Acre pode bater recorde de calor com até 36°C após chuvas e ventos de 70 km/h

O ar que chegou era extremamente seco, criando as condições para calor extremo
Após uma onda polar fraca trazer alívio temporário, o Acre enfrenta a perspectiva de temperaturas recordes nos dias seguintes.
Mark

Por que uma onda polar fraca traz chuvas e depois calor extremo? Parece contraditório.

Mimi

A onda polar em si traz o ar mais frio e úmido, causando as chuvas. Mas quando esse ar se move e se dissipa, deixa para trás uma massa de ar muito seca. Essa secura é o que amplifica o calor nos dias seguintes.

Luke

Mas quanto dessa previsão de 36 graus é certeza? Friale disse "provavelmente", não é?

Mimi

Exato. É uma projeção baseada no padrão que ele observa, não uma garantia. O recorde anterior era 35,56 graus, então 36 seria apenas 0,44 graus acima.

Mark

E essa umidade de 37% — é realmente perigosa?

Mimi

Para contexto, umidade abaixo de 30% é considerada crítica para a saúde. 37% já é preocupante, especialmente combinada com calor intenso.

Luke

Friale disse que o Acre é "neutro" ao El Niño. Como ele pode ter tanta certeza disso?

Mimi

Ele está falando com base em padrões históricos. O El Niño afeta principalmente outras regiões do Brasil, e o Acre historicamente não sofre seus efeitos diretos.

Mark

Se o El Niño reduzisse as chuvas no Acre, seria realmente bom?

Mimi

Segundo Friale, sim — menos chuvas significariam menos enchentes durante a estação chuvosa. Mas isso é uma análise teórica; a realidade poderia ser mais complexa.

Luke

Ele vai publicar um artigo especial. Isso sugere que há mais nuances nessa história do que ele explicou em uma entrevista rápida?

Mimi

Provavelmente. Uma entrevista de jornal capta os pontos principais, mas um artigo permite aprofundamento em dados e análises que não cabem em poucas frases.

  • Rio Branco registrou 35,56°C na segunda-feira, superando o recorde anterior de 35,1°C medido em 25 de julho — e a semana ainda não havia terminado.
  • Ventos de 70,4 km/h e chuvas intensas chegaram na terça-feira como uma pausa inesperada, mas o meteorologista Friale foi preciso: não era friagem, apenas uma interrupção temporária.
  • O ar polar que trouxe o alívio é extremamente seco, e essa combinação com o clima acreano projeta temperaturas de até 36°C para os próximos dias, potencialmente o maior calor já registrado no estado.
  • A umidade do ar deve permanecer em torno de 37%, amplificando a sensação térmica e elevando os riscos à saúde da população mais vulnerável.
  • O El Niño, que castiga outras regiões do Brasil com secas e enchentes, tem influência praticamente nula no Acre — o estado segue seu próprio padrão climático, neutro ao fenômeno.
  • Friale anunciou a publicação de um artigo especial para aprofundar a análise do comportamento climático específico do Acre diante desses padrões regionais.

O Acre vive a paradoxo climático de quem recebe alívio apenas para ser preparado para algo mais intenso: uma fraca onda polar trouxe chuvas e ventos de mais de 70 km/h a Rio Branco e Cruzeiro do Sul nesta terça-feira, quebrando semanas de calor sufocante — mas o ar seco que acompanhou essa pausa criou as condições ideais para temperaturas que podem superar os 36°C nos próximos dias, batendo recordes estabelecidos há menos de 24 horas. O meteorologista Davi Friale acompanha o padrão de perto e alerta: o que parece alívio é, na verdade, o prelúdio de uma das semanas mais quentes já registradas no estado.

Rio Branco acordou terça-feira com um alívio inesperado. Depois de semanas de calor sufocante — com a capital registrando 35,56°C na segunda-feira, novo recorde estadual —, uma fraca onda polar chegou ao Acre trazendo chuvas intensas e ventos de 70,4 km/h. Em Cruzeiro do Sul e na capital, o ar mudou por algumas horas. O meteorologista Davi Friale havia previsto a mudança com precisão, mas foi cuidadoso ao nomear o fenômeno: não era friagem nem resfriamento severo. Era apenas uma pausa.

