Numa noite de chuva persistente no Parque Olímpico do Rio de Janeiro, a cantora sueca Zara Larsson subiu ao palco Sunset do Rock in Rio 2026 não para ignorar o mau tempo, mas para reescrevê-lo. Com uma banda formada inteiramente por mulheres, golfinhos infláveis e a estética solar que a tornou viral no TikTok, ela lembrou ao público — e talvez a si mesma — que o verão não é uma condição climática, mas uma escolha coletiva. O show encerrou a penúltima noite do festival como um ato de resistência alegre contra a melancolia do domingo molhado.
Zara Larsson transforma chuva em festa solar no Rock in Rio com fãs resistentes
Transformar um domingo molhado numa festa de cores e verão
Por que um show de Zara Larsson num dia chuvoso virou notícia? Parece um detalhe de tempo, não?
Não é só o tempo. É o contraste. Ela cantava "Midnight Sun" — uma música sobre verão — enquanto choveria o dia inteiro. E ela pediu ao público que transformasse aquilo tudo em festa solar. É o tipo de coisa que funciona ou não funciona completamente.
Mas funcionou mesmo? O texto diz que a plateia era "menos cheia que outros shows". Muita gente tinha ido embora. Então quantas pessoas realmente viveram esse momento?
Verdade. Não sabemos o número exato. Mas quem ficou — e isso importa — ficou porque queria vê-la. Não era uma multidão, era um público de verdade.
E a banda toda ao vivo, só mulheres... isso era diferente de outras apresentações dela?
Sim. Dois anos atrás ela tocou no Rock in Rio, mas dessa vez trouxe banda completa e quase não usou bases pré-gravadas. Cantou quase tudo ao vivo. É uma escolha de performance bem diferente.
Quase tudo ao vivo. Não tudo. Há bases em algum lugar?
O texto não especifica. Diz que ela usou "muito pouco" as bases pré-gravadas. Não sabemos exatamente em quais músicas.
E essa estética de TikTok com golfinhos infláveis — isso é algo que ela faz em todos os shows ou foi específico para o Rock in Rio?
Parece ser parte da identidade dela agora. A trend do TikTok com "Symphony" virou viral, e ela incorporou aquela linguagem visual — cores vibrantes, golfinhos, verão — como marca dela.
Mas quando começou? Quando essa trend explodiu no TikTok?
O texto não diz. Só que ela "viralizou nos últimos anos" com "Symphony". Não há data específica.
O momento com a pessoa que não falava inglês — isso foi improviso ou estava planejado?
Parece ter sido improviso. Ela chamou alguém do palco à plateia, e essa pessoa respondeu dizendo que não falava inglês, mas dançou mesmo assim. Arrancou aplausos.
Então a gente não sabe se era um fã escolhido ou aleatório, certo?
Certo. O texto não deixa claro. Só que aconteceu e funcionou.
Le Pouls
- A chuva que caiu o dia inteiro no Parque Olímpico esvaziou a plateia e ameaçava transformar o domingo num encerramento sem brilho.
- Quem resistiu ao temporal encontrou uma artista determinada a inverter o clima: cores vibrantes, golfinhos infláveis e a palavra 'SUMMER' iluminada no palco criaram um contraste deliberado com o céu cinzento.
- Zara Larsson elevou a aposta em relação à sua passagem anterior pelo festival, apresentando quase tudo ao vivo com uma banda só de mulheres e um carisma que não deixava o público parado.
- O pico emocional veio com 'Never Forget You' e 'Blue Moon', quando os fãs se abraçaram e assumiram os vocais, e uma pessoa convidada ao palco roubou a cena dançando sem falar inglês.
- O show aterrou exatamente onde pretendia: uma festa íntima e intensa entre artista e os fãs que escolheram ficar, provando que tamanho de plateia não define a força de uma performance.
Numa noite de chuva persistente no Parque Olímpico do Rio de Janeiro, a cantora sueca Zara Larsson subiu ao palco Sunset do Rock in Rio 2026 não para ignorar o mau tempo, mas para reescrevê-lo. Com uma banda formada inteiramente por mulheres, golfinhos infláveis e a estética solar que a tornou viral no TikTok, ela lembrou ao público — e talvez a si mesma — que o verão não é uma condição climática, mas uma escolha coletiva. O show encerrou a penúltima noite do festival como um ato de resistência alegre contra a melancolia do domingo molhado.
Era quase meia-noite quando Zara Larsson pisou no palco Sunset para cantar 'Midnight Sun' — e a ironia não poderia ser mais evidente. Chovera o dia inteiro no Parque Olímpico, transformando o domingo do Rock in Rio 2026 num cenário cinzento e encharcado. A plateia era menor do que o habitual naquele palco; muita gente tinha desistido e ido embora. Mas a cantora sueca não veio para se queixar do tempo. Veio para transformá-lo.
