Por décadas, a meta de dez mil passos diários circulou pelo mundo como verdade científica — mas nasceu, na realidade, como slogan de marketing de um pedômetro japonês lançado após os Jogos Olímpicos de Tóquio de 1964. Uma revisão sistemática com mais de 160 mil adultos veio, enfim, substituir o mito pela evidência: sete mil passos por dia são suficientes para colher benefícios expressivos à saúde, e o salto mais transformador ocorre quando alguém simplesmente deixa a inatividade para trás. A ciência, quando ouvida, costuma ser menos exigente — e mais humana — do que os slogans que a substituír