Xpeng G9: SUV elétrico chinês com recarga de 12 minutos, IA no chassi e 575 cv pode chegar ao Brasil

A recarga de 10% a 80% leva 12 minutos, se houver carregador à altura
A promessa central do G9 depende de carregadores de potência semelhante, ainda raros.
Mark

Qual é o destaque do G9 nesse teste?

Mimi

A recarga. Com 354 kW na parada do teste, a projeção é de 12 minutos para ir de 10% a 80%, e a bateria é LFP de 93,1 kWh com 800 volts.

Luke

Mas isso é uma projeção, não algo medido. Os 12 minutos dependem de carregadores de potência semelhante, e a própria reportagem diz que poucos países os têm.

Mark

E no consumo?

Mimi

O oficial é 20,1 kWh/100 km e no teste deu 18,7, com autonomia real acima de 500 km.

Luke

Um teste só, e a reportagem não detalha percurso nem condições. Vale como indício, não como regra.

Mark

Como é dirigir?

Mimi

Confortável. Suspensão pneumática com IA, bancos macios, mas direção pouco comunicativa e arranque morno no modo Eco.

Mark

E a chegada ao Brasil?

Luke

Não está confirmada oficialmente. A previsão é 2027, a Xpeng não disse em que segmentos atuará, e os R$ 469.880 são conversão estimada do preço europeu, não preço brasileiro.

Mimi

O que muda é a referência: cerca de 40.000 euros abaixo do Mercedes-AMG EQE 53.

  • Um SUV de 575 cv chega à Europa com a promessa de recarregar de 10% a 80% em apenas 12 minutos, desafiando a paciência de quem ainda espera horas na tomada.
  • A química LFP e a arquitetura de 800 volts surgem como trunfos técnicos, enquanto o consumo real de 18,7 kWh/100 km supera a marca oficial e sustenta autonomia acima de 500 km.
  • Assistentes de condução barulhentos, comandos concentrados na tela central e software restrito à China criam atrito no uso diário e geram dúvidas sobre a experiência fora do mercado de origem.
  • A chegada ao Brasil está prevista para 2027, com contratações já em curso, mas sem anúncio oficial, segmentos definidos ou versões confirmadas, deixando o cenário em suspenso.

Num tempo em que a eletrificação redesenha o que esperamos de um automóvel, a chinesa Xpeng quer ocupar um lugar que vai além da fabricação de carros: o de laboratório de tecnologia sobre rodas. Seu SUV topo de gama, o G9, testado pela Quatro Rodas na Europa, mostra essa ambição em números que impressionam, como a recarga rápida que devolve energia em minutos, mas também em escolhas que privilegiam o conforto sobre a emoção de dirigir. O Brasil ainda aguarda a chegada oficial da marca, prevista para 2027, sem que se saiba com clareza que formato ela assumirá por aqui.

Numa parada para recarregar durante o teste europeu, o Xpeng G9 começou a receber 354 kW assim que foi conectado. Foi esse número que chamou a atenção da Quatro Rodas para o SUV topo de gama da marca chinesa, cuja estreia no Brasil está prevista para 2027. A Xpeng já contrata profissionais no país, mas ainda não se apresentou oficialmente nem revelou em quais segmentos pretende atuar.

A empresa se vê menos como montadora e mais como pioneira em tecnologia, com criações que vão de um robô humanoide a drones tripulados. O G9 carrega essa ambição em seu chassi controlado por inteligência artificial e na bateria LFP combinada à arquitetura de 800 volts. Com 4,9 m de comprimento, a linha tem versões de 351 e 575 cv, além de baterias de 78 e 93 kWh. A versão testada entregou 0 a 100 km/h em 4,2 segundos e, no teste, consumiu 18,7 kWh/100 km, abaixo do índice oficial.

O foco é o conforto. A suspensão pneumática e os amortecedores adaptativos filtram bem a estrada, mas quem busca agilidade sentirá falta de uma direção mais comunicativa. A cabine é espaçosa, com teto panorâmico e piso traseiro plano, mas os alertas sonoros dos assistentes são intrusivos e quase tudo é controlado pela tela central, o que desvia o olhar da pista.

O preço estimado de R$ 469.880 põe o G9 cerca de 40.000 euros abaixo de rivais alemães. Para a Quatro Rodas, a recarga rápida é sua grande vantagem. O que ainda falta saber é quando, e com quais versões, a Xpeng chegará de fato ao Brasil.

