O apelido era uma lembrança do pai que perdeu na infância
Em uma Copa do Mundo, os nomes carregam histórias que ultrapassam as fronteiras do esporte. Mostafa Abdelraouf, o egípcio que escolheu ser chamado de Zico em homenagem ao craque brasileiro que seu pai lhe apresentou ainda criança, marcou contra a Nova Zelândia em 2026 e igualou um feito histórico do próprio ídolo que batizou sua identidade. O gol não foi apenas um resultado — foi a consumação de uma herança afetiva que sobreviveu à morte precoce de um pai e atravessou décadas e continentes.
- Mostafa Zico entrou em campo carregando um apelido que é também uma promessa feita a um pai que não está mais presente.
- O gol no início do segundo tempo contra a Nova Zelândia ecoou um feito do Zico brasileiro na Copa de 1982, criando um espelho improvável entre dois jogadores de gerações e países distintos.
- O Egito venceu por 3 a 1, com Salah e Trezeguet também marcando, e assumiu com firmeza a liderança do Grupo G com quatro pontos.
- Bélgica e Irã empataram sem gols no mesmo dia, deixando o caminho do Egito ainda mais desobstruído na fase de grupos.
- O que poderia ser apenas estatística tornou-se símbolo: um nome herdado de um ídolo distante agora tem seu próprio peso na história da competição.
Mostafa Zico não nasceu com esse nome. Nasceu Mostafa Abdelraouf, mas cresceu sendo apresentado pelo pai a um craque brasileiro que nunca viu jogar ao vivo — apenas em vídeos e imagens que o pai guardava com carinho. O apelido foi uma homenagem, e quando o pai morreu cedo demais, o nome ficou como legado.
Na Copa do Mundo de 2026, contra a Nova Zelândia, o atacante egípcio de 29 anos marcou no início do segundo tempo e igualou uma marca histórica do Zico do Flamengo, que havia brilhado na seleção brasileira de 1982. O Egito venceu por 3 a 1, com gols também de Salah e Trezeguet, e assumiu a liderança do Grupo G com quatro pontos.
No mesmo dia, Bélgica e Irã empataram sem gols, consolidando ainda mais a posição egípcia na chave. Mas o que ficou daquele jogo foi maior do que a tabela: foi a imagem de um homem que transformou uma lembrança de infância em feito registrado na história da competição.
O nome que Mostafa escolheu carregar — em tributo a um ídolo e em memória de um pai — havia se tornado, finalmente, seu próprio.
Mostafa Zico entrou em campo contra a Nova Zelândia na Copa do Mundo de 2026 carregando mais do que a responsabilidade de um atacante. Ele carregava um nome que não era seu de nascimento — um nome que o conectava a um homem que nunca viu jogar ao vivo, mas que moldou sua identidade desde a infância. Quando marcou no início do segundo tempo, igualou um feito que pertencia a outro Zico, o ídolo do Flamengo que brilhou na seleção brasileira de 1982.
O Egito venceu a Nova Zelândia por 3 a 1, com gols também de Salah e Trezeguet, consolidando sua liderança no Grupo G com quatro pontos. No mesmo dia, Bélgica e Irã empataram sem gols, deixando o quadro do grupo mais definido. Mas a história que importava naquele dia era a de Mostafa Abdelraouf, o nome que aparecia na certidão de nascimento do jogador de 29 anos, que escolheu ser conhecido como Zico.
O apelido não foi uma escolha aleatória. Nascido anos depois que o Zico brasileiro já havia deixado os estádios, Mostafa nunca presenciou os dribles, os gols, a genialidade do homem que inspirava seu nome. Mas conheceu a história através da tecnologia, através de vídeos e imagens que seu pai lhe mostrava — um pai que não viveria para ver o filho crescer e se tornar jogador profissional. A morte precoce do pai deixou um vazio, mas também deixou um legado: o apelido que o filho carregaria para sempre.
Quando Mostafa Zico marcou contra a Nova Zelândia, não era apenas um gol em uma Copa do Mundo. Era a realização de uma homenagem que começou na infância, em conversas com um pai que já não estava ali. Era a prova de que aquele nome, escolhido como tributo a um ídolo distante, havia se tornado real, havia se tornado seu próprio feito. O jogador egípcio havia igualado a marca histórica do craque brasileiro, transformando uma lembrança pessoal em um momento que ficaria registrado nos anais da competição.
O Egito seguia em frente na Copa, liderando seu grupo, enquanto Mostafa Zico carregava consigo a certeza de que seu nome, aquele que herdou como homenagem, agora tinha seu próprio peso, sua própria história.
Notable Quotes
O jogador que tem o seu apelido em homenagem ao ídolo rubro-negro— sobre Mostafa Zico
The Hearth Conversation Another angle on the story
Por que um jogador egípcio escolheria o apelido de um ídolo brasileiro que nunca viu jogar?
Porque seu pai lhe mostrou quem era Zico. Porque cresceu com aquelas histórias, aqueles vídeos. O apelido era uma forma de manter vivo algo que importava para a família.
E o pai não chegou a ver Mostafa se tornar profissional?
Não. Perdeu o pai ainda na infância. Então o apelido virou também um jeito de carregar aquele homem consigo todos os dias.
Quando marcou contra a Nova Zelândia, o que significou igualar o feito do Zico original?
Foi como fechar um círculo. Não era só um gol em uma Copa. Era a prova de que aquele nome que herdou como homenagem tinha se tornado dele, tinha seu próprio significado.
Ele sabe que as pessoas fazem essa conexão? Que veem nele uma continuação?
Provavelmente. Mas acho que para ele, o que importa é que seu pai estaria vendo aquilo. Que a homenagem virou realidade.