6 dicas para aproveitar as festas juninas sem prejudicar a dieta

Aproveitar as celebrações com equilíbrio é o segredo
A nutróloga Sabrina Guerreiro oferece a chave para desfrutar das festas juninas sem abandonar objetivos de saúde.

Junho traz consigo o cheiro de fogueira e a fartura das festas juninas — um momento de celebração cultural que, para muitos brasileiros, carrega também a tensão entre o prazer e os objetivos de saúde. A nutróloga Sabrina Guerreiro, do Hospital Badim, lembra que equilíbrio não é renúncia: é a arte de escolher com consciência dentro da abundância. As festas fazem parte de quem somos; a sabedoria está em participar delas sem nos perdermos.

  • A chegada das festas juninas coloca milhões de brasileiros diante de um dilema real: celebrar a cultura ou preservar a dieta — como se as duas coisas fossem incompatíveis.
  • Frituras, doces em excesso e bebidas açucaradas se multiplicam nas barraquinhas, tornando fácil acumular calorias sem perceber.
  • A estratégia central é preparar o corpo antes da festa: refeições leves e nutritivas ao longo do dia e uma refeição em casa antes de sair evitam a armadilha da fome descontrolada.
  • Receitas tradicionais como canjica e bolo de milho podem ser adaptadas com leite vegetal, adoçantes e menos açúcar, sem perder o sabor típico.
  • Dançar quadrilha e forró transforma a própria festa em atividade física, virando aliada — e não inimiga — de quem quer manter a forma.

Junho chegou com suas fogueiras, barraquinhas e quitutes típicos — e com ele, o dilema de muita gente: como celebrar as festas juninas sem abrir mão dos objetivos de saúde? A nutróloga Sabrina Guerreiro, coordenadora clínica do Hospital Badim, garante que é possível. O segredo, segundo ela, não está na renúncia, mas nas escolhas conscientes.

A primeira orientação é preferir alimentos preparados de forma mais simples: pamonha de milho natural, pratos assados ou cozidos, evitando frituras e salgadinhos açucarados. Quando se servir, monte um prato pequeno e coma devagar — a atenção ao sabor faz você comer menos e aproveitar mais.

O dia inteiro conta. Se a festa é à noite, mantenha as refeições anteriores leves, mas ricas em proteína e fibra. Comer algo substancial em casa antes de sair é uma das dicas mais práticas de Guerreiro: chegar com fome é o caminho mais curto para exagerar.

As receitas tradicionais não precisam desaparecer — só precisam ser reimaginadas. Canjica com leite vegetal e adoçante, bolo de milho sem farinha refinada, curau com menos açúcar. "Ficam deliciosos. Vale experimentar!", afirma a especialista. Nas bebidas, água e sucos naturais são a base; batidas com leite condensado ficam de fora.

E há um aliado inesperado: a festa em si. Dançar quadrilha e forró movimenta o corpo e gasta energia. As festas juninas podem ser, ao mesmo tempo, celebração cultural e momento de escolhas inteligentes — basta deixar.

Junho chegou com suas festas de Santo Antônio, São João e São Pedro — e com elas, a tradicional abundância de comidas típicas que marcam o calendário cultural brasileiro. Fogueiras acesas todo fim de semana, barraquinhas espalhadas por ruas e praças, quitutes salgados e doces em profusão. Para muita gente, essa época do ano representa um dilema: como celebrar sem desistir dos objetivos de saúde e peso?

Sabrina Guerreiro, nutróloga e coordenadora clínica de Terapia Nutricional do Hospital Badim, oferece uma resposta direta: é possível. "As festas juninas fazem parte da nossa cultura. Aproveitar as celebrações com equilíbrio é o segredo para manter a boa forma e a saúde", afirma. O ponto não é renúncia, mas inteligência nas escolhas.

A primeira estratégia é simples: opte por alimentos preparados de forma menos agressiva. Pamonha feita com milho natural, comidas assadas ou cozidas — essas são as opções que Guerreiro recomenda. Pastéis fritos e salgadinhos açucarados, por outro lado, devem ficar de fora. Quando você se serve, faça-o com moderação. Escolha seus quitutes preferidos, monte um prato pequeno, e coma devagar, prestando atenção real no sabor de cada coisa. Essa atenção transforma a experiência: você come menos, mas aprecia mais.

O equilíbrio do dia inteiro importa tanto quanto a festa em si. Se você sabe que à noite haverá celebração, mantenha as refeições da manhã e da tarde leves mas nutritivas — ricas em proteína e fibra. Melhor ainda: coma algo substancial em casa antes de sair. Chegar à festa com fome é convite para decisões ruins e porções maiores. Guerreiro recomenda isso regularmente aos seus pacientes: um jantar em casa evita a armadilha do apetite descontrolado.

As receitas tradicionais não precisam ser abandonadas — apenas reimaginadas. Canjica pode ser feita com leite vegetal e adoçante. Bolo de milho dispensa a farinha refinada. Curau pede menos açúcar. "Ficam deliciosos. Vale experimentar!", diz Guerreiro. Preparar em casa oferece controle total sobre ingredientes e calorias, alinhando a comida típica ao seu plano alimentar pessoal.

As bebidas merecem atenção igual. Água deve ser a base. Batidas e caipifrutas com leite condensado são armadilhas de açúcar — melhor optar por sucos naturais, chás gelados, ou um vinho ocasional com moderação. Cada gole conta.

E há um aliado que ninguém espera: a diversão em si. Dançar quadrilha, dançar forró, participar das brincadeiras típicas — tudo isso movimenta o corpo e gasta energia. As festas juninas não são apenas uma ameaça à dieta. Podem ser, se você deixar. Ou podem ser exatamente o que parecem: celebração, cultura, e sim, comida — mas comida escolhida com consciência.

As festas juninas fazem parte da nossa cultura. Aproveitar as celebrações com equilíbrio é o segredo para manter a boa forma e a saúde
— Sabrina Guerreiro, nutróloga e coordenadora clínica de Terapia Nutricional do Hospital Badim
Escolha seus quitutes preferidos e monte um prato pequeno. Saboreie os alimentos, prestando atenção no gosto de cada um
— Sabrina Guerreiro
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que as festas juninas são vistas como uma ameaça à dieta?

Model

Porque há muita comida disponível, muita dela frita ou açucarada, e a gente chega com fome e sem planejamento. É fácil perder o controle.

Inventor

Então a resposta é não comer?

Model

Não. É o oposto. É comer com atenção. Escolher o que realmente quer, comer devagar, em quantidade pequena. E preparar o corpo antes — comendo bem durante o dia.

Inventor

E as receitas tradicionais? Elas têm que ser abandonadas?

Model

Não precisam. Pamonha, canjica, curau — dá para fazer em casa com ingredientes melhores. Menos açúcar, menos gordura. Fica bom mesmo.

Inventor

Qual é o erro mais comum que as pessoas cometem?

Model

Chegar à festa com fome. Quando você está faminto, come mais e escolhe pior. Se você janta em casa antes, chega lá com controle.

Inventor

E a dança? Isso realmente faz diferença?

Model

Faz. Quadrilha, forró — você está gastando energia enquanto se diverte. Não é exercício formal, mas o corpo está se movimentando.

Inventor

Então a mensagem é: celebre, mas com inteligência?

Model

Exatamente. As festas juninas fazem parte da cultura. Você não precisa escolher entre saúde e celebração. Pode ter os dois.

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