O problema é que essa pausa carregava consigo o germe do próximo extremo. O ar que chegou com a onda polar era extremamente seco, e essa combinação criaria as condições ideais para dias de calor ainda mais intenso. Friale projeta temperaturas de até 36°C para os próximos dias — superando o recorde estabelecido menos de 24 horas antes. A umidade do ar deve permanecer em torno de 37%, índice preocupantemente baixo, que amplifica a sensação térmica e aumenta os riscos à saúde da população.

Sobre o El Niño, Friale ofereceu uma perspectiva distinta: o Acre permanece neutro ao fenômeno. Enquanto o padrão climático provoca secas no norte do Amazonas e no Nordeste, e chuvas no sul do Brasil, o estado simplesmente não é atingido por seus efeitos. O meteorologista indicou que publicaria um artigo especial aprofundando essa análise. Por ora, a população enfrenta a realidade imediata: um breve respiro de chuva e vento, seguido por dias de calor potencialmente histórico.

Rio Branco acordou terça-feira com um alívio que não duraria. Depois de semanas de calor sufocante, uma onda polar fraca chegou ao Acre trazendo chuvas intensas e ventos que atingiram 70,4 quilômetros por hora. Nas ruas da capital e em cidades como Cruzeiro do Sul, o ar mudou. As pessoas respiraram mais fácil. O meteorologista Davi Friale havia previsto a mudança com precisão — não foi surpresa, mas confirmação de um padrão que ele acompanhava há dias.

O que chegou, porém, não era frio de verdade. Friale foi claro em distinguir o fenômeno: a temperatura caiu, sim, mas não se tratava de friagem ou de um resfriamento severo. Era apenas uma pausa no calor que vinha dominando o estado. A onda polar, embora fraca, cumpriu seu papel de quebrar a sequência de dias abrasadores. Rio Branco havia registrado 35,56 graus na segunda-feira anterior, um recorde que superava a marca de 35,1 graus medida em 25 de julho. A umidade do ar naquele mesmo dia havia caído para 37%, um índice preocupantemente baixo.

Mas o alívio era ilusório. O ar que chegou com a onda polar era extremamente seco, e essa combinação — ar polar seco encontrando o padrão climático do Acre — criaria as condições perfeitas para dias de calor extremo. Friale projetava temperaturas que poderiam alcançar 36 graus nos próximos dias, superando o recorde que havia sido estabelecido apenas 24 horas antes. A semana que se aproximava promete ser uma das mais quentes já registradas no estado. A umidade continuaria baixa, mantendo-se em torno de 37%, o que amplificaria a sensação de calor e criaria riscos adicionais à saúde da população.

Quando questionado sobre a influência do El Niño — o padrão climático que tem afetado diversas regiões do Brasil — Friale ofereceu uma perspectiva diferente para o Acre. O estado, segundo ele, permanecia neutro em relação ao fenômeno. Enquanto o El Niño provocava secas severas no norte do Amazonas, no Pará e no Nordeste, e chuvas intensas no sul do país, o Acre simplesmente não era atingido por seus efeitos. A influência era praticamente nula. Mesmo que fosse, Friale sugeriu que os impactos poderiam ser benéficos: o El Niño ocorre durante o verão, a estação mais chuvosa no Acre, e uma redução nas precipitações ajudaria a evitar as enchentes e alagamentos que regularmente afligem o estado durante esses períodos.

O meteorologista indicou que publicaria um artigo especial sobre o tema nos dias seguintes, aprofundando a análise sobre como esses padrões climáticos se comportam especificamente no contexto acreano. Por enquanto, a população enfrentava a realidade imediata: um breve respiro de chuva e vento, seguido por dias de calor potencialmente recorde, com ar seco que tornaria cada hora mais desafiadora que a anterior.

Não fomos pegos de surpresa, porque havíamos anunciado com bastante antecedência que uma fraca onda polar chegaria nesta terça-feira
— Davi Friale, meteorologista
Provavelmente teremos recordes essa semana, com temperaturas até de 36 graus no Acre, por conta desse ar polar que chegou
— Davi Friale, meteorologista
Contact Us FAQ