O primeiro árbitro nascido no Brasil a apitar uma abertura de Mundial
Em cada grande torneio, há aqueles que arbitram o jogo e aqueles que, sem marcar gols, deixam sua própria marca na história. Wilton Pereira Sampaio, árbitro goiano de 44 anos, já entrou para os anais da Copa do Mundo 2026 ao se tornar o primeiro brasileiro nato a apitar uma partida de abertura de um Mundial — e agora a Fifa o convoca novamente, desta vez para conduzir Noruega e Senegal no MetLife Stadium, em Nova Jérsei, na segunda-feira, 22 de junho. A confiança renovada da federação internacional sinaliza que, mesmo sob o peso de três cartões vermelhos históricos, a competência técnica fala mais alto do que a polêmica.
- Três cartões vermelhos diretos em uma única partida inaugural quebraram um recorde de 72 anos e colocaram Sampaio no centro das atenções — e das controvérsias — logo na estreia.
- A decisão da Fifa de escalá-lo novamente, apenas dias após o jogo México x África do Sul, funciona como um voto explícito de confiança em meio ao escrutínio público.
- Noruega e Senegal, pelo Grupo I, aguardam um árbitro que já provou ser capaz de tomar decisões difíceis sob pressão máxima em um estádio lotado.
- A delegação inteiramente brasileira — com Bruno Raphael Pires e Bruno Boschilia como assistentes — reforça o peso coletivo da arbitragem do país nesta edição do torneio.
- Com Raphael Claus e Ramon Abatti Abel também em campo na América do Norte, o Brasil consolida uma presença rara e expressiva no quadro arbitral de uma Copa do Mundo.
A Fifa divulgou na sexta-feira as escalações de árbitros para a segunda rodada da fase de grupos, e o nome de Wilton Pereira Sampaio voltou a se destacar. O goiano de 44 anos foi designado para apitar Noruega contra Senegal, no MetLife Stadium em East Rutherford, Nova Jérsei, na segunda-feira, 22 de junho, às 21h. Ao seu lado, os assistentes Bruno Raphael Pires e Bruno Boschilia completam uma delegação inteiramente brasileira.
A escalação chega poucos dias após Sampaio escrever seu nome na história: ele foi o primeiro árbitro nascido no Brasil a conduzir uma partida de abertura de um Mundial. No duelo entre México e África do Sul no Azteca, distribuiu três cartões vermelhos diretos no segundo tempo — dois para sul-africanos, um para um mexicano —, quebrando um recorde que durava 72 anos em jogos inaugurais de Copa. Os anfitriões venceram por 2 a 0.
Apesar da inevitável polêmica que cerca decisões tão drásticas, a Fifa optou por mantê-lo em ação, sinalizando confiança em seu desempenho. O retorno rápido ao campo representa uma validação tácita de sua autoridade e capacidade de gestão.
Sampaio não está sozinho na representação brasileira nesta Copa. Raphael Claus apitará Espanha contra Arábia Saudita no domingo, pelo Grupo H, enquanto Ramon Abatti Abel já atuou em Bélgica contra Egito, pelo Grupo G. A distribuição de jogos relevantes entre árbitros do país reflete a crescente confiança da federação internacional na arbitragem brasileira em competições de alto nível.
A Fifa anunciou na sexta-feira as escalações de árbitros para a segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo, e o nome que mais chama atenção é o do goiano Wilton Pereira Sampaio. Com 44 anos, ele voltará ao campo para apitar Noruega contra Senegal, partida marcada para segunda-feira, 22 de junho, às 21h, no MetLife Stadium em East Rutherford, Nova Jérsei. Sampaio não estará sozinho: Bruno Raphael Pires, também goiano, e Bruno Boschilia, do Paraná, atuarão como árbitros assistentes — uma delegação inteiramente brasileira.
A escalação de Sampaio para este jogo representa uma continuidade de destaque na Copa. Ele já havia feito história poucos dias antes, tornando-se o primeiro árbitro nascido no Brasil a apitar uma partida de abertura de um Mundial. No duelo entre México e África do Sul no estádio Azteca, ele protagonizou um segundo tempo memorável, distribuindo três cartões vermelhos diretos. O feito quebrou um recorde de 72 anos em jogos inaugurais de Copas do Mundo. Dois dos cartões foram para jogadores sul-africanos, um para um mexicano. Os anfitriões venceram 2 a 0.
A presença de Sampaio na segunda rodada consolida a força da arbitragem brasileira nesta edição do torneio. Além dele, outros dois juízes do país estão atuando na América do Norte. Raphael Claus, de São Paulo, apitará Espanha contra Arábia Saudita no domingo, 21 de junho, pelo Grupo H. Ramon Abatti Abel, de Santa Catarina, já trabalhou em Bélgica contra Egito, pelo Grupo G. A distribuição de responsabilidades entre árbitros brasileiros em jogos de relevância demonstra a confiança da federação internacional na qualidade técnica dos profissionais do país.
Para Sampaio, a oportunidade de voltar ao campo tão rapidamente após sua estreia histórica representa uma validação de seu desempenho. Apesar da controvérsia que sempre envolve decisões de cartão vermelho — especialmente três em um único jogo — a Fifa optou por mantê-lo em ação. O jogo entre Noruega e Senegal, pelo Grupo I, oferecerá novo palco para que o árbitro brasileiro demonstre sua capacidade de gestão de jogo em um torneio de magnitude global.
Citações Notáveis
Sampaio se tornou o primeiro árbitro nascido no Brasil a apitar uma abertura de Mundial— Fifa
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Por que a Fifa escolheria um árbitro que distribuiu três vermelhos diretos em seu primeiro jogo para apitar novamente tão logo?
Porque aqueles cartões não foram erros. Foram decisões técnicas corretas, mesmo que polêmicas. A Fifa não pune árbitros por aplicarem a lei do jogo com rigor.
Mas três vermelhos diretos em uma abertura de Copa — isso não é incomum demais?
Absolutamente. Quebrou um recorde de 72 anos. Mas o que importa é que cada decisão estava fundamentada. Sampaio não inventou as infrações.
E quanto à pressão de apitar novamente tão cedo? Ele não estaria sob escrutínio extra?
Provavelmente sim. Mas estar sob escrutínio é parte do trabalho em um Mundial. A Fifa confia nele o suficiente para colocá-lo em campo novamente.
Qual é o significado de ter três árbitros brasileiros atuando simultaneamente?
Significa que a arbitragem brasileira chegou a um patamar de excelência reconhecido internacionalmente. Não é coincidência. É resultado de anos de desenvolvimento técnico.
Sampaio será lembrado por aqueles três cartões ou por sua carreira como um todo?
Provavelmente pelos três cartões. Mas se ele continuar sendo escalado para jogos importantes, a narrativa muda. Ele deixa de ser o árbitro que distribuiu vermelhos e passa a ser o árbitro que a Fifa confia.