Quando o medo recua, o capital avança — e foi isso que aconteceu em Wall Street na quarta-feira, quando os investidores, aliviados com a estabilização do setor bancário, voltaram a abraçar o risco com renovado entusiasmo. Apesar de Jerome Powell ter sinalizado, em reunião privada com legisladores republicanos, a possibilidade de mais um aumento das taxas de juro ainda este ano, os mercados recusaram-se a recuar, encontrando nas tecnológicas o seu porto de confiança. O Nasdaq brilhou com uma valorização de 1,79%, enquanto o S&P 500 e o Dow Jones acompanharam os ganhos, num dia em que o otimismo
Wall Street fecha no verde com tecnológicas em destaque apesar de sinais de Powell
Os investidores respiram fundo e recuperam o apetite pelo risco
Como é que Powell consegue sinalizar mais aumentos de taxas e o mercado ainda sobe 1%?
Porque o mercado já esperava por isto. A turbulência bancária tinha criado medo real. Agora que passou, os investidores estão dispostos a ouvir más notícias se significarem que o pior ficou para trás.
E as tecnológicas? Porquê é que elas ganham quando as taxas sobem?
Neste momento, as tecnológicas estão a ganhar porque os seus números são bons. A Micron e a Lululemon mostraram crescimento real. Quando há confiança nos fundamentos, as pessoas compram, independentemente do que Powell diz.
O índice do medo está a cair. Isso é bom ou mau?
É bom para quem quer arriscar. Significa que as pessoas estão menos assustadas, menos defensivas. Estão a sair do bunker.
E se os dados de inflação forem piores do que o esperado na quinta-feira?
Aí muda tudo. O PCE é o que a Fed realmente ouve. Se disser que a inflação está a acelerar, Powell terá razão e o mercado terá de se reajustar. Mas por enquanto, ninguém quer pensar nisso.
Il Polso
- A turbulência bancária das semanas anteriores começou a dissipar-se, devolvendo aos investidores o apetite pelo risco que parecia perdido.
- Powell sinalizou em privado mais um possível aumento das taxas de juro, uma notícia que poderia ter travado o mercado — mas não travou.
- As tecnológicas lideraram a recuperação, com a Micron a disparar 7,19% e a Lululemon a avançar 12,72% após resultados acima das expectativas.
- O índice do medo de Wall Street aproximou-se de mínimos de três semanas, traduzindo uma ansiedade em retirada e uma confiança em construção.
- O mercado aguarda agora os dados de inflação PCE desta quinta-feira, a métrica preferida da Fed, que poderá redefinir as expectativas sobre o rumo das taxas de juro.
Quando o medo recua, o capital avança — e foi isso que aconteceu em Wall Street na quarta-feira, quando os investidores, aliviados com a estabilização do setor bancário, voltaram a abraçar o risco com renovado entusiasmo. Apesar de Jerome Powell ter sinalizado, em reunião privada com legisladores republicanos, a possibilidade de mais um aumento das taxas de juro ainda este ano, os mercados recusaram-se a recuar, encontrando nas tecnológicas o seu porto de confiança. O Nasdaq brilhou com uma valorização de 1,79%, enquanto o S&P 500 e o Dow Jones acompanharam os ganhos, num dia em que o otimismo corporativo falou mais alto do que os receios monetários.
A turbulência que havia sacudido o setor bancário nas semanas anteriores começava a dissipar-se, e os investidores voltaram a arriscar com determinação. Wall Street encerrou a sessão de quarta-feira em terreno positivo, com ganhos superiores a 1% em todos os principais índices, liderados pelas tecnológicas. O S&P 500 avançou 1,42% para 4.027,81 pontos, o Dow Jones somou 1% e o Nasdaq Composite brilhou com uma valorização de 1,79%, aproximando-se do melhor trimestre desde 2020.