Desde o primeiro momento, a estética era uma declaração de intenções: shortinho jeans, top nas cores do Brasil misturado com rosa choque, salto alto. No palco, a palavra 'SUMMER' brilhava em inglês. Golfinhos infláveis circulavam pela plateia. Era a linguagem visual do TikTok trazida ao vivo — a mesma que a tornou viral quando 'Symphony', de 2015, foi usada numa trend sobre coisas negativas embrulhadas em cores e clima de verão. Ela estava, literalmente, trazendo aquela estética para o Rock in Rio.
Diferente da sua passagem pelo festival dois anos antes, desta vez Zara voltou com uma banda completa formada só por mulheres e quase sem bases pré-gravadas. Cantou ao vivo, soltou a voz e percorreu o palco com uma inquietação contagiante, passando por 'She Did it Again', 'Hot and Sexy', 'Wow' e 'It Ain't my Fault'. Os temas eram sempre os mesmos — paquera, romance, autoestima — e ela não dava respiro entre um e outro.
O momento mais tocante veio com a sequência de 'Never Forget You' e 'Blue Moon', quando os fãs se abraçaram e cantaram uns para os outros. Em 'Symphony', ela chamou alguém da plateia ao palco — uma pessoa que admitiu não falar inglês, mas dançou e rebolou com a cantora arrancando aplausos calorosos. Zara encerrou como começou, com 'Midnight Sun', agradecendo aos que resistiram à chuva. A plateia menor não importava. Quem ficou viu exatamente o que veio ver: uma festa de cores, energia e verão num domingo que insistia em ser inverno.
Era quase meia-noite quando Zara Larsson pisou no palco Sunset do Rock in Rio 2026 para cantar "Midnight Sun", seu maior sucesso. A ironia era óbvia: chovera praticamente o dia inteiro no Parque Olímpico, transformando o domingo (13) num dia cinzento e molhado. Mas a cantora sueca não veio para reclamar do tempo. Veio para transformá-lo.
Era a penúltima atração do último dia do festival. Halsey havia tocado antes dela, e Twenty One Pilots viriam depois. A plateia era menor que a de outros shows no mesmo palco — muita gente já tinha ido embora por causa da chuva. Mas quem ficou, ficou de verdade. Por volta das 23h, os fãs que ainda estavam ali queriam vê-la, e Zara sabia disso. "Sei que está chovendo", ela disse logo no começo, pedindo ao público que, apesar do clima, transformasse aquele espaço num lugar brilhante e ensolarado.
A estética que ela trouxe era toda verão. Shortinho jeans com top nas cores do Brasil misturado com rosa choque e um salto alto — uma escolha visual que já começava a contar a história. No palco, a palavra "SUMMER" brilhava em inglês. Havia golfinhos infláveis na plateia. Toda essa linguagem visual vinha do TikTok, onde Zara viralizou nos últimos anos quando sua música "Symphony", de 2015, foi usada numa trend em que pessoas falavam sobre coisas negativas cercadas de cores vibrantes, golfinhos e um clima de verão. Ela estava trazendo aquela estética para o Rock in Rio.
Zara tinha tocado no festival dois anos antes, mas desta vez voltou diferente. Trouxe uma banda completa formada só por mulheres e quase não usou bases pré-gravadas. Cantou quase tudo ao vivo, soltou a voz e esbanjou carisma para comandar as performances. O repertório passou por "She Did it Again", "I Would Like", "Hot and Sexy", "Wow" e "It Ain't my Fault", antes de chegar em "Pretty Ugly". Nessa música, ela saiu perguntando quem era bonito e disse que as pessoas bonitas exatamente por serem feias — uma alusão à letra sobre uma garota que perde a linha. Paquera, romances e autoestima eram os temas principais das suas músicas, e ela não dava respiro. Andava para lá e para cá no palco, inquieta, envolvendo a banda e o público a cada movimento.
O momento mais tocante veio com a sequência de "Never Forget You" e "Blue Moon", músicas sobre amor que fizeram os fãs se abraçarem e cantarem uns aos outros. Zara percebeu a boa recepção e deixou o público assumir os vocais em vários momentos. Em "Symphony", ela chamou uma pessoa do palco à plateia — alguém que roubou a cena dizendo que não falava inglês, mas dançou e rebolou com a cantora, arrancando aplausos acalorados. Muita gente aproveitou para fazer o passinho coreografado da música.
Ela encerrou como começou, cantando "Midnight Sun" novamente, agradecendo a recepção dos fãs e dizendo que, apesar da chuva, sua música era para fazer o Rock in Rio brilhar como o sol de verão. A plateia menor não importava. Os fãs que resistiram à chuva tinham visto exatamente o que vieram ver: uma artista que transformou um domingo molhado numa festa de cores, energia e verão.
Citations marquantes
Sei que está chovendo, mas transformem este palco num espaço brilhante e ensolarado— Zara Larsson, no começo do show
Apesar da chuva, minha música é para fazer o Rock in Rio brilhar como o sol de verão— Zara Larsson, no encerramento do show