Votação no exterior já começou; Nova Zelândia encerra com Lula na liderança

Lula liderava amplamente com 70,48% dos votos
Resultado dos boletins de urna da Nova Zelândia, primeiro país a encerrar a votação presidencial.
Mark

Por que a Nova Zelândia vota primeiro? Isso tem alguma vantagem para o Brasil?

Mimi

É simples: fuso horário. A Nova Zelândia fica 16 horas à frente de Brasília. Quando lá é domingo à tarde, aqui ainda é sábado de madrugada. Não há vantagem estratégica — é apenas a geografia.

Luke

Mas espera: o g1 está publicando resultados antes do TSE divulgar oficialmente? Como isso funciona legalmente?

Mimi

O g1 está coletando boletins de urna — documentos públicos que fiscais e observadores podem consultar — e depois validando os dados com o TSE antes de publicar. Não é uma contagem paralela; é uma antecipação de informação que já é pública nos locais de votação.

Mark

E esses quase 1 milhão de brasileiros no exterior — como eles se distribuem? É realmente concentrado em três países?

Mimi

A maioria está nos Estados Unidos, Portugal e Japão, mas há urnas em 134 países. Alguns lugares têm apenas uma ou duas seções eleitorais, enquanto os grandes centros têm dezenas.

Luke

Uma pergunta: quando o g1 diz que está "checando os dados com o TSE", o TSE está confirmando esses números antes das 17h, ou o g1 está apenas verificando que os boletins são autênticos?

Mimi

Boa pergunta. O g1 está verificando a autenticidade dos boletins, não pedindo confirmação oficial do resultado. O TSE não divulga números antes das 17h — isso seria quebra de protocolo.

Mark

Então o resultado da Nova Zelândia que vocês publicaram — 70,48% para Lula — é baseado em quantas seções eleitorais?

Mimi

O material não especifica o número de seções. Sabemos que havia urnas em 186 cidades em 134 países, mas não temos o detalhe de quantas seções funcionaram especificamente na Nova Zelândia.

Luke

Isso é importante. Um resultado de 331 votos totais em um país inteiro pode vir de uma única seção ou de várias. A margem de Lula é clara, mas o tamanho da amostra importa para entender o que significa.

  • A Nova Zelândia fechou as urnas com Lula liderando com mais de 70% dos votos — um primeiro sinal, ainda que simbólico, de como a diáspora brasileira está se posicionando.
  • Quase 1 milhão de eleitores brasileiros distribuídos por 186 cidades em 134 países tornam esta eleição um evento verdadeiramente global, com focos principais nos EUA, Portugal e Japão.
  • O sigilo imposto pelo TSE cria uma tensão crescente: os boletins chegam, mas os números oficiais ficam represados até as 17h de Brasília.
  • O G1 realiza um levantamento independente de boletins de urna ao redor do mundo, validando dados junto ao TSE antes de publicá-los — uma corrida paralela pela informação.

Enquanto o Brasil ainda dorme, as urnas já falam em outros fusos: a Nova Zelândia foi a primeira a encerrar sua votação presidencial neste domingo, inaugurando um longo ciclo eleitoral que se estenderá por 134 países e envolverá quase 1 milhão de brasileiros espalhados pelo mundo. É a democracia exercida à distância — fragmentada em fusos horários, reunida por um único propósito. Os resultados oficiais, guardados sob sigilo pelo TSE, só serão revelados quando Brasília marcar 17h, unindo num mesmo instante o voto de quem está perto e de quem está longe.

Neste domingo, 4 de outubro, a Nova Zelândia foi o primeiro país a encerrar sua votação presidencial brasileira. Com 16 horas de diferença em relação a Brasília, os eleitores neozelandeses votaram entre 8h e 17h no horário local — o que correspondia à madrugada brasileira. Ao fechar as urnas, Lula liderava com 234 votos e 70,48% do total. Flávio aparecia em segundo com 19,28%, seguido por Renan com 3,92%. Os demais candidatos dividiram o restante, cada um abaixo dos 2%.

Esse resultado é apenas o ponto de partida de um dia eleitoral que se desdobrará pelo planeta inteiro. Quase 1 milhão de brasileiros estão aptos a votar no exterior, em 186 cidades distribuídas por 134 países. As maiores concentrações de eleitores estão nos Estados Unidos, em Portugal e no Japão — e, conforme os fusos avançam, novos boletins de urna vão chegando.

O TSE só divulgará os resultados oficiais do exterior após as 17h de Brasília, no mesmo momento em que os números do Brasil serão tornados públicos. Até lá, o sigilo prevalece. O G1 acompanha o processo de forma independente, coletando boletins de urna ao redor do mundo e validando os dados junto ao TSE antes de publicá-los — e esta reportagem será atualizada ao longo do dia.

A votação presidencial brasileira já encerrou na Nova Zelândia neste domingo, 4 de outubro. O país, situado 16 horas à frente do horário de Brasília, foi o primeiro a fechar as urnas. Lá, os eleitores compareceram entre 8h e 17h no horário local — o que corresponde às 16h de sábado e à 1h de domingo em Brasília. Quando as portas se fecharam, Lula liderava amplamente com 234 votos, representando 70,48% do total. Flávio aparecia em segundo lugar com 64 votos (19,28%), seguido por Renan com 13 votos (3,92%). Os demais candidatos — Zema, Cury, Caiado, Samara e Hertz — dividiram o restante dos votos, cada um recebendo menos de 2% do total.

Este resultado da Nova Zelândia é apenas o primeiro de muitos que virão ao longo do dia. Quase 1 milhão de brasileiros estão habilitados a votar no exterior, distribuídos em 186 cidades espalhadas por 134 países diferentes. A concentração de eleitores é maior em três destinos principais: Estados Unidos, Portugal e Japão. Conforme os fusos horários avançam e as seções eleitorais encerram suas operações em diferentes regiões do globo, novos boletins de urna começarão a chegar.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgará os resultados oficiais da apuração no exterior somente após as 17h, no horário de Brasília — o mesmo momento em que os números do Brasil serão tornados públicos. Até lá, a contagem permanece sob sigilo. O g1 está realizando um levantamento independente de boletins de urna em diferentes locais do mundo, apresentando alguns desses resultados com antecedência e validando os dados junto ao TSE antes da publicação. Esta reportagem será atualizada ao longo do dia conforme novos boletins chegarem das demais regiões onde a votação já foi encerrada.

O resultado oficial da apuração no exterior, assim como no Brasil, será divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) somente após as 17h, no horário de Brasília.
— Tribunal Superior Eleitoral
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