Quando uma corte colegiada se prepara para julgar, a igualdade de acesso às provas não é apenas um detalhe procedimental — é a fundação da legitimidade da decisão. O ministro Cristiano Zanin, na sexta-feira, tornou pública essa tensão ao reiterar seu pedido para que a cópia lacrada dos dados do celular de Daniel Vorcaro, guardada no gabinete do relator André Mendonça, fosse compartilhada com todos os ministros antes do julgamento marcado para terça-feira no STF. No centro da disputa está uma pergunta antiga sobre o poder dos tribunais: quem decide quem sabe o quê, e quando?