Na tarde de uma segunda-feira simbólica, o governador de Minas Gerais Romeu Zema levou à Avenida Paulista não apenas sua presença, mas um painel que transformava um ministro do Supremo em imagem de prisioneiro. O gesto, carregado de provocação institucional, encontrou resistência inesperada nos próprios manifestantes, que questionaram se ali havia solidariedade genuína ou cálculo eleitoral. O episódio revela que os protestos contra o STF não formam um bloco coeso, mas um campo de forças onde cada ator busca inscrever sua própria narrativa — e onde a desconfiança sobre intenções pode ser tão in