A sessão decorreu apesar de uma notícia potencialmente perturbadora: Kevin Hern, presidente do Comité de Estudos dos republicanos no Congresso, revelou à Bloomberg que Jerome Powell havia indicado, numa reunião privada, a possibilidade de mais um aumento das taxas de juro diretoras antes do final do ano. Os investidores absorveram a informação sem recuar, preferindo focar-se nas oportunidades imediatas que o mercado oferecia.
Entre os destaques individuais, a Micron Technology disparou 7,19% com perspetivas robustas para o futuro, e a Lululemon Athletica avançou 12,72% após resultados que superaram as expectativas. O índice de volatilidade Cboe, o chamado 'índice do medo', aproximava-se de mínimos de três semanas — sinal claro de que a ansiedade estava a ceder terreno à confiança. O próximo teste chegará esta quinta-feira, com a publicação dos dados de inflação PCE, a métrica preferida da Fed para orientar as suas decisões sobre política monetária.
A turbulência que sacudiu o setor bancário e financeiro nas semanas anteriores começava a dissipar-se. Os investidores, respirando de alívio, voltavam a arriscar. E onde iam eles colocar o seu dinheiro? Nas tecnológicas, naturalmente. Wall Street encerrou a sessão de quarta-feira em terreno positivo, com ganhos que ultrapassaram a marca do 1%, apesar de uma notícia que poderia ter arrefecido os ânimos: Jerome Powell, presidente da Reserva Federal norte-americana, havia sinalizado em privado a possibilidade de mais um aumento das taxas de juro antes do final do ano.
O Standard & Poor's 500 avançou 1,42%, fechando em 4.027,81 pontos. O Dow Jones, índice das grandes empresas industriais, somou 1% para 32.717,6 pontos. Mas foi o Nasdaq Composite que verdadeiramente brilhou, valorizando 1,79% para 11.926,24 pontos. O Nasdaq 100, que agrupa as cem maiores cotadas do índice tecnológico, subiu 1,87% para 12.846,03 pontos e aproximava-se do melhor trimestre desde 2020. Os setores tecnológico e financeiro lideraram os ganhos, puxando o mercado para cima.
A notícia sobre Powell chegou através de Kevin Hern, presidente do Comité de Estudos dos republicanos do Congresso, que revelou à Bloomberg o teor de uma reunião privada com o líder da Fed. Powell havia indicado que se antecipava mais um aumento das taxas de juro diretoras este ano. Contudo, a informação não travou a recuperação do apetite pelo risco. Os investidores pareciam dispostos a absorver a má notícia, focando-se em oportunidades mais imediatas.
Entre as ações que mais se destacaram estava a Micron Technology, que disparou 7,19% graças a perspetivas robustas para o futuro. A Lululemon Athletica cresceu ainda mais, avançando 12,72%, animada por resultados que superaram as expectativas e por uma orientação para o ano em curso igualmente acima do previsto. Estes ganhos individuais refletiam a confiança renovada nos fundamentos das empresas.
O índice de volatilidade Cboe, conhecido informalmente como o "índice do medo de Wall Street", aproximava-se de mínimos de três semanas, sinalizando uma redução significativa da ansiedade no mercado. Os investidores estavam agora focados no próximo grande acontecimento: a divulgação dos dados de inflação PCE (Personal Consumption Expenditures) prevista para quinta-feira. Este indicador é considerado pelos especialistas como a métrica preferida da Reserva Federal para avaliar as pressões inflacionárias e orientar as suas decisões futuras sobre taxas de juro. Até à chegada destes números, o mercado parecia estar numa posição de espera confiante, apostando que a força das tecnológicas e o otimismo corporativo poderiam compensar qualquer sinal de aperto monetário iminente.
Citazioni salienti
Powell sinalizou em privado que se antecipa mais um aumento das taxas de juro diretoras este ano— Kevin Hern, presidente do Comité de Estudos dos republicanos do Congresso, citado pela Bloomberg