Na cúpula do Brics realizada na Índia, Xi Jinping anunciou a criação de inteligência artificial de código aberto para os países membros do bloco, posicionando a iniciativa como resposta ao protecionismo tecnológico ocidental. O gesto vai além da técnica: é uma declaração sobre soberania, acesso e o direito das nações em desenvolvimento de participar da revolução que está redesenhando o poder global. Em um momento em que o Brics se expande e busca identidade própria, a China oferece não apenas ferramentas, mas uma narrativa alternativa sobre quem deve controlar o futuro.