No limiar de uma sessão decisiva, o ministro Cristiano Zanin pediu ao presidente do STF acesso à íntegra dos dados extraídos de um iPhone apreendido no caso Master — não apenas os fragmentos selecionados pela Polícia Federal, mas tudo o que o aparelho guarda. O gesto revela que, nas altas cortes, a disputa pelo conhecimento dos fatos precede e molda a disputa pelo julgamento deles. Em um caso que envolve banqueiros, autoridades e dados sensíveis, quem acessa o quê — e quando — é, em si, uma decisão política e jurídica de peso.