Em um evento da Esfera Brasil, André Esteves, presidente do BTG Pactual, colocou o debate fiscal brasileiro em terreno que transcende partidos: equilibrar as contas públicas não é ideologia, é responsabilidade coletiva. O executivo, ele próprio beneficiário dos títulos isentos que critica, apontou que juros civilizatórios — e não programas pontuais — seriam a maior alavanca de transformação social do país. Por trás do diagnóstico econômico, porém, havia uma preocupação mais profunda: a fragilidade das instituições brasileiras, que Esteves via como a batalha verdadeiramente decisiva.