Numa parada para recarregar durante o teste na Europa, o Xpeng G9 começou a receber energia a 354 kW assim que foi conectado. É esse número que ajuda a entender por que a Quatro Rodas dedicou atenção ao SUV topo de gama da marca chinesa, que tem estreia prevista no Brasil para 2027. A Xpeng já contrata profissionais no país, mas ainda não se apresentou oficialmente nem informou em quais segmentos pretende atuar.

A empresa se enxerga menos como montadora e mais como pioneira em tecnologia. Entre suas criações estão um robô humanoide chamado Iron, que executa tarefas na linha de produção, e drones tripulados por seres humanos. O G9 é o carro que carrega essa ambição: tem chassi controlado por inteligência artificial e bateria LFP (fosfato de ferro-lítio), combinada à arquitetura de 800 volts.

O porte é grande: 4,9 m de comprimento, 1,94 m de largura e 1,67 m de altura. A linha tem duas potências, 351 e 575 cv, e duas baterias, de 78 e 93 kWh. A versão de 351 cv aceita as duas; a de 575 cv, só a maior. A autonomia pelo ciclo WLTP é de 502 km com a bateria menor, 585 km com a maior e 540 km na versão de topo. A química LFP chegou com a atualização do modelo, no fim de 2025, e permite recargas de até 445 kW ou 525 kW, ainda que poucos países tenham carregadores tão potentes.

O teste foi feito com a versão AWD de bateria maior, de 93,1 kWh (92,2 kWh utilizáveis). Com carregadores de potência semelhante à registrada, a carga de 10% a 80% levaria 12 minutos. Em corrente alternada, o limite é de 11 kW, e subir de 5% a 100% exige 10 horas e meia. O consumo oficial é de 20,1 kWh/100 km; no teste ficou em 18,7, o que garantiu autonomia real acima de 500 km.

No uso, o foco é o conforto. O chassi tem molas pneumáticas de câmara dupla e amortecedores adaptativos geridos por IA para equilibrar os movimentos da carroceria. Quem busca agilidade provavelmente sentirá falta de uma ligação mais íntima com a estrada e de uma direção mais comunicativa. No modo Eco, o arranque decepciona quem espera força explosiva. Em compensação, os 575 cv (224 cv no motor dianteiro de indução e 351 cv no traseiro de ímã permanente) e o torque de 70,9 kgfm levam o SUV de 0 a 100 km/h em 4,2 segundos. A 200 km/h a eletrônica limita a potência.

A cabine segue a mesma linha: bancos de estofamento espesso, superfícies macias, teto panorâmico enorme e entre-eixos de 3 metros, que dá espaço de classe executiva atrás. O piso traseiro é plano, o que ameniza o quinto lugar. O porta-malas tem 660 litros, ampliáveis a 1.576, mais 71 litros no compartimento dianteiro. Há três telas, uma de 10,25 polegadas para o motorista e duas de 15, com menus em chinês e aplicativos personalizáveis.

Há ressalvas. Os assistentes de condução são intrusivos, com alertas sonoros que lembram a trilha de Mario Kart, e o mantenedor de faixa puxa o volante com agressividade, embora possa ser desligado. O hardware, incluindo o LiDAR, está pronto para condução autônoma mais avançada, mas o software não está disponível fora da China. Quase tudo, de coluna de direção a retrovisores e saídas de ar, é ajustado pela tela central, o que desvia o olhar da estrada; só os vidros têm comandos físicos.

O equipamento inclui acesso sem chave, som de 22 alto-falantes, câmeras com vista aérea e duas bandejas de carga sem fio de 50 W com arrefecimento. A pintura metálica custa 1.000 euros (cerca de R$ 6.000). O preço é de 78.000 euros, estimados em R$ 469.880, cerca de 40.000 euros a menos que rivais alemães como o Mercedes-AMG EQE 53. Para a Quatro Rodas, o veredicto é que a recarga rápida é a grande vantagem do G9. O que falta saber é quando, e com que versões, a Xpeng se apresentará ao Brasil.

O G9 acaba com as longas esperas para recarga, hoje uma grande vantagem do modelo no mercado.
— Quatro Rodas, veredicto do teste
Envie de l'histoire complète ? Lire l'original sur Quatro Rodas ↗
Nous contacter FAQ