No Distrito Federal, uma eleição que parecia caminhar para o fim em um único turno acabou em suspense por um detalhe quase invisível: 168 votos separaram a governadora Celina Leão de uma vitória imediata. Entre as urnas de domingo, mais de 26 mil eleitores digitaram 22, número de um partido que aliado à sua chapa não lançou candidato ao governo, e esses votos foram anulados. Os dados oficiais mostram o que foi registrado, mas não revelam a intenção de quem apertou as teclas, e por isso a pergunta sobre quem seria beneficiado permanece em aberto. A decisão agora segue para o segundo turno, marc
26 mil eleitores apertaram 22 e anularam votos que poderiam ter reeleito Celina Leão no 1º turno
Faltaram 168 votos para que ela fosse reeleita sem precisar de segundo turno
Por que esse número, 26.603, chamou tanto a atenção?
Porque Celina ficou a 168 votos de vencer no primeiro turno. Os votos no 22 são muito mais numerosos que essa diferença.
E por que o 22 em especial?
É o número do PL, que apoiou Celina mas não tinha candidato ao governo. Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, do PL, fizeram campanha com ela.
Calma. Isso é uma hipótese plausível, não uma conclusão. O que o TRE-DF registra é que 26.603 votos foram no 22.
Então não dá para dizer que eram votos de Celina?
Não. Os dados não permitem concluir isso. Alguns podem ter sido confusão, outros não, e não sabemos a proporção.
Também há outros nulos e brancos: 89.910 nulos e 74.774 brancos, além da abstenção de 426.067.
Exato, e nada disso foi explicado nos dados disponíveis.
O que vem agora?
O segundo turno, em 25 de outubro, contra Leandro Grass, do PT.
Der Puls
- Celina Leão ficou a apenas 168 votos da reeleição no primeiro turno, com 49,93% dos votos válidos.
- 26.603 eleitores digitaram o número 22 do PL, partido aliado que não tem candidato próprio ao governo, e esses votos foram anulados.
- A possível confusão entre o número 11 da governadora e o 22 do partido aliado virou o centro do debate sobre a disputa.
- Os dados do TRE-DF não indicam para onde iriam esses votos, e a ideia de que teriam reelegido Celina continua sendo hipótese.
- O segundo turno, em 25 de outubro, contra Leandro Grass (PT), que teve 34,47%, decidirá quem governa o DF.
No Distrito Federal, uma eleição que parecia caminhar para o fim em um único turno acabou em suspense por um detalhe quase invisível: 168 votos separaram a governadora Celina Leão de uma vitória imediata. Entre as urnas de domingo, mais de 26 mil eleitores digitaram 22, número de um partido que aliado à sua chapa não lançou candidato ao governo, e esses votos foram anulados. Os dados oficiais mostram o que foi registrado, mas não revelam a intenção de quem apertou as teclas, e por isso a pergunta sobre quem seria beneficiado permanece em aberto. A decisão agora segue para o segundo turno, marcado para 25 de outubro, quando a governadora enfrentará Leandro Grass.
No domingo (4), em uma urna do Distrito Federal, mais de 26 mil eleitores digitaram 22 para governador. O número pertence ao PL, partido que não lançou candidato próprio ao Palácio do Buriti, e os votos foram anulados. Segundo o Tribunal Regional Eleitoral do DF, foram 26.603 registros nesse número.
O detalhe ganha peso pela margem apertada. A governadora Celina Leão (PP), que disputava a reeleição com o número 11, terminou com 825.530 votos, 49,93%, faltando apenas 168 para vencer sem segundo turno. O PL integra sua coligação, e a campanha teve ao seu lado Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, o que levanta a possibilidade de confusão entre os números.
Os dados, porém, não mostram a intenção de quem digitou 22. A urna registra o número, não o destino pretendido, e por isso a tese de que esses votos a teriam reelegido segue como hipótese.
Leandro Grass (PT) ficou em segundo, com 569.930 votos, 34,47%. Os dois se enfrentam novamente em 25 de outubro, e o segundo turno definirá quem governará o DF.
No domingo (4), em uma urna do Distrito Federal, mais de 26 mil eleitores digitaram 22 para governador. O número é do PL, partido que não lançou candidato próprio ao Palácio do Buriti. O voto foi anulado. Segundo o Tribunal Regional Eleitoral do DF (TRE-DF), foram 26.603 votos nesse número.
O detalhe pesa por causa da distância final. A governadora Celina Leão (PP), que concorria à reeleição com o número 11, terminou o primeiro turno com 825.530 votos, o equivalente a 49,93%. Faltaram 168 votos para que ela fosse reeleita sem precisar de segundo turno.
O PL integrou a coligação de Celina. A governadora fez campanha ao lado da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF) e da senadora Bia Kicis (PL-DF), ambas eleitas ao Senado. Esse cenário abre a possibilidade de que parte dos eleitores tenha confundido o número da candidata ao governo com o do partido aliado.
Os dados registrados, porém, não permitem concluir que os votos no 22 seriam destinados a Celina. A urna registra o número digitado, não a intenção de quem o digitou. Por isso, a ideia de que esses votos a teriam reelegido é uma hipótese, não um fato apurado.
O segundo colocado foi Leandro Grass (PT), com 569.930 votos, ou 34,47%. Os dois voltam a se enfrentar no segundo turno, marcado para 25 de outubro.
Os números gerais completam o quadro. Votaram 1.817.921 eleitores, 81,01% do total. A abstenção chegou a 18,99%, ou 426.067 pessoas. Os votos brancos somaram 74.774, ou 4,11%, e os nulos, 89.910, ou 4,95%.
O segundo turno decidirá quem governa o DF. Até aqui, não há dados que indiquem para onde iria o voto de quem digitou 22.
Bemerkenswerte Zitate
Os dados registrados não permitem concluir que os votos no 22 seriam destinados a Celina.— Gazeta do Povo, com base em dados do TRE-DF