No norte da Noruega, onde o fundo do mar havia se tornado um deserto de rochas nuas, voluntários e mergulhadores devolveram ao oceano algo que ele havia perdido: a possibilidade de recomeço. Ao remover quase cem mil ouriços-do-mar manualmente, abriram espaço para que florestas de algas voltassem a crescer — e com elas, toda uma cadeia de vida que havia desaparecido. É um lembrete de que a degradação ambiental, embora profunda, raramente é irreversível quando há ação humana deliberada e paciente.