Em La Guaira, balneário venezuelano devastado pelos terremotos de junho que ceifaram mais de 6.500 vidas, as escolas reabriram suas portas em setembro — mas o medo chegou antes dos alunos. Com mais de 2.000 réplicas sísmicas ainda sacudindo a região e 60 escolas convertidas em abrigos, a volta às aulas tornou-se um ato de coragem coletiva, um esforço humano de reconstruir rotina sobre um chão que ainda treme. A educação prossegue, mas carregada pelo peso de um trauma que a comunidade ainda não teve tempo de nomear.
Volta às aulas é marcada pelo medo em região devastada por terremotos na Venezuela
Mais de 6.500 mortos pelos terremotos em junho; milhares desabrigados; 60 escolas convertidas em abrigos; trauma psicológico em crianças e comunidade.