No mercado brasileiro de usados, o tempo opera uma espécie de justiça econômica: o Volvo XC60 T5 2019, que nasceu como símbolo de sofisticação escandinava a quase R$ 246 mil, chegou a setembro de 2026 valendo menos que um sedã compacto zero-quilômetro. A desvalorização de 44% em sete anos não apagou os 254 cavalos, a tração integral nem a nota máxima do Euro NCAP — apenas redistribuiu o acesso a quem sabe onde olhar. É o mercado de usados cumprindo sua função silenciosa: democratizar o que o tempo deprecia, mas a engenharia preserva.