Wall Street fecha no verde com tecnológicas em destaque apesar de sinais de Powell

Os investidores respiram fundo e recuperam o apetite pelo risco
Após semanas de turbulência no setor financeiro, Wall Street volta a ganhar confiança e a apostar em tecnológicas.
Mark

Como é que Powell consegue sinalizar mais aumentos de taxas e o mercado ainda sobe 1%?

Mimi

Porque o mercado já esperava por isto. A turbulência bancária tinha criado medo real. Agora que passou, os investidores estão dispostos a ouvir más notícias se significarem que o pior ficou para trás.

Mark

E as tecnológicas? Porquê é que elas ganham quando as taxas sobem?

Mimi

Neste momento, as tecnológicas estão a ganhar porque os seus números são bons. A Micron e a Lululemon mostraram crescimento real. Quando há confiança nos fundamentos, as pessoas compram, independentemente do que Powell diz.

Mark

O índice do medo está a cair. Isso é bom ou mau?

Mimi

É bom para quem quer arriscar. Significa que as pessoas estão menos assustadas, menos defensivas. Estão a sair do bunker.

Mark

E se os dados de inflação forem piores do que o esperado na quinta-feira?

Mimi

Aí muda tudo. O PCE é o que a Fed realmente ouve. Se disser que a inflação está a acelerar, Powell terá razão e o mercado terá de se reajustar. Mas por enquanto, ninguém quer pensar nisso.

  • A turbulência bancária das semanas anteriores começou a dissipar-se, devolvendo aos investidores o apetite pelo risco que parecia perdido.
  • Powell sinalizou em privado mais um possível aumento das taxas de juro, uma notícia que poderia ter travado o mercado — mas não travou.
  • As tecnológicas lideraram a recuperação, com a Micron a disparar 7,19% e a Lululemon a avançar 12,72% após resultados acima das expectativas.
  • O índice do medo de Wall Street aproximou-se de mínimos de três semanas, traduzindo uma ansiedade em retirada e uma confiança em construção.
  • O mercado aguarda agora os dados de inflação PCE desta quinta-feira, a métrica preferida da Fed, que poderá redefinir as expectativas sobre o rumo das taxas de juro.

Quando o medo recua, o capital avança — e foi isso que aconteceu em Wall Street na quarta-feira, quando os investidores, aliviados com a estabilização do setor bancário, voltaram a abraçar o risco com renovado entusiasmo. Apesar de Jerome Powell ter sinalizado, em reunião privada com legisladores republicanos, a possibilidade de mais um aumento das taxas de juro ainda este ano, os mercados recusaram-se a recuar, encontrando nas tecnológicas o seu porto de confiança. O Nasdaq brilhou com uma valorização de 1,79%, enquanto o S&P 500 e o Dow Jones acompanharam os ganhos, num dia em que o otimismo corporativo falou mais alto do que os receios monetários.

A turbulência que havia sacudido o setor bancário nas semanas anteriores começava a dissipar-se, e os investidores voltaram a arriscar com determinação. Wall Street encerrou a sessão de quarta-feira em terreno positivo, com ganhos superiores a 1% em todos os principais índices, liderados pelas tecnológicas. O S&P 500 avançou 1,42% para 4.027,81 pontos, o Dow Jones somou 1% e o Nasdaq Composite brilhou com uma valorização de 1,79%, aproximando-se do melhor trimestre desde 2020.

A sessão decorreu apesar de uma notícia potencialmente perturbadora: Kevin Hern, presidente do Comité de Estudos dos republicanos no Congresso, revelou à Bloomberg que Jerome Powell havia indicado, numa reunião privada, a possibilidade de mais um aumento das taxas de juro diretoras antes do final do ano. Os investidores absorveram a informação sem recuar, preferindo focar-se nas oportunidades imediatas que o mercado oferecia.

Entre os destaques individuais, a Micron Technology disparou 7,19% com perspetivas robustas para o futuro, e a Lululemon Athletica avançou 12,72% após resultados que superaram as expectativas. O índice de volatilidade Cboe, o chamado 'índice do medo', aproximava-se de mínimos de três semanas — sinal claro de que a ansiedade estava a ceder terreno à confiança. O próximo teste chegará esta quinta-feira, com a publicação dos dados de inflação PCE, a métrica preferida da Fed para orientar as suas decisões sobre política monetária.

A turbulência que sacudiu o setor bancário e financeiro nas semanas anteriores começava a dissipar-se. Os investidores, respirando de alívio, voltavam a arriscar. E onde iam eles colocar o seu dinheiro? Nas tecnológicas, naturalmente. Wall Street encerrou a sessão de quarta-feira em terreno positivo, com ganhos que ultrapassaram a marca do 1%, apesar de uma notícia que poderia ter arrefecido os ânimos: Jerome Powell, presidente da Reserva Federal norte-americana, havia sinalizado em privado a possibilidade de mais um aumento das taxas de juro antes do final do ano.

O Standard & Poor's 500 avançou 1,42%, fechando em 4.027,81 pontos. O Dow Jones, índice das grandes empresas industriais, somou 1% para 32.717,6 pontos. Mas foi o Nasdaq Composite que verdadeiramente brilhou, valorizando 1,79% para 11.926,24 pontos. O Nasdaq 100, que agrupa as cem maiores cotadas do índice tecnológico, subiu 1,87% para 12.846,03 pontos e aproximava-se do melhor trimestre desde 2020. Os setores tecnológico e financeiro lideraram os ganhos, puxando o mercado para cima.

A notícia sobre Powell chegou através de Kevin Hern, presidente do Comité de Estudos dos republicanos do Congresso, que revelou à Bloomberg o teor de uma reunião privada com o líder da Fed. Powell havia indicado que se antecipava mais um aumento das taxas de juro diretoras este ano. Contudo, a informação não travou a recuperação do apetite pelo risco. Os investidores pareciam dispostos a absorver a má notícia, focando-se em oportunidades mais imediatas.

Entre as ações que mais se destacaram estava a Micron Technology, que disparou 7,19% graças a perspetivas robustas para o futuro. A Lululemon Athletica cresceu ainda mais, avançando 12,72%, animada por resultados que superaram as expectativas e por uma orientação para o ano em curso igualmente acima do previsto. Estes ganhos individuais refletiam a confiança renovada nos fundamentos das empresas.

O índice de volatilidade Cboe, conhecido informalmente como o "índice do medo de Wall Street", aproximava-se de mínimos de três semanas, sinalizando uma redução significativa da ansiedade no mercado. Os investidores estavam agora focados no próximo grande acontecimento: a divulgação dos dados de inflação PCE (Personal Consumption Expenditures) prevista para quinta-feira. Este indicador é considerado pelos especialistas como a métrica preferida da Reserva Federal para avaliar as pressões inflacionárias e orientar as suas decisões futuras sobre taxas de juro. Até à chegada destes números, o mercado parecia estar numa posição de espera confiante, apostando que a força das tecnológicas e o otimismo corporativo poderiam compensar qualquer sinal de aperto monetário iminente.

Powell sinalizou em privado que se antecipa mais um aumento das taxas de juro diretoras este ano
— Kevin Hern, presidente do Comité de Estudos dos republicanos do Congresso, citado pela Bloomberg
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