver centenas de colaboradores regulares e gerar recursos significativos para caridade. O que começou com algumas centenas de latas guardadas em casa se transformou em uma operação comunitária organizada, formalizada e em crescimento contínuo.

Buscava uma maneira de continuar ajudando sua comunidade e encontrou na reciclagem uma forma de combinar dois objetivos: apoiar outras pessoas enquanto contribuía para uma atividade ambientalmente mais sustentável
— Ryan Hulance, ao relatar a origem da iniciativa para a Aluminium Federation
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