No coração da maior metrópole do Brasil, uma cicatriz de três quilômetros e meio guarda a memória de uma colisão cósmica. Pesquisadores da USP e do Instituto de Pesquisas Ambientais encontraram, em grãos minúsculos de zircão extraídos da cratera de Colônia, marcas internas que apenas a violência de um impacto meteorítico poderia imprimir — estruturas que a tectônica e o magma jamais produziriam. É a primeira vez que esse tipo de evidência mineral é identificado em qualquer cratera brasileira, aproximando a ciência de uma resposta definitiva sobre quando o céu tocou o chão de Parelheiros.